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Santos 3 x 1 Santa Cruz

Data: 03/12/2006, domingo, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 38ª rodada (última)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.577 pagantes
Renda: R$ 51.205,00
Árbitro: Antonio Hora Filho (SE)
Auxiliares: Antonio da Cruz dos Santos e Almirdrovandro da Silva Lima (ambos de SE).
Cartões amarelos: Zé Roberto (S); Osmar e Jorge Henrique (SC).
Gols: Osmar (12-1), Wellington Paulista (20-1); Junior (27-2) e Wellington Paulista (35-2).

SANTOS
Fábio Costa; André, Domingos, Ronaldo e Kléber; Fabinho (André Luiz), Cléber Santana, Zé Roberto e Rodrigo Tabata (Jonas); Rodrigo Tiuí (Junior) e Wellington Paulista.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

SANTA CRUZ
Anderson; Osmar, Sidrailson, Hugo e Max (Jairo); Adriano dos Santos (Ivson), Júnior Maranhão, Jamesson e Jorge Henrique; Nenê e Mirandinha (Elvis).
Técnico: Fito Neves



Santos se despede do Brasileiro com vitória sobre Santa Cruz

Classificado para a Copa Libertadores, o Santos entrou em campo neste domingo com objetivo de terminar a temporada de maneira positiva. E conseguiu. Mesmo com dificuldades, o time alvinegro ganhou do rebaixado Santa Cruz por 3 a 1, de virada. Dessa forma, encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro satisfazendo a torcida que compareceu à Vila Belmiro e apoiou a equipe durante todo o jogo.

“Era o nome do Santos que estava em jogo. Por isso, tínhamos que ter bastante motivação para sair com a vitória. Ainda mais porque a partida foi em nosso estádio. No final, foi um resultado muito bom para nós”, comemorou o lateral-esquerdo Kleber.

Com o triunfo, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo termina o Nacional na quarta colocação, com 64 pontos, 14 a menos que o campeão São Paulo. Já o clube pernambucano fica na última posição, com 28 pontos, e voltará a disputar a segunda divisão em 2007.

A vitória deste domingo também serviu para ratificar a condição do Santos de melhor mandante do campeonato. Isso porque nenhuma outra equipe somou tantos pontos em casa como o time da Baixada. Foram 16 triunfos, dois empates e duas derrotas, totalizando 47 pontos dos 57 disputados.

O Santa Cruz, por sua vez, encerra a competição com média oposta a do Santos. Fora de seus domínios, a equipe tricolor venceu apenas uma partida (contra o Fortaleza), tendo o pior aproveitamento como visitante entre todos os times da Série A.

Mesmo com a seqüência ruim, o rebaixamento e os problemas extra-campo, como atraso nos salários, os jogadores tentam manter o otimismo para o ano que vem. “Sabíamos que seria mais um jogo difícil, mas tentamos esquecer tudo. Essa é a nossa profissão e também queremos honrar o nome do clube no futuro”, comentou o meia Jorge Henrique.

Santos e Santa Cruz entrarão em férias e irão voltar a campo somente para a disputa dos campeonatos estaduais de 2007. A estréia do time da Baixada no Paulistão acontece no dia 17 de janeiro, contra o Barueri. Já o clube tricolor enfrentará o Estudantes, no dia 14 do mesmo mês, pelo Pernambucano.

O jogo

Empurrados pela torcida, os anfitriões começaram o confronto imprimindo um forte ritmo de jogo, avançando com intensidade pelas laterais. O time visitante, por sua vez, ficou recuado no início do jogo, apostando nos contra-ataques.

E foi assim que a equipe recifense abriu o placar. Após recuperar a bola no meio-de-campo, Max avançou pela esquerda e rolou para o meio da área. A defesa alvinegra não afastou a jogada, e Osmar apareceu livre de marcação para completar para o fundo das redes.

Mesmo com o gol, o Santos não se desesperou e manteve a superioridade na partida. Assim, o empate não demorou. Aos 20min, André Oliveira avançou pela direita e cruzou para dentro da área. Wellington Paulista se esticou para trás e cabeceou no ângulo direito para igualar o marcador.

Aos poucos, o Santa Cruz começou a sair com mais intensidade e ter um pouco mais de domínio da posse de bola. Mesmo assim, a equipe da casa permaneceu superior. Aos 37min, Zé Roberto tabelou com Rodrigo Tabata na entrada da área, deu lindo drible no zagueiro e tocou para o gol. Anderson se esticou o braço e conseguiu impedir o segundo gol santista.

