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Sport Recife 0 x 2 Santos

Data: 19/09/2001, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 13ª rodada
Local: Estádio Ilha do Retiro, em Recife, PE.
Público: 6.658 pagantes
Renda: R$ 39.300,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO).
Cartão amarelo: Gaúcho (SR).
Gols: Robert (29-1); Viola (20-2).

SPORT RECIFE
Marcelo Moretto; Saulo, Alex Pinho, Erlon e Kiko; Val Pilar (Gaúcho, 0-2), Axel, Edu Manga e Ricardinho (Cléber, 18-2); Robinho (Rafael, 0-2) e Júnior Amorim.
Técnico: Júlio César Espinosa

SANTOS
Pitarelli; Preto, Galván e Marcelo Silva (Pereira, 35-2); Russo, Renato, Elano (Vágner, 26-2), Robert (Júlio César, 31-2) e Léo; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho



Santos derrota Sport e fica próximo do G8

O Santos venceu sua segunda partida consecutiva no Brasileiro ao derrotar na noite de ontem o Sport por 2 a 0, no estádio da Ilha do Retiro, em Recife. Com o resultado, os paulistas têm agora 19 pontos, na nona posição, próxima do grupo de oito times que vão passar à segunda fase.

No clube pernambucano, a crise se aprofunda. O time permanece na zona de rebaixamento, entre os quatro piores do torneio. Foi a oitava derrota do Sport em 12 jogos e a sexta partida consecutiva sem vitória. O técnico Júlio Espinosa deve ser demitido. Carlos Alberto Silva e Emerson Leão são cotados para substituí-lo.

O Santos começou pressionando e, aos 2min, Robert quase marcou em um chute de fora da área. O goleiro Marcelo Moretto defendeu. Cinco minutos depois, Marcelinho perdeu outra chance, cabeceando a bola na trave.

O Sport só ameaçou pela primeira vez aos 10min, em um cruzamento de Ricardinho desfeito pelo time paulista.

Dominando o meio-campo, o Santos articulava melhor as jogadas de ataque, principalmente com Robert. A defesa pernambucana também falhava e permitia aos adversários trocar passes próximo à sua área.

Aos 29min, o Santos marcou seu primeiro gol em um chute de Robert, de fora da área.

O gol desarticulou ainda mais o Sport, que errava passes e não conseguia fugir da marcação. Só aos 40min os pernambucanos voltaram a ameaçar, em um chute de Júnior Amorim para fora.

Os paulistas responderam com uma bola na trave de Robert, após boa jogada pela direita.

No intervalo, Júlio Espinosa substituiu Val Pilar por Gaúcho, e Robinho por Rafael. Com as mudanças, Érlon foi deslocado para tentar dar mais consistência ao meio-de-campo do Sport.

Pressionado pela torcida, que passou a vaiar, o time foi à frente e perdeu boa chance de empatar logo aos 2min, em um chute para fora do centroavante Rafael.

O jogo permaneceu equilibrado até os 20min, quando o atacante Viola fez o segundo gol, chutando de virada, rasteiro, após receber a bola de Marcelinho.

O técnico Cabralzinho substituiu Robert por Júlio César, e o Santos passou a tocar a bola, esperando o tempo passar. Sem forças para reagir, o time pernambucano foi vaiado.

“Foi uma vitória justíssima”, disse o meia santista Robert. “A equipe se impôs”, declarou.


Santos 3 x 0 América-MG

Data: 16/09/2001, domingo, 15h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 12ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.454 pagantes
Renda: R$ 83.805,00
Árbitro: Láo Feldman (RJ)
Cartões amarelos: Paulo Almeida, Léo, Galván, Cléber (S); Índio, Michael e Mirandinha (A).
Gols: Viola (38-1); Viola (19-2) e Marcelinho Carioca (40-2).

