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Santos 2 x 0 Guarani

Data: 30/05/1999, domingo, 17h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Renda e público: não divulgados
Árbitro: Roberto Garbini Filho
Cartões amarelos: Claudiomiro, Alessandro, Jorginho e Caíco (S); Joãozinho e Jefferson (G).
Cartões vermelhos: Andrei (S) e Everaldo (G).
Gols: Viola (12-1) e Paulo Rink (30-1).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Andrei e Gustavo Nery; Claudiomiro, Narciso, Jorginho (Caíco) e Paulo Rink (Rodrigo); Alessandro (Sugawara) e Viola.
Técnico: Emerson Leão

GUARANI
Edervan; Marinho, Serginho e Marcelo Souza; Rafael, Renatinho, Joãozinho (Jocivalter), Jefferson e Everaldo; Jajá (Júlio César) e Rodrigo Jaú (Alexandre).
Técnico: Estevam Soares



Viola e Paulo Rink dão vitória ao Santos

Centroavante marca 50º com a camisa do clube, e estreante define o placar contra o Guarani na Vila Belmiro

Com um gol de Viola, o 50º do jogador com a camisa do clube, e outro do estreante Paulo Rink, o Santos bateu o Guarani por 2 a 0, em jogo fraco ontem na Vila Belmiro.

Depois de três partidas sem vitórias, o time terminou a segunda fase em primeiro lugar no Grupo 4, com 31 pontos. Apesar disso, não terá a vantagem do empate na fase semifinal contra o Palmeiras, segundo do Grupo 3, porque não conseguiu superar o rival (32 pontos) na classificação geral.

O Santos começou a partida exercendo marcação forte sobre o Guarani, fazendo muitas faltas e tentando neutralizar as jogadas ofensivas do rival no meio-campo.

Com essa estratégia, e conseguindo “roubar” bolas na intermediária, a equipe passou a dificultar a saída de bola do Guarani, a cercar o adversário em seu campo e a criar oportunidades de gol.

Logo aos 4min, após cobrança de escanteio, o zagueiro Argel quase abriu o placar ao cabecear a bola perto da trave. Aos 9min, Ânderson teve outra chance, ao receber passe de calcanhar de Alessandro.

O primeiro gol do Santos aconteceu aos 12min. Após receber lançamento de Jorginho, Viola invadiu a área, mas o zagueiro Serginho segurou o atacante pela camisa. Viola cobrou, no alto, à esquerda do goleiro Edervan, marcando seu 50º gol em 66 partidas pelo Santos.

O Guarani tentava ameaçar em lances ofensivos esporádicos. Aos 25min, o time de Campinas teve sua melhor chance no primeiro tempo, em um chute do meia Jefferson, da entrada da área.

Cinco minutos depois, o Santos marcou o segundo, em nova jogada de Viola. O atacante recebeu na intermediária e lançou Ânderson na direita, por cima da zaga.

O lateral foi à linha de fundo e cruzou na direção de Paulo Rink. De costas para o gol, Rink dominou, fez o giro sobre o zagueiro que o marcava e bateu de esquerda no canto esquerdo do goleiro.

“O mais importante foi poder presentear a torcida com um gol na estréia. Pela falta de entrosamento, estou satisfeito”, avaliou o jogador, cedido pelo Bayer Leverkusen (Alemanha) para defender o Santos na fase decisiva do Paulista.

A partir dos 42min, as duas equipes ficaram com dez jogadores. Aos 40min, o zagueiro Andrei foi expulso por jogada violenta sobre o atacante Jajá. Aos 42min, foi a vez de o lateral Everaldo, do Guarani, que atingiu Alessandro.

No segundo tempo, a qualidade do jogo caiu muito, e o Guarani passou a pressionar. O Santos voltou desarticulado, errando passes, e o time de Campinas começou a criar consecutivas situações de gol.

O meia Renatinho desperdiçou três oportunidades, aos 6min, aos 8min e aos 12min. A melhor foi a segunda. Ânderson não conseguiu interceptar lançamento para o zagueiro Marinho, que, livre, dentro da área, tocou para Renatinho, também sem marcação. O meia errou o chute, tocando para fora.

O Santos só ameaçou marcar o terceiro gol aos 16min. Paulo Rink chutou de primeira na trave.

Time pressiona a FPF para jogar na Vila Belmiro

O Santos deve pressionar a Federação Paulista nesta semana para conseguir marcar para a Vila Belmiro um dos jogos da fase semifinal do Paulista contra o Palmeiras.

O mando de campo nos jogos do Paulista é da FPF.

O técnico Leão e o vice-presidente José Paulo Fernandes disseram ontem que têm essa expectativa.

“Temos perfeitas condições de fazermos o jogo aqui. Espero que o Farah (presidente da FPF) entenda. Prestigiamos o torneio desde o começo, e o Palmeiras só se interessou na reta final”, disse Leão.

“Já provamos que podemos ter jogos importantes aqui, com boa renda. Quem sabe não poderemos obter êxito?”, indagou Fernandes.

Leão quer manter na semifinal a mesma formação que iniciou o jogo de ontem, com Andrei na zaga, Claudiomiro no meio-campo e Paulo Rink na frente.
“Agora, temos de exercitar bastante essa equipe”, disse. Em princípio, a única mudança seria a entrada no time de Marcos Assunção, caso o Santos chegue à final.

Se isso acontecer, o treinador diz acreditar na recuperação do jogador, que sofreu uma fratura no dedo mínimo do pé esquerdo.



