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Santos 2 x 1 Internacional

Data: 06/08/2006, domingo, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 15ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 10.300 pagantes
Renda: R$ 122.050,00
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa Moisés (ambos do RJ)
Cartões amarelos: Maldonado (S), Ronaldo Guiaro (S) e Wendel (S); Álvaro, Perdigão, Iarley, Ediglê e Wellington Monteiro (I).
Cartão vermelho: Reinaldo (S)
Gols: Iarley (10-1); Wendel (39-2) e Wendel (46-2).

SANTOS
Fábio Costa; Manzur (André), Luiz Alberto e Ronaldo Guiaro; Denis, Maldonado, Cléber Santana (Wendel), Rodrigo Tabata (Wellington Paulista) e Carlinhos; Rodrigo Tiuí e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

INTERNACIONAL
Renan; Alvaro, Índio, Ediglê e Rubens Cardoso; Wellington Monteiro, Tinga (Michael), Perdigão (Camozzato) e Michel; Iarley e Mossoró (Adriano).
Técnico: Abel Braga



Na raça, Santos vira jogo no final contra o Inter ‘B’

Mesmo sem realizar grande partida, o Santos venceu o Internacional por 2 a 1, com virada nos minutos finais da partida vinda dos pés do meio-campista Wendel. O resultado mantém a boa fase da equipe e a invencibilidade do time alvinegro atuando na Vila Belmiro, no Campeonato Brasileiro. Já o Internacional, que foi a campo com o time reserva devido à final da Copa Libertadores na quarta-feira, se distanciou da liderança.

Com o resultado, o técnico Vanderlei Luxemburgo atingiu sua meta e chegou à zona de classificação para a Libertadores, com 27 pontos, na terceira posição. Já a equipe gaúcha continua com os mesmos 26 pontos, em quinto lugar.

A vitória comprovou que o Santos é uma das melhores equipes do Brasil quando atua em seu território. Isso porque em sete jogos realizados na Vila Belmiro, a equipe alvinegra venceu seis e empatou apenas um, com o excelente aproveitamento de 90,5% dos pontos disputados.

E a vitória deste domingo veio com muita força de vontade dos jogadores santistas. Isso porque no final do segundo tempo, o time perdeu dois jogadores: Reinaldo, expulso, e Maldonado, que saiu lesionado e não pôde ser substituído devido ao número de mudanças antes realizadas. E foi nesse período que brilhou a estrela de Wendel, responsável pela virada.

Assim como fez no último fim de semana, quando goleou o São Paulo por 4 a 0, o Santos encarou uma equipe finalista da Copa Libertadores. Contudo, nas duas oportunidades enfrentou os reservas e soube tirar proveito de ambas.

“O importante é conseguir a vitória. Não tem essa de jogar contra um time reserva, isso é bobagem. Nós jogamos contra o Internacional. E ganhar em casa é fundamental, porque não podemos desperdiçar pontos”, comentou Luxemburgo.

O único atleta considerado titular do time colorado que começou a partida foi o meio-campista Tinga. Afastado desde a partida contra a LDU, no dia 19 de julho, devido a uma lesão muscular, o jogador atuou durante os primeiros 45 minutos com boa movimentação e ainda dando assistência para o primeiro gol do clube colorado, marcado por Iarley.

Agora, o Internacional continuará na cidade da Baixada, onde realizará o restante da preparação no Centro de Treinamento Rei Pelé até o dia da grande final, contra o São Paulo. O Santos, por sua vez, só voltará a campo no próximo domingo, contra o Paraná, em Curitiba.

O jogo

Quando a partida começou, ambos os times forçaram as jogadas pelo meio, sempre esbarrando na marcação adversária. Aos poucos, os anfitriões se soltaram mais, principalmente pela ala direita, com avanços de Denis. Mas a equipe de Luxemburgo também sentiu a falta de um dos principais armadores da equipe, o lateral Kleber, que cumpriu suspensão.

Quando o clube alvinegro ensaiou o início de uma pressão ofensiva, o Inter saiu na frente, aos 10min. Tinga deu passe para Iarley na entrada da área, e o atacante chutou cruzado, no canto direito do goleiro Fábio Costa. A bola ainda bateu na trave antes de entrar na meta santista.

A equipe da casa sentiu o gol e diminuiu o ritmo imposto no começo do confronto. Sendo assim, o técnico Luxemburgo alterou o esquema de jogo logo aos 19min, sacando o zagueiro Manzur para a entrada do meia-atacante André. Com isso, o Santos saiu do 3-5-2 e foi para o 4-4-2, o que melhorou muito a movimentação do time.

Com o decorrer do jogo, a equipe da Vila Belmiro passou a dominar as ações no campo de ataque e passou a criar novas chances pelas laterais. Mesmo assim, o clube de Abel Braga continuou levando perigo ao gol de Fábio Costa, principalmente nas jogadas de contra-ataque. Contudo, o placar não foi alterado até o intervalo.