SANTOS
Pitarelli; Preto, Galván e Cléber; Russo, Renato (Elano), Paulo Almeida, Robert e Léo; Marcelinho Carioca e Viola.
Técnico: Cabralzinho

AMÉRICA-MG
Ranieri; Édson (Luciano), Índio, Aldo e Michel; Chicão, Claudinei, Ruy e Fabrício; Somália (Narcísio) e Mirandinha (Alessandro).
Técnico: Lula Pereira



Viola e Marcelinho comandam show na Vila

O Santos venceu na estréia de Cabralzinho com gols de Viola e Marcelinho

Num jogo de muita emoção, o Santos venceu o América-MG, por 3 a 0, ontem, na Vila Belmiro, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a vitória, o Peixe continua vivo na competição e sonha com a classificação. Já a derrota, deixa o time mineiro mais perto do rebaixamento.

Viola, dois, e Marcelinho fizeram os gols do Santos. A partida marcou a estréia do técnico Cabralzinho no comando do Santos, e foi a primeira de Marcelinho Carioca na Vila Belmiro. Com a derrota, o América continua sem ganhar do Santos pelo Brasileiro.

O Santos começou um pouco melhor que o América-MG. Logo no início, Viola quase abriu o placar. O zagueiro Aldo salvou em cima da linha. Na seqüência, Marcelinho finalizou para fora. Apesar do domínio territorial, o Santos não conseguia traduzir a vantagem em gols.

Aos 39min, o Peixe marcou um golaço. Após cruzamento de Robert, Marcelinho tocou de cabeça, tirando o zagueiro Aldo da jogada, para Viola marcar e cumprir a promessa de fazer o gol em homenagem aos “Lalaus do Brasil”. O atacante, que não marcava desde 29 de agosto, dominou e acertou um lindo chute, fazendo seu segundo gol no campeonato.

Aos 43min, o América-MG, por pouco, não empata. O meia Ruy entrou sozinho na área santista e bateu na saída de Pitarelli. O goleiro santista evitou o gol com uma grande defesa.

No segundo tempo, o técnico Lula Pereira trocou Somália, que sentiu uma contusão muscular, pelo atacante Narcízio na tentativa de empatar a partida. Porém, o que se viu foi um Santos melhor que o América.

Viola, que caia pelas pontas, abria espaço para Marcelinho e Robert, e dificultava a marcação da retaguarda mineira. O Coelho insistia e Ruy numa boa finalização exigiu grande defesa de Pitarelli.

Aos 18min, Viola, num lance duvidoso, marcou o segundo dele no jogo. Depois de um cruzamento, Viola, com uma das mãos, fez o segundo do Peixe. A não marcação da falta pelo árbitro Léo Feldman revoltou o técnico Lula Pereira. Ele e os reservas do América invadiram o campo para protestar.

Nem bem o time mineiro recuperava-se do segundo gol, Marcelinho, aos 38min, marcava o seu gol e consolidava a primeira vitória do Santos em um mês. O Pé-de-Anjo tocou para Léo, recebeu cruzamento e marcou de cabeça.



Com duas novidades, Santos tenta apagar trauma em seu estádio (Em 16/09/2001)

Dois atrativos e um trauma serão hoje os ingredientes do Santos para a partida diante do América-MG, às 15h, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

Se por um lado o clube promoverá a estréia do técnico Cabralzinho, e Marcelinho atuará pela primeira vez com a camisa do Santos na Vila, por outro o time terá mais uma vez de superar o retrospecto negativo nos jogos em casa.

Nos cinco jogos na Vila neste Brasileiro, além de uma sequência de xingamentos, o Santos obteve três empates, uma derrota e apenas uma vitória. Além disso, está há seis rodadas sem vencer e ocupa só a 16ª colocação na tabela.

“A gente sabe que a torcida vai exigir muito durante a partida. Mas o Cabralzinho comentou durante a semana sobre as dificuldades e pediu para nós pressionarmos o América desde o início para os torcedores ficarem do nosso lado”, afirmou o meia Robert.

Para o jogo de hoje, o time terá dois desfalques. Cabralzinho não poderá contar com o goleiro Fábio Costa, suspenso, e com o volante Válber, vetado pelo departamento médico devido a uma tendinite no joelho esquerdo. Eles serão substituídos por Pitarelli e Renato, respectivamente.

O meia Renato, que durante a competição vem atuando ao lado de Robert na armação das jogadas, terá hoje uma função mais defensiva, auxiliando na marcação ao lado de Paulo Almeida.

A equipe atuará, como tem sido desde o início do Brasileiro, no esquema 3-5-2, com Preto, Galván e Cléber na zaga e os laterais Russo e Leo atuando como alas.