No segundo tempo, o time da Baixada voltou com o mesmo ritmo em busca da virada. Aos 3min, Cléber Santana arriscou chute de fora da área e obrigou o goleiro a espalmar a bola para o meio. Wellington Paulista aproveitou o rebote, mas o juiz paralisou a jogada marcando impedimento do atacante.

Com o decorrer da partida, os anfitriões seguiram com domínio no setor ofensivo, mas também desperdiçaram muitas chances. A maior delas aconteceu aos 14min, quando Rodrigo Tiuí invadiu a área pela direita e cruzou rasteiro para a entrada da pequena área. Sem nenhuma marcação, Fabinho errou o chute de pé esquerdo e mandou a bola muito à esquerda da meta de Anderson.

A virada santista saiu apenas aos 27min. Após tabela com Jonas na lateral-direita, Cléber Santa invadiu a área, se livrou da marcação e cruzou rasteiro. A bola foi parar nos pés do atacante Júnior, que só teve o trabalho de completar ao lado da segunda trave para marcar.

Empolgado, o clube da casa se soltou mais depois do gol e fechou o placar aos 34min. Wellington Paulista recebeu lançamento na entrada da área, se livrou do zagueiro e bateu de bico no meio do gol para ampliar e decretar o triunfo na Vila Belmiro.

Fábio Costa chega aos 200 jogos com a camisa do Santos

A partida contra o Santa Cruz significou mais que o encerramento do ano para um jogador do Santos em especial. O goleiro Fábio Costa completou, somadas as suas duas passagens pela Vila Belmiro, 200 jogos pelo clube.

“Eu estou muito feliz, essa é uma marca importante”, disse o goleiro antes do jogo. “Esta é uma marca importante, principalmente porque poucos jogadores têm a oportunidade de conquistar algo assim”, completou o goleiro que, no elenco atual do Santos, é o jogador com mais partidas pelo clube.

Vindo do Vitória-BA, Fábio Costa chegou ao clube da baixada santista em 2000, junto com Carlos Germano, para solucionar os problemas da meta santista. Reserva no início, o atleta baiano esperou a sua vez e assumiu a condição de titular em 2001, com a saída de Germano.

A partir de então, o goleiro se firmou na meta santista, e foi peça fundamental na conquista do título nacional de 2002. Depois disso, ainda participou dos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2003. A partir de dezembro daquele ano, porém, Fábio Costa trocou a Vila Belmiro pelo Parque São Jorge, e atuou pelo Corinthians até o fim de 2005.

No começo deste ano, no entanto, o goleiro foi apresentado como reforço santista, e reassumiu a camisa número um do Santos. Desde então, Fábio só saiu da condição e titular quando esteve suspenso ou lesionado.

“Ainda espero que possam vir mais duzentos jogos e que eu consiga ajudar o Santos no que eu puder”, disse o goleiro, que atuou nesta tarde com uma camisa especial, com a inscrição “200 jogos” na frente e nas costas do uniforme.

Santos 2 x 1 Figueirense

Data: 21/10/2006, 18h10.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 5.343 pagantes
Renda: R$ 59.844,00
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-RJ)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares e Hilton Moutinho Rodrigues (ambos Fifa-RJ)
Cartões amarelos: Zé Roberto, Manzur, Cléber Santana (S); Marquinhos Paraná, Cícero (F).
Gols: Rodrigo Tabata (22-1); Wellington Paulista (03-2) e Soares (22-2).

SANTOS
Felipe; Manzur, Ronaldo Guiaro e Luiz Alberto; André Oliveira, Cléber Santana, Zé Roberto, Rodrigo Tabata (André Luiz – 31’/2ºT) e Kléber; Wellington Paulista (Rodrigo Tiuí – 26’/2ºT) e Reinaldo (Jonas – 10’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FIGUEIRENSE
Andrey, Flávio, Vinícius, Thiago Prado e Édson (Alexandre – 10’/2ºT); Rodrigo Souto (Henrique – 35’/2ºT), Carlos Alberto, Marquinhos Paraná e Cícero; Soares e Schwenck.
Técnico Waldemar Lemos



Santos inicia nova meta e vence rival direto

Até a rodada passada do Campeonato Brasileiro, o Santos tinha o líder São Paulo como principal rival e o título como meta. No entanto, o revés diante do Botafogo mudou a realidade da equipe paulista, que “esqueceu” momentaneamente a taça e planeja primeiro se consolidar na zona de classificação para a Copa Libertadores de 2007. Neste sábado, no início de sua fase com objetivo mais modesto, o time da Vila Belmiro venceu o Figueirense por 2 a 1 em sua casa e aumentou sua diferença para um rival direto.