Na segunda etapa, os anfitriões voltaram com o mesmo ritmo atrás do gol de empate. No entanto, deixaram muito espaço para as subidas do adversário. O time gaúcho recuou no campo de defesa, forçando a marcação, mas continuou explorando os contra-ataques.

Aos 13min, o Santos criou nova oportunidade para marcar, porém, sem sucesso. Wellington Amorin, que entrou no lugar de Rodrigo Tabata, invadiu a área colorada pela direita e chutou forte. Entretanto, a bola foi para as redes pelo lado de fora.

Como o empate parecia estar cada vez mais difícil, o time da Baixada ficou com os ânimos mais exaltados e sofreu uma baixa aos 29min. O atacante Reinaldo sofreu falta da Álvaro no meio-de-campo. O jogador santista ficou muito irritado com o lance e chutou o volante Perdigão na frente do árbitro Wagner Tardelli, que expulsou o atleta.

O empate só saiu aos 39min. Wendel acertou um belo chute de falta, no ângulo direito do goleiro Renan, que nada pôde fazer para evitar a igualdade santista. E a virada saiu seis minutos depois, em pênalti de Rubens Cardoso em cima de Denis. Wendel bateu bem e decretou a virada.

Retorno à Vila

A partida deste domingo também marcou a reestréia de duas importantes peças no esquema de Vanderlei Luxemburgo. Após longo período afastados dos gramados, o meia Cléber Santana e o atacante Jonas voltaram a atuar no time titular e ajudaram o Santos a conquistar o triunfo, mesmo com atuação discreta.

O meio-campista desfalcou a equipe durante 60 dias devido à suspensão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por uma cotovelada desferida no volante Marcinho Guerreiro, do Palmeiras. Já o atacante estava afastado desde fevereiro por causa de uma cirurgia no joelho após lesão no ligamento cruzado.

Santos 2 x 1 Brasiliense

Data: 12/04/2006, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa do Brasil – Oitavas de final – Jogo de ida
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público:
Renda: R$
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Auxiliares: Adailson Alves Pereira (ES) e Marcos Antônio Moreira Collodetti (ES).
Cartões amarelos: Douglas Silva, Agenor, Deda e Wellington Dias (B).
Cartões vermelhos: Wendel (S) e Rafael (B)
Gols: Carlos Alberto (08-1), Wendel (10-1) e Cléber Santana (39-1).

SANTOS
Fábio Costa; Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro (Kléber) e Manzur; Fabinho, Heleno, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Léo Lima) e Wendel; De Nigris (Magnum) e Reinaldo.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



BRASILIENSE
Gustavo; Agenor (Maricá), Rafael, Padovani e Augusto; Deda, Carlos Alberto, Iranildo e Douglas Silva (Coquinho); Wellington Dias e Joãozinho (Índio).
Técnico: Lula Pereira



Em jogo de campeões, Santos bate o Brasiliense

No duelo entre dois campeões estaduais, o dono do título paulista levou a melhor e ficou mais próximo de vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira, o Santos recebeu o Brasiliense na Vila Belmiro e fez valer sua força dentro do alçapão para superar o time do Distrito Federal por 2 a 1.

O time de Vanderlei Luxemburgo, porém, não teve facilidade. Saiu em desvantagem no marcador, mas conseguiu a virada ainda no primeiro tempo. No entanto, a expulsão de Wendel na etapa final prejudicou os anfitriões, que viram o Brasiliense ficar à vontade na Vila Belmiro até Rafael e Iranildo também receberem o cartão vermelho.

O triunfo acontece três dias depois de a equipe alvinegra encerrar jejum de 21 anos no Estadual, graças à vitória sobre a Portuguesa, no último domingo, pelo encerramento do Campeonato Paulista. No entanto, apesar da importante conquista, o elenco não teve folga e voltou a treinar normalmente no dia seguinte para o compromisso pelo torneio nacional.

Afinal, a Copa do Brasil garante ao campeão uma vaga na próxima Copa Libertadores, um dos objetivos de Vanderlei Luxemburgo à frente do Santos. Se faturar a competição eliminatória, o clube alvinegro chega com menos pressão ao Campeonato Brasileiro, que começa neste fim de semana.

Responsável pelas eliminações de Sergipe e URT nas fases anteriores, o time paulista pela primeira vez recebeu o duelo de ida, já que a partir das oitavas-de-final os dois jogos acontecem, independentemente do resultado do primeiro.

O Brasiliense, por sua vez, passou por São Raimundo-RR e Remo nos seus confrontos anteriores e terá a vantagem de decidir a vaga nas quartas-de-final em casa, na próxima quarta-feira, em Taguatinga, no Distrito Federal. O empate, porém, favorece a equipe alvinegra.