“Eu e o Russo jamais deixamos de apoiar o ataque, tanto no esquema 3-5-2 como no 4-4-2. Com o Cabralzinho, não há tática defensiva”, declarou Léo.

Na zona de rebaixamento, o América precisa vencer hoje. “Estão dizendo lá [no Santos” que os três pontos já estão garantidos, mas eles estão enganados se acham que vão pegar moleza”, disse o meia Fabrício.

Marcelinho faz estréia diante da Vila

O meia-atacante Marcelinho fará hoje o seu primeiro jogo na Vila Belmiro com a camisa do Santos.

Com o passado recente vinculado ao Corinthians, arqui-rival de seu novo clube, ele quer usar a partida como um primeiro passo para cair nas graças dos santistas, que amargam 17 anos sem um título de relevância nacional.

Segundo Marcelinho, a Vila Belmiro deve ser utilizada como um “caldeirão” a favor do Santos. “Vamos passar a pressão para o outro lado”, declarou.

Para ele, o fato de já ter feito dois jogos pelo Santos, contra o Flamengo e contra o Guarani (no qual fez um gol), diminui a ansiedade para entrar em campo hoje.

“Tudo aquilo [a ansiedade” já passou. Agora a intenção é levar o Santos às vitórias, principalmente quando jogarmos na Vila Belmiro, que é a nossa casa.”


Atlético-PR 1 x 1 Santos

Data: 29/08/2001, quarta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 1ª fase – 8ª rodada
Local: Arena da Baixada, em Curitiba, PR.
Público: 6.410
Renda: R$ 86.349,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Cartões amarelos: Alessandro, Igor, Erandir, Souza e Kléber (A); Fábio Costa, Galván, Válber e Viola (S).
Gols: Daniel (40-2) e Viola (47-2).

ATLÉTICO-PR
Emerson; Alessandro, Igor, Erandir (Daniel) e Fabiano (Ivan); Cocito, Kléberson, Adriano e Souza (Rodrigão); Alex Mineiro e Kléber.
Técnico: Mário Sérgio

SANTOS
Fábio Costa; Orestes, Cléber e Galván (Weldon); Russo, Paulo Almeida, Válber, Renato (Elano) e Léo; Robert e Viola.
Técnico: Serginho Chulapa (interino)



Serginho Chulapa faz estréia com empate

O Santos empatou em 1 a 1, com o Atlético-PR ontem, em Curitiba, e agora é o único invicto do Brasileiro. O gol santista foi marcado nos acréscimos, por Viola, que marcou pela primeira vez após voltar à equipe da Vila. Foi o sexto empate do time, que está fora da zona de classificação.

O jogo marcou a volta do técnico Serginho Chulapa ao comando do Santos após sete anos.

Mesmo desfalcado de sete jogadores, o Atlético-PR foi melhor no primeiro tempo. Com boa movimentação dos meias Souza e Adriano, o time ameaçou várias vezes o goleiro Fábio Costa.

A primeira chance de gol, no entanto, foi do Santos, aos 11min. Robert roubou a bola da zaga paranaense e passou para Viola, que foi travado por Igor no momento da finalização.

A partir daí, o Atlético-PR dominou a partida e desperdiçou boas chances de abrir o placar.

O Santos só voltou a ameaçar no final do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Galván, que errou o chute na pequena área.

No segundo tempo, o jogo ficou mais aberto. No primeiro minuto, Fabiano cruzou para Alex Mineiro, que cabeceou na entrada da pequena área, mas Fábio Costa salvou em cima da linha.

Aos 10min, o Santos quase abriu o placar. Após cruzamento de Robert, Cocito tentou cortar e por pouco não fez gol contra. Aos 19min, o lance mais polêmico da partida. Viola cabeceou, e o goleiro Émerson fez grande defesa. A bola quicou e, com o efeito, deu a impressão de ter ultrapassado a linha do gol, mas o juiz Leonardo Gaciba mandou seguir.

Melhor, o time paulista teve outra boa chance aos 22min. Após cruzamento, a bola sobrou para Cléber, que, livre, chutou fora. Mas quem marcou primeiro foi o time paranaense. Aos 39min, Daniel escorou de cabeça uma cobrança de escanteio.