“O Figueirense é um dos candidatos às vagas na Copa Libertadores do ano que vem e isso mostra que eles têm qualidade. Por causa disso e pela postura deles, que foram ousados hoje [sábado], foi um jogo muito complicado. Mas conseguimos vencer, nos recuperamos depois da derrota para o Botafogo e aumentamos a vantagem”, comemorou o meio-campista Zé Roberto, que atuou como segundo volante neste sábado.

O triunfo deste sábado levou o Santos a 52 pontos. Assim, o time alvinegro assumiu momentaneamente a terceira colocação do Campeonato Brasileiro e garantiu sua permanência na zona de classificação para a Libertadores por mais uma rodada.

Além da seqüência na faixa dos times que garantem vaga no torneio sul-americano, o Santos aumentou sua vantagem para o Figueirense e reduziu muito as chances de o time catarinense se classificar. A derrota deste sábado manteve a equipe alvinegra com 43 pontos, na sétima colocação. “A Libertadores não dá mais. Agora precisamos trabalhar para vencer nossos jogos e garantir pelo menos a Sul-Americana”, admitiu o meia Cícero.

O alento do time catarinense, a despeito do pessimismo quanto à possibilidade de classificação para a Libertadores, é que o Figueirense jogou bem contra o Santos. “Nós criamos chances, diminuímos a vantagem deles e poderíamos ter até empatado o jogo. Enfrentamos uma grande equipe. E infelizmente, não conseguimos sair com um resultado positivo”, analisou o atacante Soares, autor do gol dos visitantes neste sábado.

Diante de um adversário de qualidade e com muitos desfalques (Fábio Costa, Denis, Maldonado e Heleno não puderam atuar), o Santos soube se valer do fato de atuar em casa. A vitória deste sábado foi a quarta consecutiva da equipe paulista em seus domínios, com apenas um gol sofrido nesses jogos.

“A Vila Belmiro sempre vai ser uma arma importante. Estamos fazendo uma boa campanha e contamos com o apoio dos torcedores. Isso reflete nos resultados e dá mais ânimo para a equipe buscar forças e continuar na briga até pelo título. Nós ainda acreditamos”, garantiu o meia Rodrigo Tabata, que fez o primeiro gol do Santos neste sábado.

As duas equipes voltarão a campo no próximo sábado. O Figueirense receberá o líder São Paulo no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, às 16h. Mais tarde, às 18h10, o Santos receberá o São Caetano na Vila Belmiro.

O jogo

A principal justificativa do técnico Vanderlei Luxemburgo para ter escalado o Santos no 3-5-2 neste sábado foi dar mais liberdade aos alas Kleber e André Oliveira (que é meia e atuou improvisado). No entanto, a marcação eficiente do Figueirense impediu que a equipe paulista usasse os lados do campo e deixou a partida extremamente lenta nos primeiros minutos. “Esperávamos uma pressão intensa, mas isso não aconteceu. O problema é que faltou velocidade na nossa saída de bola e não conseguimos encaixar os contra-golpes”, analisou Waldemar Lemos, comandante dos catarinenses.

Quando a marcação do Figueirense falhou e os alas do Santos tiveram espaço, contudo, o time da casa foi fatal. Kleber recebeu na esquerda aos 22min e fez um lindo lançamento para Rodrigo Tabata, do meio-campo para a grande área. O camisa 8 só teve o trabalho de tocar por baixo do goleiro Andrey para abrir o placar na Vila Belmiro. “Ele se movimentou bem, criou o espaço e facilitou o passe”, minimizou Kleber.

O gol parecia ser a chave para o Figueirense abandonar a postura extremamente recuada e dar espaços para o Santos dominar o jogo. Só que quando a equipe catarinense avançou, o time da casa se perdeu. “Nós começamos a encontrar dificuldades na movimentação e na marcação, e assim eles puderam tocar a bola com tranqüilidade”, resumiu o meio-campista Zé Roberto, que não conseguiu acertar a divisão da cobertura com Cléber Santana e ofereceu espaço para o meia Cícero articular jogadas para os visitantes.