Apoiado por sua torcida nesta noite, o Santos manteve seu ótimo desempenho como anfitrião em 2006. Agora, o time de Luxemburgo acumula 12 vitórias nas 12 partidas realizadas na Vila Belmiro, performance que foi fundamental para a conquista do Campeonato Paulista.

Antes de tentar confirmar sua vaga na Copa do Brasil, o clube alvinegro estréia no Brasileiro no próximo domingo, diante do Goiás, no estádio Serra Dourada. O Brasiliense, rebaixado à Série B, começa sua caminhada rumo ao acesso contra o Náutico, em Recife, na noite de sábado.

O jogo

Sem se intimidar com o bom retrospecto santista na Vila Belmiro, o Brasiliense começou a partida dando trabalho a Fábio Costa. No primeiro minuto, Augusto recebeu livre e bateu sobre o goleiro. Wellington Dias, de fora da área, também fez o camisa 1 santista entrar em ação.

Aos 8min, porém, Fábio Costa nada pôde fazer. Carlos Alberto arriscou da entrada da área e o chute cruzado entrou no canto direito, depois de bater na trave, para colocar o Brasiliense em vantagem. A festa dos visitantes durou pouco tempo.

Dois minutos depois, Reinaldo deixou Wendel em ótima condição dentro da área, pela esquerda. O meio-campista, improvisado na lateral, finalizou com precisão e colocou a bola entre a primeira trave e o goleiro Gustavo para deixar tudo igual no placar.

A rápida reação fez bem ao Santos, que passou a dominar as ações no meio-campo e a oferecer constante perigo à meta de Gustavo. Wendel, apoiando bastante, aproveitou os espaços no lado do campo para pressionar o adversário

O Brasiliense, por sua vez, quase retomou a vantagem em lance de bola parada aos 37min. No entanto, foi o Santos quem estufou as redes, aos 39min. Wendel recebeu de Reinaldo dentro da área e foi derrubado por Agenor. Cléber Santana converteu o pênalti e virou a partida para os anfitriões.

Depois do intervalo, o time alvinegro voltou com a mesma postura ofensiva para tentar o terceiro gol. Contudo, Vanderlei Luxemburgo não esperava que Wendel, aos 13min, daria entrada dura em Coquinho, sendo justamente expulso pelo árbitro.

Mesmo com um a menos, o Santos teve as melhores chances para chegar ao gol. Reinaldo, aos 21min, tentou de bicicleta. Sete minutos mais tarde, o mesmo atacante arrancou em velocidade e, livre, finalizou muito mal na saída de Gustavo.

A reação do Brasiliense ficou mais distante quando o zagueiro Rafael cometeu falta para cartão amarelo e, como já havia recebido o primeiro, também foi expulso. Iranildo, por reclamação, foi outro mandado mais cedo para o vestiário pelo árbitro, deixando os visitantes com nove atletas em campo. Então, o Santos só precisou administrar o resultado.

Luxemburgo ataca a turma do amendoim

Técnico diz que grupo de torcedores deveria “ficar em casa” para o bem do Santos e se espanta com vaias logo após conquista.

Não foi preciso mais que um jogo após a conquista do Campeonato Paulista para que o técnico Vanderlei Luxemburgo voltasse a condenar a postura adotada por parte dos torcedores associados do Santos que, segundo o treinador, atuou “contra” a equipe na vitória de quarta-feira frente ao Brasiliense, por 2 x 1, no jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil.

Luxa fez questão de interromper a entrevista coletiva para registrar sua queixa contra a “turma do amendoim” santista, expressão criada pelo então técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, para definir um grupo de torcedores das sociais do Parque Antarctica que assistia aos jogos com a exclusiva missão de criticar técnico e jogadores.

“Quero aproveitar para comentar sobre esse pessoal de ‘trás’ [sociais]. Eles começaram a vaiar o time logo após o título, falando que a equipe é ruim. Não deram um jogo sequer de calma. Esse pessoal deveria ficar em casa. Seria muito mais benéfico ao Santos”, atacou Luxa.

A bronca de Luxa com a turma do amendoim já é antiga. Na reta final do Paulistão, o técnico do Peixe considerou que ainda não havia a tão desejada “unidade” entre elenco e torcida. O estopim da revolta ocorreu na difícil vitória santista diante do Bragantino, de virada, por 3 x 1.

Na ocasião, Luxa se irritou com as vaias dos torcedores das sociais, ira que ganhou força agora diante do time de Brasília. Apesar das constantes reclamações do bloco das sociais da Vila, o desempenho do Santos em casa impressiona: 12 vitórias em 12 jogos.

Peixe espera ‘padrão Vila’ em Brasília

Clube mantém aproveitamento de 100% dos pontos no Litoral Paulista e quer mesma força contra o Jacaré fora de casa.