Mesmo após sofrer o gol, o Santos não perdeu o ritmo do jogo. A equipe continuou pressionando e, aos 47min, em mais uma cobrança de escanteio de Robert, Viola marcou de cabeça.



Sob pressão, Serginho estréia no comando do Santos em Curitiba (Em 29/08/2001)

Embora o Santos se mantenha invicto no Brasileiro (duas vitórias e cinco empates), o técnico Serginho Chulapa já estreará sob pressão hoje, às 20h30, contra o Atlético-PR, em Curitiba.

Ex-auxiliar de Geninho, que pediu demissão anteontem, Serginho recebeu da diretoria a promessa de que será mantido até o final do Brasileiro, mas diz ter consciência de que corre riscos.

Além da crise deflagrada pela saída de Geninho, o ex-jogador assume o comando da equipe numa circunstância difícil. O jogo é fora de casa, e o rival busca a reação após duas derrotas seguidas -a última, por 4 a 0 para o Vasco.

Um eventual resultado desfavorável recolocará o Santos numa situação delicada diante da torcida, domingo, na Vila, contra o Goiás.

“Agora, saiu o pára-raios”, disse ontem o técnico Geninho, referindo-se ao fato de ter sido o alvo preferencial dos torcedores.

Ídolo da torcida no passado, Serginho diz crer que poderá tirar proveito dessa condição em benefício do time, mas desconfia que é estreito o limite da tolerância.

“Tenho identificação com a torcida, mas estou exposto a risco, como qualquer treinador.”

O criticado esquema 3-5-2, adotado por Geninho, será mantido. “Mas se o time não atacar, mudo na hora”, disse Serginho.

Paulo Almeida volta ao meio. Na defesa, Orestes ou Pereira substituirão Preto, suspenso.

Ontem, Serginho reclamou da escalação, pela segunda vez consecutiva para um jogo do Santos, do árbitro Giuliano Bozzano. Os santistas o acusam de ter prejudicado o time contra o Juventude.

No final da tarde, porém, foi anunciada a substituição do árbitro catarinense pelo gaúcho Leonardo da Silva. O pedido de mudança partiu do time paranaense.

O Atlético-PR não contará com os zagueiros Rogério Corrêa e Gustavo, contundidos, e Nem, Rodrigão e Pires, suspensos. No gol, Flávio, com dores, pode ser substituído por Émerson.


Palmeiras 2 x 1 Santos

Data: 08/06/1999, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público e Renda: não divulgados
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho
Cartões amarelos: Cléber, Rubens Júnior e Galeano (P); Claudiomiro e Alessandro (S).
Gols: Viola (30-1); Oséas (35-2) e Paulo Nunes (37-2).

PALMEIRAS
Marcos; Arce, Agnaldo, Cléber e Rubens Júnior (Júnior); César Sampaio, Galeano (Zinho), Jackson e Edmílson; Euller (Paulo Nunes) e Oséas.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel (Andrei), Jean e Gustavo Nery; Narciso, Claudiomiro, Jorginho (Rodrigo Fabri) e Paulo Rink (Marcos Bazílio); Alessandro e Viola.
Técnico: Émerson Leão.



No sufoco, Palmeiras vai à 2ª final do ano e tenta chegar à “tríplice coroa”

Em dois minutos, time vence de virada o Santos e decide o Paulista-99

Com um gol do atacante Paulo Nunes, aos 37min do segundo tempo, o Palmeiras venceu ontem à noite o Santos por 2 a 1, de virada, no Morumbi, e se classificou para a final do Campeonato Paulista-99.

O Palmeiras iniciou a partida com um time misto em campo, e a entrada dos titulares Paulo Nunes, Zinho e Júnior na segunda etapa foi fundamental para o resultado.

Foi a terceira vez nas últimas semanas que o time decidiu vaga nos instantes finais de uma partida -já o fizera contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, e contra a Lusa, pelo Paulista. Foi o 46º jogo oficial da equipe neste ano.

Os dois treinadores, Luiz Felipe Scolari (Palmeiras) e Emerson Leão (Santos), foram expulsos do banco pelo árbitro Sálvio Spínola, por reclamação.