Santos testa o ataque para as semifinais (Em 30/05/1999)

Time de Leão deve exibir rodízio do trio Alessandro, Viola e Paulo Rink e arrancadas do zagueiro Andrei

O Santos testa hoje, contra o Guarani, a sua formação para as semifinais do Paulista, que começam no próximo dia 6 de junho.

O Santos já está classificado, mas não sabe contra quem vai jogar.

Na partida de hoje, que começa às 17h, na Vila Belmiro, o Santos precisa do empate para terminar em primeiro lugar no seu grupo e escapar do São Paulo, o melhor time da competição.

Com o recém-chegado atacante Paulo Rink e o zagueiro Andrei, que foram confirmados no sábado, o técnico Leão pretende que o time readquira a eficiência do Campeonato Brasileiro, quando quase chegou à final.

Neste Paulista, apesar da classificação antecipada para a fase semifinal, a equipe não mostrou o mesmo ritmo e vem caindo de produção, o que o técnico classifica de “relaxamento”.

Com Paulo Rink e Andrei, Leão quer dar mais ânimo ao time, mas terá que fazer algumas adaptações no jeito de o time jogar.

A principal é o fato de o time ter que atuar com três atacantes, mas apenas duas posições no ataque.

Segundo Leão, eles terão que se revezar de forma que fiquem sempre dois na frente e um no meio, armando as jogadas.

“Se ficarem os três na frente, o time fica vulnerável”, afirmou Leão.

Mas, nos treinos de quinta e sexta-feira, o rodízio não funcionou. O problema do técnico é que cada jogador tem um defeito para jogar na posição de meia. Alessandro é um ponta nato, que joga em velocidade, para definir ou cruzar.

Viola gosta da função de armador. Julga-se um jogador, “com excelente visão de jogo”, segundo disse certa vez quando atuava pelo Corinthians. O problema é que Leão não compartilha dessa opinião. O técnico considera o jogador individualista e não conseguiu corrigir isso.

Dos três, Paulo Rink é o jogador mais acostumado a passar a bola. Como atacante, fazia isso no Atlético-PR, onde em 1996 trabalhou com Leão e Andrei. Mas tem pouca experiência no meio e quase nenhum entrosamento com o time, pois fez apenas alguns treinos.

O jogador, que tem um contrato de três meses com o Santos, afirmou que está em forma. “No Bayer, eu atuava nas partidas do time em casa. Posso aguentar o jogo todo”, afirmou.

Outra novidade do Santos serão as arrancadas do zagueiro Andrei. Nos seus primeiros jogos pelo clube, o jogador ficou atrás porque estava fora de forma. “Estava sem confiança. Agora, o Leão me deu liberdade para avançar, porque tem o Claudiomiro para ocupar o meu lugar”, afirmou o jogador.

‘Buraco’ preocupa Leão

A maior preocupação do técnico do Santos, Emerson Leão, com a nova formação foi o surgimento de um “buraco” no meio-campo.

No treino de sexta-feira, foi tão frequente a divisão da equipe em duas partes, seis jogadores na defesa e cinco no ataque, sem ninguém no meio, que Leão parou o treino e disse: “O futebol se ganha com um bloco. Com dois, ninguém vence”.

A parte ofensiva do time é formada por Viola, Alessandro, Paulo Rink e mais dois jogadores entre Narciso, Jorginho, Ânderson e Andrei. Claudiomiro, Argel, Gustavo, Zetti e mais dois ficam mais atrás.

Leão quer que a parte de trás avance com mais rapidez quando o time ataca e que a parte de trás recue mais rápido quando o time é atacado.
Depois do treino, ele explicou. “Desse jeito, o meio-campo, que é o pulmão do time não funciona.”

Curiosamente, um dos jogadores que mais têm recebido críticas de Leão é o lateral-esquerdo Gustavo. Apesar de quase não ter passado na intermediária do adversário, ao contrário de Ânderson, Leão disse depois do treino que o jogador “avança demais”.

Leão também classificou Narciso como um jogador que “precisa ser contido”.


Santos 2 x 2 União Barbarense

Data: 09/05/1999, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.995 pagantes
Renda: R$ 43.337,00
Árbitro: Oscar Roberto Godói
Gols: Viola (15-1, de pênalti), Wilson (20-1); Edinan (21-2) e Alessandro (45-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Andrei e Gustavo Nery; Marcos Bazílio, Narciso, Jorginho (Caíco) e Rodrigo Fabri (Aristizábal); Alessando e Viola.
Técnico: Emerson Leão

UNIÃO AGRÍCOLA BARBARENSE
Alexandre; Edinan, Wilson, Cléber Lima e Cleomir; Élson, Caniggia, Beto e Bira (Henrique); Alaor e Mazinho Loyola.
Técnico: Jair Picerni



Santos garante a vaga no último minuto

Gol de Alessandro evita derrota em casa e leva equipe às semifinais; resultado mantém chances do Barbarense

O Santos marcou ontem no último minuto para empatar com o União Barbarense em 2 a 2 e se classificar para a segunda fase do Campeonato Paulista.

O empate, no entanto, evitou que o Santos assegurasse por antecipação a primeira colocação do Grupo 4. A equipe do litoral tem agora oito pontos de vantagem sobre o Corinthians, segundo colocado, faltando três rodadas para o final desta fase do Paulista. Seus próximos jogos serão contra Mogi Mirim (em casa, no próximo domingo), Corinthians (fora) e Guarani (em casa).

O Barbarense, por sua vez, está agora com dois pontos de desvantagem para o Corinthians, com quem disputa a outra vaga da chave para as semifinais. A equipe do interior terá pela frente o Guarani (fora, no domingo), o Mogi Mirim (em casa) e a Santista (fora).

Para o Santos, o resultado de ontem frustrou a esperada revanche contra o Barbarense, único time do interior que conseguiu vencê-lo.