Entretanto, o Figueirense não conseguiu aproveitar seu bom momento em campo e não criou oportunidades claras para empatar o jogo. “Faltou um pouco de profundidade”, admitiu o atacante Soares. Além disso, o time catarinense teve pouca participação ofensiva do centroavante Schwenck, que se mostrou mais preocupado em tentar cavar faltas do que com o desempenho ofensivo.

O equilíbrio do confronto durou até os 3min do segundo tempo. Rodrigo Tabata lançou da meia direita, por cima da zaga, para Wellington Paulista. O atacante recebeu dentro da área, deixou a bola tocar no gramado e concluiu de pé direito, no ângulo direito do goleiro Andrey.

Ao contrário do que havia acontecido no primeiro tempo, porém, o gol não animou o Figueirense. Em vez disso, fez com que o Santos passasse a dominar totalmente a partida na Vila Belmiro. Tanto é que o meia Rodrigo Tabata chutou uma bola da intermediária aos 16min e acertou a trave esquerda.

No momento em que o Santos era superior, o Figueirense descontou. Schwenck cruzou da direita para Soares, que desviou de primeira e venceu o goleiro Felipe. “Foi um vacilo muito grande da defesa. Ele não podia ter ficado tão livre”, reclamou o zagueiro Manzur, da equipe paulista.

O gol do Figueirense precedeu um momento de baixo nível técnico no confronto deste sábado. Um pouco pelo recuo do Santos e muito pela falta de potencial ofensivo do Figueirense, o jogo ficou extremamente lento e o placar não foi mais movimentado na Vila Belmiro.


Santos 1 x 0 San Lorenzo

Data: 11/10/2006
Competição: Copa Sul-Americana – Oitavas-de-final – Partida de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.824 pagantes
Renda: R$ 17.265,00
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Walter Rial e Líber Prudente (ambos do URU).
Cartões amarelos: Domingos e Carlinhos (S); Orión, Rivero, Hirsig e Lavezzi (SL).
Gol: Wellington Paulista (37-1).

SANTOS
Felipe; Paulo (Denis), Manzur, Domingos e Carlinhos; Heleno, Fabinho (Zé Roberto), André Oliveira e Rodrigo Tabata; Leandro (Jonas) e Wellington Paulista
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SAN LORENZO
Orion; Tula, Méndez, Quattrocchi e Jonathan Bottinelli; González, Rivero, Husain e Hirsig (Dario Bottinelli); Lavezzi (Jimenez) e Silvera (Acevedo)
Técnico: Oscar Ruggeri



Santos vence, mas é eliminado pelo San Lorenzo

Agora o Santos pode se concentrar totalmente na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Não existe mais o “problema” Copa Sul-Americana. Na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, a equipe alvinegra venceu o San Lorenzo, da Argentina, por 1 a 0, mas não avançou às quartas-de-final da competição. Isso porque na partida de ida, na casa do rival, o time amargou uma derrota por 3 a 0.

A indiferença santista pela Sul-Americana, existente desde o começo do certame e principalmente após o tropeço na Argentina, aumentou depois de uma boa seqüência no Brasileirão. Com três vitórias consecutivas no Nacional, o Santos assumiu a vice-liderança e voltou a sonhar com o tricampeonato, mesmo o líder São Paulo estando sete pontos à frente. Tal motivação fez o técnico Vanderlei Luxemburgo escalar uma equipe reserva esta noite.

A atitude do treinador indiciou que não fazia parte dos planos do clube da Baixada realizar uma viagem ao México (para pegar o Toluca, agora adversário do San Lorenzo, pelas quartas-de-final da Sul-Americana). No entanto, os jogadores que entraram em campo demonstraram vontade, apesar de faltar criatividade na armação das jogadas.

O San Lorenzo, por sua vez, adotou uma postura normal para um time que tem uma vantagem de três gols: atuou com cautela e sem se arriscar no ataque. E a proposta do time argentino, primeiro campeão da Sul-Americana, em 2002, deu certo.

“Faltou um pouco mais de finalizações e jogadas pelos lados. Nós sabíamos que eles viriam fechados porque já tinham o resultado da Argentina. Agora é pensar no Brasileiro. Estamos em um bom momento e podemos encostar no líder”, disse Zé Roberto – o meia, Denis e Jonas foram os titulares que entraram no decorrer do jogo.