Com o resultado, o Palmeiras manteve suas chances de terminar o século como o clube com mais conquistas no Paulista.

O Palmeiras já obteve 21 títulos da competição, 1 a menos do que o rival Corinthians.
A equipe de Scolari fez crescer também as suas chances de conquistar a “tríplice coroa” -os títulos do Estadual, da Libertadores da América e da Copa do Brasil, as competições mais importantes disputadas no semestre.
Nas duas primeiras competições, o time já está na final. No torneio nacional, o time disputa uma vaga para a decisão na próxima sexta-feira, contra o Botafogo, no Rio.

A decisão do Paulista começa no próximo domingo, com o Palmeiras enfrentando o vencedor da série entre Corinthians e São Paulo. O adversário será conhecido hoje.

Caso o rival das finais seja o Corinthians, o Palmeiras terá a vantagem de jogar por dois empates para conquistar seu quarto título do Paulista na década de 90.

A vitória de ontem foi apenas a segunda em oito jogos do Palmeiras contra o Santos comandado pelo técnico Emerson Leão.

Mesmo com esse retrospecto positivo, o Santos completou seu 15º ano sem títulos do Paulista.

Nesse período, o time não conseguiu nem disputar uma final da competição, feito obtido por times de pouca tradição do interior do Estado, como São José, Bragantino e Novorizontino.

Apesar da importância, mais uma vez o clássico não atraiu a atenção dos torcedores.

O publico não foi divulgado, mas, pelo que se viu nas arquibancadas do estádio, menos de 20 mil pessoas compareceram ao Morumbi, no quinto confronto entre os times nesta temporada.

Em minoria, a torcida palmeirense parece ter previsto que Scolari -como já ocorrera no primeiro jogo, sábado- mandaria a campo um time misto.

Com cinco reservas (Agnaldo, Rubens Júnior, Jackson, Edmílson e Euller), a equipe mostrava desentrosamento e foi acuada pelo Santos, que, a despeito de ter a vantagem do empate, acabou tomando a iniciativa de partir para o jogo.

O time de Scolari, então, parecia atordoado em campo.

Jogadores que não costumam cometer muitos erros, como o lateral Arce, entregavam bolas fáceis e perdiam a maioria das disputas com os adversários.

Nem o desfalque do zagueiro Argel logo aos 5min -ele bateu em uma placa de publicidade e fraturou a rótula (leia texto abaixo), sendo substituído por Andrei- esfriou o ímpeto santista.

A primeira boa chance do Santos surgiu aos 14min, quando Paulo Rink, principal articulador do meio-de-campo santista, chutou uma bola a gol que acabou sendo desviada pela zaga palmeirense para escanteio.

Na jogada do primeiro gol, aos 30min, a zaga palmeirense cortou um cruzamento, com a bola sobrando para Alessandro. De fora da área, ele chutou forte, e Marcos deu rebote nos pés de Viola, que encostou para as redes. Foi o nono gol do atacante santista no Paulista.

Como sempre tem acontecido nos confrontos entre Santos e Palmeiras, a partida de ontem teve muitas faltas.

A passividade do árbitro Sálvio Spínola (que no Paulista distribuiu três vezes menos cartões vermelhos que a média do torneio) tornou o jogo ríspido e nervoso.

Tendo que marcar dois gols para ir à decisão, Scolari tomou uma medida arriscada para o segundo tempo, gastando todas as substituições possíveis.

Ele tirou Euller, Galeano e Rubens Júnior e fez entrar Paulo Nunes, Zinho e Júnior. Caso tivesse algum jogador machucado logo nos minutos iniciais, o técnico não poderia substituí-lo e seu time ficaria com dez atletas.

O Palmeiras então lançou-se avidamente ao ataque, e quem ficou acuado foi o time de Leão.

Depois de pelo menos três boas oportunidades desperdiçadas, chegou à virada em três minutos.

No gol de empate, aos 35min, Cléber cruzou da ponta direita, e Oséas, livre de marcação, mandou de cabeça para as redes.

Aos 37min, Edmílson, também em jogada pela direita, cruzou para Paulo Nunes. Quase deitado no chão, o atacante chutou para definir o placar e a classificação palmeirense à final do Paulista.