No jogo de ontem, o Santos abusou do jogo aéreo, mas encontrou uma defesa bem posicionada. Logo a 1min de jogo, em cobrança de falta, Ânderson cruzou na área, mas Rodrigo errou.

Lutando pela classificação, o Barbarense -time que mais finaliza no torneio (24,7 vezes em média por jogo)- não se intimidou por estar jogando na Vila Belmiro e foi à frente. Aos 8min, Bira bateu de fora da área, mas Zetti pegou.

Três minutos depois, nova chance do time do interior, com Cleomir batendo falta no canto esquerdo de Zetti, que defendeu.

Em seguida, Rodrigo, do Santos, caiu na área em lance com Cléber, mas não foi marcado pênalti.

Aos 14 min, Ânderson cruzou a bola da direita. Élson, do Barbarense, fez pênalti ao segurar o zagueiro Argel, que tentava completar o lance. Viola cobrou o pênalti no canto esquerdo de Alexandre -que quase fez a defesa- para marcar 1 a 0.

A reação do Barbarense veio sete minutos mais tarde, com Wilson, em cobrança de escanteio, cabeceando no canto esquerdo de Zetti para empatar.

No primeiro tempo, o Santos ainda teria duas boas chances em cruzamentos, desperdiçadas por Alessandro e Rodrigo.

Pressionado pelo empate, o time do técnico Emerson Leão voltou mais afobado para a segunda etapa, permitindo ao Barbarense alguma tranquilidade na partida.

Logo após Leão colocar em campo Caíco e Aristizábal, numa tentativa de tornar seu time mais ofensivo, a equipe do interior obteve a virada. Num forte chute de fora da área, aos 21min, Edinan fez 2 a 1 para o Barbarense.

O mesmo Edinan teve a chance de fazer o terceiro gol do Barbarense, em cobrança de falta aos 25min, mas Zetti defendeu.

Aos 34min, Alessandro recebeu a bola dentro da área, mas chutou por cima.

Dez minutos depois, o mesmo Alessandro aproveitou uma sobra de bola dentro da área para empatar a partida e garantir a vaga do time santista nas semifinais.

Leão vê gosto de derrota

O empate em casa teve um “gosto amargo de derrota”, segundo o técnico do Santos, Emerson Leão.

“O Santos esqueceu da técnica e da tática. Perdemos o meio-campo e fomos jogar na base do entusiasmo, da pressão e do coração. E foi só com o coração que conseguimos empatar”, declarou o treinador.

O diagnóstico do zagueiro Argel coincidiu com o de Leão. Para ele, a equipe foi mal porque não conseguiu ganhar o meio-campo.

“Perdemos bastante o meio-campo e isso complica. Temos também de dar mérito ao União Barbarense, que veio aqui e jogou um futebol de toque, com estilo. Mas dos males o menor: conseguimos ao menos o empate”, afirmou.

Viola deixou o campo indignado com o resultado, reclamando do fato de, segundo ele, o time ter dado espaços e proporcionado em vários momentos ao Barbarense o domínio.

Claudiomiro faz time voltar à rotina de contusões

Depois de conseguir se manter durante uma semana no mês passado sem jogadores contundidos no grupo, o Santos volta a viver a rotina de lesões.

Há uma semana, o volante Marcos Assunção se recupera de uma fratura no dedo mínimo da perna esquerda. Ontem, foi a vez do zagueiro Claudiomiro.
Ele teve de ser cortado do jogo contra o Barbarense devido às dores que começou a sentir na panturrilha da perna esquerda antes do treino coletivo de sábado.

O problema de Claudiomiro obrigou o técnico Leão a abrir mão do meia-atacante Lúcio, que ficaria no banco de reservas e ontem teve de atuar no time de aspirantes, na partida preliminar.

Lúcio, cujo passe pertence ao Flamengo, foi sacado porque o Santos tem cinco jogadores emprestados por outros clubes e o regulamento do Paulista só permite o aproveitamento, entre titulares e reservas, de quatro emprestados.

Claudiomiro foi substituído por Andrei, cedido pelo Betis (Espanha). Os outros emprestados são Viola (Palmeiras), Rodrigo (Real Madrid) e Aristizábal (São Paulo).



Santos quer vingar tropeço interiorano (Em 09/05/1999)

Líder, time de Leão recebe em seu estádio o Barbarense, que já venceu os santistas e precisa de novo triunfo

O Santos tenta na partida de hoje contra o Barbarense, na Vila Belmiro, recuperar os três pontos perdidos para o adversário no jogo de ida, em Santa Bárbara d’Oeste.

É consenso entre os jogadores que aquela foi a pior apresentação da equipe no Paulista. O time perdeu por 2 a 0, na única vez em que o ataque santista não conseguiu marcar na competição.

A derrota foi uma do par sofrido pelo Santos no campeonato -a outra foi o 2 a 1 para o São Paulo- e a única para um time do interior.

“Temos de descontar os três pontos que perdemos naquela tarde em que não existimos. O time esteve realmente muito mal, e ninguém conseguiu se destacar”, afirmou o meia e capitão Jorginho.

Segundo ele, a “sonolência” da equipe naquele jogo decretou a derrota. Para o jogador, o time sucumbiu à rígida marcação e aos contra-ataques do adversário.

“Não estivemos no nosso normal, porque demos muita chance. Desta vez, vamos fazer uma marcação forte no campo deles, para diminuir os espaços”, declarou.

O técnico Emerson Leão também criticou o comportamento do Santos naquele jogo, mas ressalvou que, mesmo quando atua mal, o time consegue criar situações de gol. “Não deixamos de perder gols contra o Barbarense, sinal de que tivemos criatividade mesmo em um dia ruim”, declarou.