O jogo entre San Lorenzo e Toluca-MEX, pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana, ainda não tem data marcada. Porém, a primeira partida será na Argentina. Já o Santos, eliminado, se concentra no Campeonato Brasileiro, competição pela qual pega o Botafogo, no sábado, às 18h10, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

O jogo
Precisando vencer por uma diferença de quatro gols para ir para a próxima fase da Copa Sul-Americana sem necessitar dos pênaltis, o Santos iniciou a partida dominando o San Lorenzo. No entanto, teve a posse da bola e não conseguiu criar.

Bem postado na defesa e apostando no contra-ataque, foi o time argentino que quase marcou primeiro. Aos 20min, Lavezzi recebeu dentro da área, dominou e chutou cruzado, procurando o ângulo esquerdo de Felipe. Mas a bola foi para fora.

Aos 31min, Silvera aproveitou cruzamento da direita, em cobrança de escanteio, e cabeceou sozinho dentro da área. Porém, mais uma vez a bola foi para fora. Seis minutos depois, o Santos conseguiu abrir o placar para dar ânimo à equipe. Carlinhos cruzou da esquerda e Wellington Paulista desviou de cabeça, para o fundo das redes argentinas.

Mesmo depois do gol, o Santos continuou explorando as jogadas aéreas e abusou dos chutes de longa distância, que não deram resultado.

No segundo tempo, o Santos voltou com a mesma formação, e continuou sem criatividade para chegar ao gol adversário. E pior. O San Lorenzo começou a sair de trás e atacar a equipe da casa. Com isso, Luxemburgo resolveu colocar alguns titulares.

Com Dênis, Jonas e Zé Roberto em campo, a equipe alvinegra voltou a pressionar. Porém, com mais criatividade. Diferentemente da primeira etapa, quando o Santos abusou das bolas aéreas e de chutes de longa distância, o time conseguiu tabelar mais perto da área e chegar perto do gol.

Prova disso foi uma bola na trave, aos 34min. Zé Roberto fez uma bela jogada pela direita, rolou para o meio da área e André chegou para chutar de primeira. Mas a bola explodiu no travessão e o Santos perdeu a chance de diminuir a vantagem rival, o que deixaria a equipe de Luxemburgo a um gol de levar a decisão para os pênaltis.

Denis preocupa Santos
O Santos pode ter uma baixa significativa para a reta final do Campeonato Brasileiro. O lateral-direito Denis torceu o joelho esquerdo na segunda etapa da vitória alvinegra sobre o San Lorenzo e é dúvida para o compromisso frente ao Botafogo, no Rio de Janeiro, pelo Nacional.

Santos 3 x 0 Flamengo

Data: 24/09/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 26ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.032
Renda: R$ 77.408,00
Árbitro: Wilson de Souza de Mendonça (Fifa-PE)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Irani Pinto da Paz (PE)
Cartões Amarelos: Manzur, André Luiz e Jonas (S); Renato Silva e Obina (F).
Gols: Wellington Paulista (14-2), Zé Roberto (28-2) e Rodrigo Tabata (48-2).

SANTOS
Fábio Costa; Denis, Luiz Alberto, Manzur e Kléber; Maldonado, André Luiz, Cléber Santana e Zé Roberto (Rodrigo Tabata); Wellington Paulista (Ronaldo Guiaro) e Jonas (Rodrigo Tiuí).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

FLAMENGO
Bruno; Leonardo Moura, Fernando, Renato Silva e Juan; Toró (Fabiano Oliveira), Paulinho, Renato e Renato Augusto (Marcelinho); Obina e Luizão (Jajá).
Técnico: Ney Franco.



Santos reencontra a vitória diante do Flamengo

O Santos afastou a sina de perder pontos para times cariocas na Vila Belmiro e, na tarde deste domingo, derrotou o Flamengo por 3 a 0. O jogo, válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, também serviu para que o time paulista voltasse a vencer na competição.

Os comandados de Vanderlei Luxemburgo estavam sem vencer havia três jogos (contra Fortaleza, Ponte Preta e Fluminense) e o triunfo sobre o Flamengo manteve o time na briga pelo título. Os gols do Santos saíram no segundo tempo e dois deles aconteceram depois de belas tabelinhas, ambas envolvendo Jonas.