Santos deve sofrer debandada

A derrota de ontem para o Palmeiras e o 15º ano sem a conquista de um título no Campeonato Paulista devem iniciar uma debandada no grupo do Santos.

Praticamente todos os jogadores emprestados do time não devem ter seus contratos renovados.

O primeiro a sair deve ser o atacante Paulo Rink, que pertence ao Bayer Leverkusen (ALE), e que só disputou três partidas pelo time.

Viola, artilheiro do time no Paulista, não deve, como prometido no início do ano, ter seu passe comprado da Parmalat.

Rodrigo e Aristizábal também serão dispensados pelo clube.

Além dos emprestados, o Santos deve perder alguns dos principais jogadores que possui.

O volante Marcos Assunção, que está machucado, está sendo negociado com o Celta (ESP).

O zagueiro Argel, já vendido para o Porto (POR), terá que adiar a sua viagem para a Europa.
Após uma dividida com o atacante Edmílson, logo aos 5min do primeiro tempo, o santista bateu a perna na base de concreto de uma placa publicitária e sofreu uma fratura na rótula do joelho esquerdo. O zagueiro deve ficar pelo menos um mês afastado do futebol. O acidente com o zagueiro irritou os jogadores do Santos.

“A Federação Paulista precisa fazer algo. Essas placas são muito perigosas”, disse o goleiro Zetti.
O técnico Leão esperava a conquista do Paulista para formar uma equipe com atletas jovens para a disputa do Brasileiro.

Scolari diz que foi “espetáculo’

O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, classificou de “espetáculo” a virada de sua equipe sobre o Santos na noite de ontem.

“Foi mais um espetáculo de vontade, de força e superação desses jogadores maravilhosos”, gritava o técnico, enquanto era abraçado pelos atletas logo após o jogo.

Scolari deixou a torcida receosa ao entrar em campo com cinco reservas, promoveu três alterações arriscadas e acabou sendo festejado como um dos principais responsáveis pela classificação.

“Conseguimos, conseguimos. Obrigado”, dizia, abraçado a Scolari, o zagueiro Cléber.

Ele estava sem atuar havia 20 dias, desde que se contundiu em jogo contra o River Plate, em Buenos Aires, e completou ontem 360 jogos com a camisa do Palmeiras.

O atacante Paulo Nunes, autor do gol da classificação palmeirense, deixou a modéstia de lado ao comentar a sua atuação.

“O Palmeiras e a torcida sabem que, quando precisam do Paulo Nunes, ele decide. O feitiço acontece sempre”, afirmou ele, que comemorou o gol usando máscara da Feiticeira, personagem de um programa de televisão.

“Ninguém acredita no nosso time. Foi mais uma prova de nossa capacidade”, disse o jogador, que marcou a oito minutos do final.


Santos 2 x 1 Palmeiras

Data: 05/06/1999, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista – Semifinal – Jogo de ida
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 17.320
Renda: R$ 133.119,00
Árbitro: Flávio de Carvalho
Cartões vermelhos: Claudiomiro(S) e Luiz Felipe Scolari (P).
Gols: Argel (17-1); Viola (11-2) e Júnior Baiano (17-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Jean e Gustavo Nery; Claudiomiro, Narciso, Jorginho e Paulo Rink (Marcos Bazílio); Alessandro (Valdir) e Viola (Rodrigão).
Técnico: Emerson Leão

PALMEIRAS
Sérgio; Taddei (Edmílson), Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; Galeano, Rogério, Thiago (Pedrinho) e Jackson (Alex); Euller e Oséas.
Técnico: Luiz Felipe Scolari



Santos bate Palmeiras e larga na frente nas semifinais do Paulista

Num jogo de muita correria, jogadas aéreas e faltas violentas, o Santos derrotou o Palmeiras por 2 a 1, ontem à noite no estádio do Morumbi, na abertura da semifinal do Campeonato Paulista.

Se não perder o segundo jogo, na terça-feira, o Santos disputará, pela primeira vez em 15 anos, uma final do Paulista. Para disputar a decisão, o Palmeiras precisa vencer por qualquer resultado.