Além de tentar apagar a má impressão deixada no primeiro jogo contra o Barbarense, o Santos poderá ter uma dose adicional de estímulo para vencer a partida. A equipe entrará em campo, às 18h30, já sabendo do resultado do clássico entre Palmeiras e São Paulo, que jogarão às 16h, no Morumbi.
Um eventual insucesso do São Paulo proporciona ao Santos a chance de se aproximar do rival na classificação geral.

Santos e São Paulo lideram seus grupos -o Santos, com 26 pontos, no Grupo 4, e o São Paulo, com 32, no 3. Por considerar que a classificação para a semifinal já está garantida, o time tem como nova meta o primeiro lugar na soma geral de pontos da segunda fase.

O regulamento do Paulista garante a classificação e o título de campeão à equipe com melhor desempenho na fase anterior, em caso de dois empates contra os adversários da semifinal e final.

Por seu lado, o Barbarense precisa da vitória para se distanciar do Corinthians, que o derrotou por 3 a 1 anteontem e o alcançou na vice-liderança do Grupo 4. O time de Santa Bárbara, porém, tem a vantagem no saldo de gols.

Mudança faz equipe adotar receita do jogo aéreo

O atacante Viola se tornou o principal beneficiário do jogo aéreo do Santos depois que retornou à equipe. Ele marcou três dos seus cinco gols no Paulista de cabeça -em cruzamentos de Rodrigo (dois) e Alessandro.

As bolas alçadas na área adversária estão entre as principais alternativas ofensivas utilizadas pelo Santos no campeonato. Jogadores fizeram gols de cabeça -a partir de cruzamentos na área- em 7 dos 12 jogos disputados pelo Santos. Os gols de cabeça representam 25,8% do total de 31 que o time marcou na competição.

O atacante Alessandro afirma que o esquema tático adotado pelo técnico Leão favorece esse tipo de jogo. Quando o Santos está no ataque, ele e o meia Rodrigo frequentemente se posicionam como pontas ao estilo antigo.

“Como somos velocistas, conseguimos fazer a jogada de linha de fundo e cruzar a bola alta para o Viola”, afirmou Alessandro.

Rodrigo, cuja escalação para o jogo de hoje não estava garantida, vem se adaptando a uma função diferente da qual estava habituado e está se tornando um dos principais assistentes do Santos.

Viola atrai com marketing

Os gols e o marketing pessoal do atacante Viola devolveram ao jogador -após um período de 29 dias de afastamento devido a uma lesão muscular- a condição de principal alvo do assédio de torcida e da imprensa dentre os integrantes do grupo santista.

Antes da lesão, Viola havia participado de apenas quatro jogos pelo Paulista, sem conseguir fazer gols. Desde que retornou, duas semanas atrás, na vitória por 4 a 2 sobre o Corinthians, ele marcou em todas as três partidas e já é o artilheiro do Santos no Paulista, com cinco gols.

Depois dos três que fez na última quarta-feira contra a Portuguesa Santista, o atacante, cujo empréstimo termina em junho, passou a concentrar as atenções após declarar que o Betis (Espanha) e o Corinthians pretendiam contratá-lo -informação desmentida pela Parmalat, multinacional italiana que patrocina o Palmeiras e é proprietária de seu passe.

O técnico Leão atribui o estilo peculiar de Viola a uma estratégia de autopromoção e ao interesse em se valorizar, às vésperas do encerramento do seu atual contrato.

Dias antes do clássico contra o Corinthians, o treinador chegou a afirmar que o atacante estava “sentindo falta de jornal” depois de Viola dar a impressão de ter se machucado, ao cair no gramado durante um treino.

Para o técnico, Viola não vai fazer bom negócio se trocar o Santos por outro clube. “O que o Viola encontrou aqui não vai achar em lugar nenhum. Só fizemos bem ao Viola”, declarou Leão, em referência ao ambiente do jogador no clube e na cidade.

Viola diz que sua permanência depende exclusivamente do Santos, que tem a prioridade de compra do seu passe, avaliado em R$ 5 milhões.
Como já pagou R$ 800 mil pelo empréstimo, o clube teria de pagar outros R$ 4,2 milhões.

“A partir do momento em que terminar meu contrato e nenhuma das partes me chamar para conversar, vou deixar o número do meu telefone, pegar meus familiares e viajar para a Espanha. Estarei curtindo Valencia, e quem quiser poderá me encontrar lá”, afirmou o jogador.


Portuguesa Santista 1 x 6 Santos

Data: 05/05/1999, quarta-feira, 15h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Ulrico Mursa, em Santos, SP.
Público: 2.250
Árbitro: Sálvio Spinola
Gols: Gino (14-1), Viola (26-1), Gustavo Nery (35-1), Ânderson Lima (37-1); Viola (08-2), Argel (25-2) e Viola (31-2).

PORTUGUESA SANTISTA
Wilson Júnior; Bruno Carvalho, Cristiano, Marcelo e Ricardo (Rodrigo); Jackson, Adriano (Sandro), Gino e Shizo; Cláudio Millar (Régis) e Miran.
Técnico: Nenê

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel (Valdir), Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Bazílio (Bechara), Narciso, Jorginho (Aristizábal) e Rodrigo Fabri; Alessandro e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Viola faz três, e Santos goleia de virada

Time de Leão dispara na liderança do Grupo 4, abrindo dez pontos de vantagem sobre o Barbarense, vice-líder

Com três gols do atacante Viola, o Santos aplicou uma goleada de 6 a 1 na Portuguesa Santista, em jogo na tarde de ontem no estádio Ulrico Mursa, em Santos. A Portuguesa chegou a surpreender ao sair na frente no placar, com um gol de falta do volante Gino.