“Estou com um time que gosta de jogar futebol, com muitos atletas técnicos. Jogadores como o Zé Roberto, o Rodrigo Tabata, o André Luiz e o Cléber Santana dão muita movimentação e criatividade ao setor ofensivo”, elogiou o técnico santista, Vanderlei Luxemburgo.

Com os pontos somados neste domingo, o time paulista foi a 43 e, embora siga na terceira colocação do Brasileiro, viu a vantagem do líder São Paulo cair de nove para seis pontos (o clube do Morumbi perdeu para o Palmeiras).

Já o Flamengo não seguiu o retrospecto das demais equipes cariocas na Vila Belmiro. No estádio, Botafogo, Vasco e Fluminense foram os únicos times que tiraram pontos do Santos neste Brasileirão.

Mas o time rubro-negro não repetiu as atuações que lhe renderam três vitórias seguidas e viu interrompida a seqüência de triunfos (venceu Botafogo, Fortaleza e Cruzeiro). De quebra, segue há 30 anos sem vencer o Santos como visitante.

“Depois do primeiro gol o time não soube marcar nem defender e tomou gols de bobeira”, reclamou meia Renato após a partida.

Com a derrota, o Flamengo se manteve com 33 pontos, mas perdeu uma posição para o Palmeiras, que tem a mesma pontuação, mas leva vantagem nos critérios de desempate. O time da Gávea é o 14º colocado.

Agora, o Campeonato Brasileiro ficará parado por dez dias por conta das eleições do próximo fim de semana. Mas na próxima rodada, alguns clássicos estaduais movimentarão a competição. No dia 4 de outubro, quarta-feira, às 20h30, o Maracanã será o palco do Fla-Flu.

No dia seguinte, quinta-feira, o Santos enfrentará o Corinthians. O clássico paulista acontecerá no estádio do Pacaembu, também às 20h30. Antes disso, o time praiano tem um compromisso pela Copa Sul-Americana, contra o San Lorenzo, na próxima quarta-feira, às 22h, em Buenos Aires.

O jogo

O Santos iniciou a partida tentando se impor, mas a primeira boa chance foi do Flamengo. Aos 12min, Renato cobrou falta de longa distância com violência, obrigando Fábio Costa a espalmar para o lado. No rebote, Juan chutou de primeira para fora.

Três minutos depois, o time da casa levou perigo ao gol do Flamengo. Cléber Santana carregou a bola pela direita e arriscou da intermediária. O chute saiu forte e passou rente à trave direita do goleiro Bruno, que se esticou para tentar a defesa.

Na seqüência do primeiro tempo, as duas equipes não apresentaram um futebol criativo. As jogadas se concentraram no meio-campo e os goleiros pouco trabalharam. Mas em um lance isolado, aos 34min, por pouco o Santos não abriu o placar. Wellington Paulista aproveitou cruzamento da esquerda, se antecipou à zaga e cabeceou na trave direita de Diego, que apenas observou.

“Vamos tentar chutar mais, o campo está um pouco escorregadio”, disse o atacante Obina, do Flamengo, na volta para o segundo tempo.

No time carioca, a receita foi usada por Renato, que logo no primeiro lance da etapa complementar entrou pela esquerda e chutou forte. Fábio Costa colocou para escanteio. Na cobrança, a bola foi desviada, mas a defesa santista afastou o perigo.

O Flamengo seguiu mais ofensivo no segundo tempo, levando perigo ao gol de Fábio Costa. Mas foi o Santos que abriu o placar, aos 14min. Wellington Paulista tabelou com Jonas na entrada da área e, diante apenas do goleiro Bruno, tocou para o fundo do gol.

Aos 22min, Wellington Paulista foi flagrado em impedimento e o que seria o seu segundo gol na partida não valeu. Cinco minutos depois, no entanto, Zé Roberto articulou jogada com Jonas e, de forma muito parecida com o primeiro gol, balançou as redes pela segunda vez para a equipe da casa.

Jogando bem melhor que o adversário, o Santos ainda teve tempo para chegar ao terceiro gol aos 46min. Denis chutou cruzado, Bruno deu rebote e Rodrigo Tabata aproveitou para tocar para o gol vazio, fechando a vitória santista.


Vídeos: (1) Reportagem Rede Record e (2) copilação com a música Mambo Number Five, de Lou Bega.