Contra um Palmeiras sem sete titulares -Marcos, Arce, César Sampaio, Alex, Zinho e Paulo Nunes, poupados, além de Cléber, que está contundido- o Santos, desfalcado de Andrei, suspenso, e Marcos Assunção, machucado, dominou o primeiro tempo, mas foi acuado no segundo.

O jogo começou com muita velocidade. O Santos atacava mais, e o Palmeiras tentava aproveitar o espaço criado na defesa adversária.

Como o confronto era entre duas equipes que marcam forte, as faltas, que começaram com uma pancada do volante palmeirense Galeano no meia Jorginho aos 2min, se sucediam com frequência, muitas vezes com rispidez, sem que o juiz Flávio de Carvalho ao menos advertisse os jogadores.

Taticamente, os dois times exibiam deficiências. No Santos, os laterais Ânderson e Gustavo não voltavam para marcar com a rapidez exigida pelo técnico Leão.

No Palmeiras, o meio-campo com Rodrigo Taddei, Galeano, Tiago e Jackson não conseguia criar quase nenhuma jogada, deixando os atacantes Euller e Oséas isolados na frente.

Aos 18min, depois de perder duas chances, com finalizações de Viola e Paulo Rink, o Santos abriu o placar na jogada mais característica do Palmeiras -jogada aérea.

O lateral-direito Ânderson (não Arce) cobrou falta da lateral direita, e o zagueiro Argel (em vez de Júnior Baiano ou Roque Júnior) cabeceou. A bola bateu na trave e voltou para ele, que marcou.

Depois do gol, o Palmeiras foi para o ataque e descobriu que sobravam buracos na defesa santista. Aos 20min, Oséas ajeitou de peito para Rogério, que chutou fora.

Aos 28min, foi Jackson que criou nova chance, desta vez explorando erro de marcação de Ânderson, e cruzou rasteiro. Mas Euller chegou atrasado, repetindo a maior falha do time no ataque: a finalização.

Do lado do Santos, o atacante Paulo Rink mostrava que havia valido a pena o Santos fazer a manobra contratual para conseguir inscrever o jogador no Paulista.

Quando o Santos tinha a bola, só ele recuava para armar o jogo -orientação que Leão havia feito também a Viola e Alessandro.

Aos 36min, o Santos venceu novamente a batalha aérea na área palmeirense. Num cruzamento de Ânderson, Narciso mergulhou por trás da defesa, mas testou sem força, e Sérgio pegou sem dificuldade.

Aos 45min, o Palmeiras perdeu seu técnico. Luiz Felipe Scolari reclamou do juiz e foi expulso.

Na saída para o vestiário, o técnico Emerson Leão afirmou que o time havia marcado o Palmeiras com “sabedoria”.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou com mais disposição. Logo aos 2min, criou uma chance num chute de Rodrigo Taddei.

Aos 7min, o Palmeiras não empatou por um triz. Numa cobrança de escanteio, Zetti saiu mal. A bola caiu com Oséas, que, desequilibrado, não consegui acertar o gol.

Aos 9min, Júnior entrou livre na área -Ânderson estava longe- e chutou cruzado, mas fraco.

Mas, em seguida, o Santos ampliou -desta vez em jogada rasteira. Numa jogada pelo meio do ataque, Jorginho tocou para Paulo Rink, que com um passe curto deixou Viola na frente de Sérgio. O chute, de bico, pôs a bola no canto.

O Palmeiras continuou no ataque e, aos 18min, o zagueiro Júnior Baiano descontou na primeira vez que os palmeirenses venceram a batalha aérea na área santista. O meia defensivo Rogério cruzou da direita, e o zagueiro venceu Jean pelo alto.

Aos 30min, Leão tomou uma vaia ao trocar Paulo Rink pelo volante Marcos Bazílio, na tentativa de reequilibrar a disputa no meio.

A substituição não conteve o ímpeto palmeirense, mas os poucos momentos de ataque do Santos.

Aos 39min, Claudiomiro acertou Alex e levou o segundo cartão amarelo -e o vermelho.

Leão pôs mais um zagueiro (Valdir) e tirou o atacante Alessandro, mas o Santos, perdido, se transformou num bando.

Aos 45min, no ápice da pressão do Palmeiras, Viola deitou-se no chão reclamando de dores e forçando a entrada da maca -entrou Rodrigão.