Com a vitória, o Santos disparou na liderança do Grupo 4, com 26 pontos, 10 à frente do Barbarense, segundo colocado, com 16.

A Santista, que não vence desde fevereiro, é a última colocada do Paulista, com apenas dois pontos.

Durante toda a partida, o Santos manteve domínio total das ações e só sofreu o gol, aos 14min do primeiro tempo, em virtude de uma falha dos homens da barreira.

O gol provocou um susto no time do Santos, que, tomado pela ansiedade de empatar, passou a errar passes e ter dificuldades de construir as jogadas ofensivas.

“Ninguém esperava levar um gol e sair atrás, mas o time foi se acalmando e conseguiu se recuperar”, disse o lateral Ânderson.

A tranquilidade somente voltou aos 26min, com o gol de empate. Lançado por Alessandro, Ânderson cruzou, e Argel, que vinha na corrida, bateu de primeira. O goleiro Wilson Júnior não conseguiu segurar, e Viola completou para o gol.

Aos 35min, o Santos virou, em gol contra do zagueiro Gino atribuído ao lateral Gustavo Nery. Ele recebeu lançamento de Viola, foi à linha de fundo, cruzou, e, ao tentar tirar, Gino colocou para dentro do seu próprio gol.

Dois minutos depois, o lateral Ânderson ampliou para 3 a 1, ao cobrar uma falta sofrida por Alessandro no lado direito do ataque.

No segundo tempo, o único objetivo da Portuguesa Santista era tentar evitar a goleada. Com receio de ficar com um jogador a menos, o técnico Nenê tirou no intervalo o atacante Claudio Millar, que estava visado pelos jogadores do Santos em razão de entradas violentas por trás sobre o meia Rodrigo e o lateral Gustavo.

O primeiro dos três gols do segundo tempo aconteceu logo aos 8min. O zagueiro Claudiomiro roubou a bola na intermediária e tocou para Narciso, que lançou Viola. O atacante deu dois dribles consecutivos no zagueiro Cristiano e tocou na saída do goleiro Wilson Júnior.

Com 4 a 1, o Santos começou a se desinteressar pela partida, e o técnico Emerson Leão resolveu dar oportunidades aos jogadores reservas, colocando no time o volante Bechara, o atacante Aristizábal e o zagueiro Valdir.

O quinto gol nasceu de uma falta, cobrada por Rodrigo, aos 25min. Argel apareceu sozinho na área da Portuguesa e concluiu de cabeça. O jogador foi advertido com cartão amarelo por subir no alambrado para comemorar com a torcida.

Viola fez o sexto do time e o terceiro dele aos 31min, ao completar de cabeça um cruzamento de Alessandro da direita.

Atacante diz que não deve ficar

O atacante Viola disse, após o jogo contra a Portuguesa Santista, que não deverá permanecer no Santos após o final do Paulista, quando termina o seu contrato.

“A cada dia que passa vou ficando mais triste porque sei que o campeonato está terminando, o meu contrato também, e eu gostaria de permanecer. Queria fazer muito mais pelo Santos. Cheguei agora e já estou indo”, afirmou.

Viola disse ter ouvido “comentários” de que a Parmalat, proprietária do seu passe, pretende negociá-lo com o Betis, da Espanha, em troca do empréstimo do atacante Denílson, que viria para o Palmeiras.

Ele também afirmou ter conhecimento do interesse do Corinthians. “Sem menosprezar os outros companheiros, desde a minha saída não houve outro centroavante como eu no Corinthians, identificado com a Gaviões”, afirmou.

Com os três gols de ontem, Viola passou a acumular cinco no Paulista, e se aproximou dos artilheiros do campeonato -Dodô (São Paulo), Sandro Hiroshi (Rio Branco), Taílson (Matonense) e Alex (Mogi Mirim), todos com sete gols.

Com a provável saída de Viola e de outros jogadores, o time do Santos corre o risco de sofrer um desmanche após o Paulista.

O zagueiro Argel está negociando com o Porto por US$ 2,5 milhões e viaja a Portugal após o término do campeonato. Os empréstimos de Rodrigo (Real Madrid) e Aristizábal (São Paulo) terminam no meio do ano, e as chances de renovação são mínimas.



Santos teme lesões em clássico litorâneo

Gramado do estádio da Portuguesa Santista é a maior preocupação do time de Emerson Leão, líder do Grupo 4

Jogadores e comissão técnica avaliam que o Santos têm hoje novamente o campo como principal obstáculo no estádio da Portuguesa Santista, às 15h.
Para eles, a qualidade técnica será prejudicada pelas condições e dimensões do Ulrico Mursa, e o risco de lesões será maior.

Antes da vitória de sábado (1 a 0) sobre o Guarani, os santistas temiam contusões, devido aos buracos do campo do Brinco de Ouro.

O medo se concretizou durante o jogo -o volante Marcos Assunção pisou em um buraco, fraturou o dedo mínimo do pé esquerdo e está fora do Paulista-99.

A pretensão da diretoria do Santos era conseguir transferir o jogo de hoje para a Vila Belmiro, onde a equipe goleou a Portuguesa Santista por 5 a 1 neste Estadual.

O técnico Leão reclamou do fato de o Santos não ter recebido o mesmo tratamento dado ao Palmeiras, que em março venceu a Santista (4 a 1) jogando na Vila Belmiro.

“Se nós vamos jogar, acho que os outros deveriam jogar lá também”, afirmou.