Santos 5 x 1 Palmeiras

Data: 03/09/2006.
Competição: Campeonato Brasileiro – 22ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.873 pagantes
Renda: R$ 167.060,00
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)
Cartões amarelos: Fábio Costa, Jonas e Manzur (S); Alceu e Marcinho Guerreiro (P).
Gols: Luiz Alberto (13-1), Luiz Alberto (24-1) e Juninho Paulista (23-1); Wellington Paulista (15-2), Wellington Paulista (22-2) e Jonas (25-2).

SANTOS
Fábio Costa; Denis, Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Kléber; Maldonado, Cléber Santana, André Luiz (Carlinhos) e Rodrigo Tabata; Rodrigo Tiuí (Jonas) e Wellington Paulista (Renatinho)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PALMEIRAS
Diego, Nen, Daniel e Alceu (Chiquinho), Paulo Baier, Wendel, Francis (Marcinho Guerreiro), Juninho Paulista, Edmundo e Michael (Marcelo Costa); Marcinho
Técnico: Tite



Santos goleia e acaba com a invencibilidade do Palmeiras

O Santos obteve uma goleada por 5 a 1 sobre o Palmeiras, neste domingo, no clássico disputado na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, e, além de acabar com uma longa invencibilidade do rival, manteve-se próximo do atual líder, São Paulo.

Com o triunfo, a equipe santista, que teve a estréia do meia André Luiz, se recuperou da derrota para o Atlético-PR, na última quarta-feira, e manteve a segunda colocação, agora com 38 pontos –o São Paulo tem 39.

O Palmeiras não perdia havia 11 partidas e era até então o único clube do Brasileiro invicto no pós-Copa.

Com 27 pontos, o Palmeiras soma três jogos sem vencer –antes, empates com Ponte Preta e Figueirense– e começa a ficar próximo dos ameaçados. O Flamengo, por exemplo, que perdeu para o Internacional por 2 a 1, no sábado, tem 24 e encerrará a rodada na zona de rebaixamento.

Para piorar, o time do Parque Antarctica não levava quatro ou mais gols desde o dia 24 de maio, quando perdeu para o São Paulo por 4 a 1. O Santos, por outro lado, marcou cinco gols em uma única partida, fato que ainda não tinha ocorrido em 2006.

As duas equipes voltam a jogar pelo Nacional-06 na próximo domingo (10). O Santos duela contra o Fortaleza, no Ceará, enquanto o Palmeiras enfrenta o São Caetano, em casa.

O jogo

Para se manter próximo do líder do São Paulo, o técnico Vanderlei Luxemburgo apostou numa equipe ofensiva desde o início do clássico. Com apenas 3min já havia criado duas chances, com Rodrigo Tiuí e Wellington Paulista.

O Palmeiras, por outro lado, tinha enorme dificuldade no meio-campo. Quando chegou ao ataque, quase marcou. Marcinho, livre, bateu em cima de Fábio Costa, aos 10min. No rebote, Juninho chutou por cima.

Mesmo com esse susto, o Santos era melhor. E não demorou para chegar ao seu primeiro gol. Aos 13min, Diego defendeu parcialmente uma cabeçada de Cléber Santana. A bola, no entanto, sobrou para Luiz Alberto, que completou para as redes.

Até então recuado, o Palmeiras decidiu ir para o ataque. Foi eficiente em uma das primeiras oportunidades. Aos 22min, Edmundo fez boa jogada pela esquerda e cruzou conscientemente para Juninho chutar forte, sem defesa para Fábio Costa.

O técnico palmeirense Tite teve pouco tempo para saber se a sua equipe mudaria de postura. Dois minutos mais tarde, já sofria o segundo gol, novamente com Luiz Alberto, que desviou um cruzamento da esquerda e colocou novamente a equipe da Vila Belmiro à frente do placar.

O segundo tempo foi igual. O Palmeiras esteve totalmente desorganizado e não criou quase nada. Em compensação, o Santos manteve a postura ofensiva em quase toda a etapa final.

Foi recompensado aos 15min, graças a uma falha de Paulo Baier, que recuou errado. Wellington Paulista aproveitou e fez o terceiro. Isso foi o suficiente para acabar com o Palmeiras.

Aos 23min, Wellington Paulista aproveitou cruzamento perfeito de Kléber e anotou o seu segundo, o quarto do Santos. Dois minutos depois, Jonas, que havia começado no banco de reservas, recebeu de Kléber e completou a goleada santista.