Jogo aéreo abre semifinais do Paulista (Em 05/06/1999)

Palmeiras poupa 7 titulares, e Santos decide adotar a principal “arma’ rival no clássico de hoje, no Morumbi

Palmeiras e Santos devem fazer uma “batalha aérea” na abertura da fase semifinal do Paulista-99, hoje, às 18h30, no Morumbi.

A jogada aérea tem sido a “arma mortal” do Palmeiras nas três competições que disputa. Foram 30 gols de cabeça, sendo 8 no Paulista, 12 na Copa do Brasil e 10 na Taça Libertadores -quase 39,5% dessa forma. No total, o time marcou 76 vezes nessas competições.

Já o Santos marcou 8 de seus 32 gols (25%) no Estadual de cabeça.

O jogo, que só terá transmissão pelo sistema pay-per-view, está recebendo muito mais atenção dos santistas do que dos palmeirenses, que disputam também os títulos sul-americano e nacional.

Por causa desses jogos, o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari afirmou que vai poupar sete titulares, entre eles o atacante Paulo Nunes, os meias Alex e Zinho, o lateral Arce e o volante César Sampaio.

Sabendo que o ponto forte rival são os ataques pelo alto, o técnico do Santos, Emerson Leão, insistiu nos treinos de cruzamento durante toda a semana.

E, como também tem vários bons cabeceadores, como os atacantes Paulo Rink e Viola, os zagueiros Jean (substituto de Andrei, que está suspenso) e Argel e até o volante Narciso, Leão decidiu que irá atacar da mesma forma.

“Nós estamos bem afiados”, afirmou o goleiro Zetti, após o treino de ontem de manhã, que encerrou a preparação do time num hotel-fazenda em Jarinu (70 km ao norte de São Paulo). “Espero que no jogo as coisas aconteçam da maneira que ensaiamos.”

Se por um lado o Palmeiras aproveita bem as chances de ataque pelo alto, o Santos tem na sua defesa dois dos principais “desarmadores” de cabeça do torneio.

Argel desvia, em média, 8,8 bolas de cabeça por partida, enquanto o volante Claudiomiro tira 7,2. Em todo o campeonato, o Santos tomou apenas três gols dessa forma. No total, o time dirigido por Emerson Leão sofreu 22 gols.

Os três melhores defensores do Palmeiras no desvio de bolas aéreas, César Sampaio, Cléber e Júnior Baiano, não jogam o clássico de hoje. O melhor deles, o volante César Sampaio, tira em média cinco bolas aéreas por jogo.

O Santos também leva vantagem porque os principais articuladores das jogadas pelo alto, Arce e Júnior, não desempenharão essa função. O lateral paraguaio será poupado, e Júnior deve ser deslocado para o meio-de-campo. Rubens Júnior será o apoiador pelo lado esquerdo do Palmeiras.
A “muralha” palmeirense, que foi quebrada na primeira final da Libertadores, diante do Deportivo Cali, tomou também apenas três gols de cabeça no Estadual.
No jogo de quarta-feira, pelo torneio continental, o atacante colombiano Bonilla garantiu a vitória com um gol dessa maneira.

A “arma mortal” também pouco funcionou naquela partida. O time alçou apenas 22 bolas na área do Deportivo. A média no Campeonato Paulista é de 42,25 por jogo.

Fila

Os dois times atravessam situações opostas em suas existências. O Palmeiras, desde que se associou à Parmalat, em 1992, vive seu período mais vitorioso. Conquistou o Brasileiro duas vezes, a Copa do Brasil, a Copa Mercosul. Neste ano, chegou à final da Libertadores e à semifinal da Copa do Brasil e do Paulista, com chances de conquistar a primeira “tríplice coroa”.

O Santos, em contrapartida, não vence um título paulista -ou brasileiro- há 14 anos. Nesse período, suas únicas conquistas foram o Rio-São Paulo de 1997 e a Conmebol do ano passado.

“O que faz um time grande são os títulos. Se uma equipe grande fica tanto tempo sem um título, é porque algo está muito errado. Se um time grande fica muito tempo sem título, deixa de ser grande”, disse o técnico santista.