Na condição de mandante, a Santista pediu à Federação Paulista de Futebol para atuar em casa, a fim de evitar despesas. Se jogasse à noite na Vila, o custo seria de R$ 35 mil. No Ulrico Mursa, o jogo será à tarde -o estádio não tem iluminação artificial-, e a despesa será de R$ 12 mil, segundo o clube.

“Vamos cumprir a determinação da Federação Paulista, já que a Santista exige jogar em casa. Infelizmente, o nível técnico do espetáculo vai cair”, disse Leão.

O meia Jorginho vê nas dimensões do gramado outro problema. “O campo é pequeno. Fica difícil tocar a bola, porque há muito contato físico.”

O volante Marcos Bazílio está escalado para ocupar a vaga de Marcos Assunção. “O Bazílio é um atleta mais simples e menos ousado, porém mais precavido e mais cumpridor”, declarou Leão.

Apesar de liderar o Grupo 4 com 23 pontos (7 à frente do segundo colocado), o Santos vai buscar a vitória, segundo Leão, porque ainda está “correndo atrás”.

A Santista vai a campo atrás da primeira vitória na segunda fase. O time não contará com o atacante Curê e o volante Embu.


Guarani 0 x 1 Santos

Data: 01/05/1999, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, SP.
Público: 9.503 pagantes
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Cartões amarelos: Gustavo Nery, Ânderson, Jean, Zetti e Marcos Basílio (S); Luciano Baiano e Eduardo Luís (G).
Expulsão: Emerson Leão (S).
Gol: Viola (17-1).

GUARANI
Gléguer; Marinho, Marcelo Sousa e Eduardo Luís; Rubens Cardoso (Rafael), Luciano Baiano, Arinélson (Cezar), Silvinho e Renatinho; Róbson Ponte e Jajá (Rodrigo).
Técnico: Estevam Soares

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção (Marcos Bazílio), Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Caíco); Alessandro (Jean) e Viola.
Técnico: Emerson Leão



Santos vence com gol de Viola e choro de Leão

O Santos venceu ontem o Guarani por 1 a 0 e disparou na liderança do Grupo 4 do Campeonato Paulista. O time santista tem agora 23 pontos.

Corinthians e União Barbarense, os vice-líderes da chave, têm dez pontos a menos e jogam hoje -contra Mogi Mirim e Portuguesa Santista, respectivamente.

O jogo começou truncado, com muitas faltas, especialmente por parte do Guarani, que fazia marcação individual em Alessandro.

O Guarani, precisando da vitória para seguir com chances de classificação, começou mais ofensivo, mas atacava desordenadamente.

O Santos, aproveitando os espaços deixados pelo lado direito da defesa do Guarani, utilizou bem o meia-atacante Rodrigo no primeiro tempo por aquele setor.

De seus pés, aos 17min, saiu o cruzamento para Viola marcar de cabeça. O atacante justificou assim sua condição de titular da equipe – o técnico Leão o tinha deixado no banco recentemente.

O time santista, seguindo o estilo palmeirense, criou muitas chances com bolas alçadas à área.

Depois de um chute perigoso de Rodrigo, aos 21min, quase Narciso e, depois, Viola marcaram em duas bonitas cabeçadas.

No final do primeiro tempo, o técnico Leão foi expulso pelo árbitro. O juiz Paulo César de Oliveira entendeu que o treinador santista estava reclamando, mas Leão alega ter só falado com seus jogadores na beirada do gramado. Ele assistiu a segunda etapa das tribunas.

No segundo tempo, o Guarani começou mais agressivo, mas permitia perigosos contra-ataques aos jogadores santistas.

Se, no primeiro tempo, o time de Campinas ameaçou o gol de Zetti apenas em chutes de longa distância, na segunda etapa, Rafael perdeu ótima chance na frente do goleiro santista logo aos 3min. Essa, porém, foi a melhor oportunidade de gol do Guarani. O Santos esteve, durante todo o restante da partida, muito mais perto de marcar.

Aos 5min, o volante Narciso, que chegou a discutir com Zetti no intervalo, quase ampliou com outra forte cabeçada.

Cinco minutos depois, o lateral-direito Ânderson apoiou o ataque e chutou com perigo ao gol de Gléguer, goleiro que acabou sendo um dos destaques do jogo.

A última chance de o Guarani empatar aconteceu aos 36min, quando Rodrigo escorou a bola, que raspou o gol de Zetti.

O zagueiro Argel ainda quase marcou de cabeça aos 42min. Ele tem contrato praticamente fechado com o Porto, de Portugal.

Clube tenta anular julgamento de técnico

A diretoria do Santos entrou ontem com um pedido na Federação Paulista de Futebol (FPF) para tentar anular o julgamento de Leão, técnico do time.
Leão afirma que reclamava do jogador Narciso, e não do juiz Paulo César de Oliveira.

A transferência do zagueiro Argel para o Porto está quase certa. Ele deve jogar no time português no segundo semestre, e a duração prevista do contrato é de seis anos.

Ontem, no jogo entre Guarani e Santos, a FPF distribuiu, pela primeira vez no campeonato, almofadas como brinde para os torcedores do Guarani.
Essa já era uma promessa do presidente da federação, Eduardo José Farah, desde o início do campeonato.

A FPF pretende, nos próximos jogos, fornecer o brinde a todos os torcedores presentes.



Buracos preocupam o Santos em Campinas

O gramado do estádio Brinco de Ouro da Princesa resume as preocupações dos jogadores do Santos na partida de hoje à tarde, às 16h, contra o Guarani, em Campinas.

Os santistas temem que os buracos e a irregularidade do terreno provoquem contusões e prejudiquem o futebol da equipe. Foi no gramado do Brinco de Ouro que em 98 o atacante Aristizábal, ao pisar em um buraco, sofreu uma lesão nos ligamentos do joelho direito. A contusão o deixou fora do time por quase sete meses.

“A gente costuma falar que lá (no Brinco de Ouro) tem uns cinco tipos de grama. É um campo com muitos buracos”, diz o lateral Ânderson, que já defendeu o Guarani.

Segundo ele, a lista de “vítimas” do gramado inclui, além de Aristizábal, o zagueiro Sangaletti e o meia-atacante Amoroso, também ex-jogadores do clube de Campinas. “Todos tiveram problemas nos ligamentos cruzados”, disse.

O lateral Gustavo Nery pretende se prevenir contra eventuais defeitos do gramado fazendo, antes da partida, um exame da região do campo onde vai atuar.

“Quando entrarmos para bater bola, já vou fazer um pequeno reconhecimento do gramado, para ver onde estão os buracos. A gente tem de ter cuidado para pisar.”

Além de alertar contra o risco de contusões, o reconhecimento prévio do campo também serve para que o desempenho técnico dos atletas não seja tão prejudicado, segundo o atacante Alessandro.

“Eu, que jogo em velocidade, já sei como é. Às vezes, você vai conduzir uma bola na corrida, driblando, e ela bate na canela. Em um cruzamento, se a bola quicar, já sai tudo errado”, afirmou.

O time terá uma única alteração em relação à equipe que iniciou a partida na vitória de 4 a 2 sobre o Corinthians. É a presença do atacante Viola desde o início do jogo.

O técnico Leão acredita que, por não correr risco de rebaixamento e não ter pretensões de classificação, o Guarani evitará a retranca.

“O Guarani está com o único objetivo de fazer boas apresentações. Joga aberto, com atacantes bem ofensivos, permitindo espaços ao adversário”, afirmou.

Aristizábal retorna ao Brinco

O colombiano Aristizábal, 27, volta hoje pela primeira vez, após quase oito meses, ao gramado do Brinco de Ouro, onde sofreu a mais grave lesão da sua carreira.

Em 2 de setembro do ano passado, recém-contratado pelo Santos, ele torceu o joelho após pisar em um buraco numa partida contra o Guarani. O jogo, pelo Brasileiro-98, terminou empatado (1 a 1).

“Nunca gostei desse campo. O Guarani tem um bom estádio, mas o gramado é ruim”, afirmou o atacante, que ficou quase sete meses afastado devido à contusão.

Guarani tenta manter chances

O Guarani tenta manter suas chances de classificação às semifinais do Paulista contra o Santos.

Para o técnico do time, Estevam Soares, uma vitória hoje deixa a equipe com chances matemáticas. O Guarani ocupa o quarto lugar do Grupo 4, com oito pontos. Apenas dois times se qualificam por chave.

Soares fez duas alterações na equipe que entra em campo hoje. Ele confirmou a saída do goleiro Pitarelli, que falhou nos últimos jogos, e escalou Gléguer. O lateral Rubens Cardoso volta aos titulares depois de cumprir suspensão.


Santos 4 x 2 Corinthians

Data: 25/04/1999, domingo
Competição: Campeonato Paulista – 2ª fase – 10ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Publico e renda: N/D
Árbitro: Flávio de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Rodrigo, Rodrigão, Claudiomiro e Gustavo Nery (S); Rodrigo e Marcelinho Carioca (C).
Gols: Gustavo (04-1), Ricardinho (37-1); Dinei (16-2), Viola (19-2), Anderson (30-2) e Narciso (42-2).

SANTOS
Zetti; Ânderson Lima, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Marcos Bazílio); Alessandro (Lúcio) e Rodrigão (Viola).
Técnico: Émerson Leão

CORINTHIANS
Nei; Rodrigo (Pingo), Nenê, Gamarra e Silvinho; Amaral, Vampeta, Marcelinho Carioca e RIcardinho (Fernando); Edison e Dinei.
Técnico: Evaristo de Macedo.



Leão muda a marcação e Santos goleia

Técnico santista corrige erros no intervalo e propicia vitória, que leva time a disparar na liderança do Grupo 4

As alterações de Emerson Leão no segundo tempo levaram o Santos à vitória ontem na Vila Belmiro, em Santos, contra o Corinthians, por 4 a 2.
Percebendo que o meio-campo de seu time marcava mal, o técnico santista acertou o posicionamento do volante Narciso e colocou Marcos Bazílio no lugar de Rodrigo, o que deu estabilidade ao setor.

Promovendo também as entradas de Lúcio e Viola, o Santos melhorou na marcação e venceu. Com 20 pontos, é líder disparado do Grupo 4, 7 a mais do que o Corinthians, que se encontra fora da zona de classificação.

A etapa inicial teve duas fases distintas. Nos primeiros 15 minutos, o Santos foi melhor, marcando 1 a 0 com o lateral Gustavo e perdendo pelo menos outras duas boas chances de gol.

O gol de Gustavo, logo aos 4min, deu-se quando o atleta fez um levantamento para a área, a bola desviou em Gamarra e acabou enganando o goleiro Nei.

A partir dos 15 minutos, porém, o Corinthians equilibrou as ações, explorando melhor as falhas dos volantes Marcos Assunção e Narciso, e criando situações de perigo para o goleiro Zetti.

Aos 37min, o meia Ricardinho empatou, marcando um belo gol, um chute alto, da entrada da área, no canto direito de Zetti.

No segundo tempo, o Corinthians chegou a virar, aos 16min, com Dinei aproveitando falha de Zetti, que rebateu para a frente chute de Ricardinho.
Mas, três minutos depois, Viola, que entrou no segundo tempo, depois de passar cerca de um mês fazendo tratamento médico, empatou em cruzamento de Rodrigo.

E, a partir daí, com as três alterações de Leão já tendo sido feitas, o Santos viraria o placar com Ânderson, aos 30min.

Com mais liberdade para atacar na etapa final -Lúcio e o próprio Marcos Bazílio ficavam mais recuados-, Narciso, que havia dado o passe para Ânderson marcar o terceiro gol, aos 40min fez o seu, completando o marcador.

Alteração no meio-campo virou jogo, diz técnico

A entrada do volante Marcos Bazílio no lugar do meia Rodrigo no segundo tempo foi um dos fatores fundamentais para a vitória do Santos, segundo avaliação do técnico Emerson Leão.

“Estávamos perdendo o meio-campo. Por isso, coloquei o Bazílio, que deu mais força ao setor.”

Para o treinador, o Santos foi superior durante 70% do tempo e permitiu a vitória parcial do Corinthians por 2 a 1 “nos 30% em que jogamos mal”.
“Fizemos 20 minutos mágicos no primeiro tempo. Depois, caímos. Fiquei preocupado porque começamos a errar, e a equipe precisava ter maturidade para quebrar o ritmo do adversário. Quando adquirimos essa consciência, ganhamos”, declarou Leão.

O meia Jorginho disse que o time “deu uma bobeira” ao permitir a reação do Corinthians no início do segundo tempo e, depois disso, ficou ansioso para empatar. “Estivemos afoitos naquele momento, mas depois veio a frieza.”

Para o volante Narciso, “a raça e a vontade” foram os fatores que garantiram a vitória. Quando levamos o segundo gol, eu tinha certeza de que iríamos virar”, disse.

Corintianos reclamam de jogar na Vila

Jogadores e torcedores do Corinthians reclamaram muito de o time ter sido obrigado a atuar na Vila Belmiro. Reclamaram o tratamento dado ao São Paulo, que enfrentou o Santos na capital.

Para os atletas, o problema foi o aquecimento, que, por causa do tamanho do vestiário, teve que ser feito dentro do campo.

Os torcedores reclamaram mais. A primeira queixa dizia respeito ao preço da arquibancada, que custou R$ 20, o dobro do preço dos clássicos, que é de R$ 10, e dos demais jogos, de R$ 5.

A segunda, ao fato de, por causa de um acidente na estrada, alguns ônibus com corintianos terem chegado atrasados à Vila. Para piorar, no estádio do Santos só estavam sendo vendidos ingressos para sócios do clube, o que os obrigou a ir ao Ulrico Mursa, estádio da Portuguesa Santista. Assim, muitos pagaram R$ 20 para ver só o segundo tempo.

Sobre a derrota, os corintianos tinham opiniões divergentes.

Marcelinho preferia culpar a arbitragem. “O juiz estava perdido. No primeiro tempo, não viu que o Gustavo pôs a mão na bola dentro da área. Era pênalti para a gente, que ele não deu”, reclamava o meia-atacante.

Para o goleiro Nei, o time cometeu dois erros. Falhou ao dar espaço aos contra-ataques santistas no segundo tempo e está falhando ao priorizar a Libertadores. “O pessoal não pode ficar pensando no jogo contra o Palmeiras, que é só no dia 5. Tem que se concentrar também no Paulista.”

Já o volante Amaral atribuía o resultado aos méritos do Santos. “Eles ganharam porque foram muito bem no segundo tempo. Depois que entrou o Viola, foi mais difícil segurá-los.”

Hoje pela manhã, os corintianos continuam sua maratona, viajando para Caxias do Sul, onde pegam amanhã o Juventude pela Copa do Brasil. Na sexta, haverá o jogo de volta, no estádio do Pacaembu.

Os dois confrontos contra o time gaúcho são válidos pelas oitavas-de-final do torneio.

No domingo, menos de 48 horas depois de terem enfrentado o Juventude, os jogadores voltam a campo pelo Paulista para pegar o Mogi Mirim, no Canindé. Nesta partida, no entanto, todos os titulares devem ser poupados.



Santistas lutam por vantagem (Em 25/04/1999)

O Santos deflagra hoje contra o Corinthians o início de uma corrida pelos pontos. A sete rodadas do encerramento da segunda fase, o time tem como meta alcançar os dois primeiros do Grupo 3.

O objetivo é superar em pontos os rivais da outra chave, a fim de conquistar a vantagem de jogar pelo empate nas fases semifinal e final do Paulista.

Embora lidere o Grupo 4 com quatro pontos de vantagem sobre os segundos colocados, o Santos (17 pontos) está atrás de São Paulo (23) e de Palmeiras (19), primeiro e segundo colocados do Grupo 3.

Mesmo que na fase atual termine como líder do seu grupo, o Santos perderá a vantagem do empate na semifinal se o segundo colocado do outro grupo conseguir acumular mais pontos.

No clássico de hoje, os jogadores foram orientados a exercer uma marcação forte sobre o Corinthians, a fim de garantir a posse da bola pelo maior tempo possível. O técnico Emerson Leão quer ver em campo um time “”pegador”.

Segundo o zagueiro Argel, a equipe vai marcar a saída de bola do Corinthians a fim de reduzir os espaços do adversário e obrigar o goleiro a repor a bola em jogo com chutes para a frente.

“Se isso acontecer, vai facilitar. Eu, o Claudiomiro, o Ânderson, levaremos vantagem sobre os atacantes porque estaremos de frente para a jogada e, com o cabeceio, a bola voltará para a intermediária do Corinthians”, afirmou o atleta santista.