O Santos ratificou sua força dentro da Vila Belmiro. Na vitória sobre o Brasiliense, por 2 x 1, a equipe alvinegra somou o seu 12º êxito em 12 partidas realizadas dentro de casa na temporada – 10 pelo Paulistão e duas pela Copa do Brasil.

Necessitando de um empate no jogo de volta em Taguatinga/DF para assegurar a vaga às quartas da Copa do Brasil, o Peixe espera “carregar” o futebol praticado no alçapão para o duelo decisivo ante Brasiliense. Nos últimos três jogos longe da Vila, a equipe saiu derrotada em duas delas – Guarani e São Paulo.

Para o zagueiro Luiz Alberto, que retornou ao time após ficar ausente do duelo do título estadual contra a Portuguesa, ninguém atualmente no país supera o Santos no quesito “fator casa”.

“Eu sei muito bem o que é tentar vencer na Vila. Eu mesmo nunca consegui derrotar o Santos quando defendia outras equipes. Creio que o Santos seja a equipe que melhor aproveita o mando de campo. Temos que aproveitar esses dois jogos fora [Brasiliense e Goiás, esse último pelo Brasileirão] e jogar como se fosse uma decisão na Vila”, pediu o beque.

Um dos destaques do jogo, o atacante Reinaldo considerou a vitória em casa importante, porém, o gol marcado pelo Jacaré serve de alerta ao time. Caso o Santos perca o segundo jogo pela contagem simples, o time estará desclassificado, pois o gol marcado fora de seus domínios tem peso maior.

“O 2 x 1 foi um placar curto, apesar de não deixar de ser bom. Se já foi difícil bater o Brasiliense em casa, imagine como será o jogo de volta”, declarou.

Com a vitória por 2 x 1, o Peixe se classifica à etapa seguinte da competição podendo empatar ou até mesmo perder para o Brasiliense por um gol de diferença (desde que faça pelo menos dois gols). Caso o duelo de volta termine com vitória do jacaré por 2 x 1, a classificação será definida nos pênaltis.

Santos 2 x 0 Mogi Mirim

Data: 15/01/2006
Competição: Campeonato Paulista – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.612 pagantes
Renda: R$ 105.294,00
Árbitro: Marco Antônio de Oliveira Sá
Auxiliares: Alessandro Pitol Arantes e Márcio Roberto Soares
Cartão amarelo: Ramos (M)
Gols: Wendel (15-1); Luiz Alberto (07-2).

SANTOS
Fábio Costa; Neto, Julio Manzur, Luiz Alberto e Kléber; Fabinho, Maldonado, Wendel (Cléber Santana) e Luciano Henrique (Rodrigo Tabata); Jonas e Geílson (Reinaldo)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

MOGI MIRIM
Edervan; Rodrigo, Leandro, Xandão e Marcelinho (Amaral); Wellington, Marcos Vinícius, Marcos Santos (Ramos) e Roberto; Dinei e Gérson (Josué)
Técnico: Val de Mello



Na volta de Luxemburgo à Vila Belmiro, Santos vence o Mogi Mirim

Na reestréia do técnico Vanderlei Luxemburgo dentro da Vila Belmiro, o Santos venceu o Mogi Mirim por 2 a 0, neste domingo, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista.

Foi a primeira vitória do treinador no comando do time da Baixada desde que voltou do Real Madrid (ESP). Em seu jogo de estréia, na última quinta-feira, em Sorocaba, o Santos empatou por 1 a 1 com o São Bento.

Agora o time da Vila Belmiro soma quatro pontos na competição. O Mogi Mirim tem três.

No jogo deste domingo o treinador já não contou mais com o meia Giovanni e com os atacantes Luizão e Cláudio Pitbull, que terão suas situações definidas no clube nos próximos dias. O trio ofensivo foi substituído por Luciano Henrique, Jonas e Geílson.

O Santos iniciou a partida tentando furar o bloqueio defensivo do acuado Mogi. A primeira boa chance santista foi aos 12min, quando Wendel cruzou da esquerda e Geílson chutou, mas a zaga do Mogi travou e a bola passou perto da trave.

O time da Baixada fez seu primeiro gol cinco minutos depois. Luciano Henrique fez boa jogada pela direita e cruzou para Wendel marcar: 1 a 0.

Luciano Henrique fez mais uma boa jogada aos 20min, e deixou Geílson na cara do gol, mas o atacante chutou para fora. Inspirado, o meia quase fez o segundo do Santos aos 35min, quando recebeu a bola na área e chutou, mas o goleiro defendeu.

O time da Vila Belmiro não encontrava dificuldades na partida. Logo aos 7min da segunda etapa, após cobrança de falta, o zagueiro Luiz Alberto marcou de cabeça e definiu o resultado.

Santos 2 x 0 São Caetano

Data: 04/10/2005, terça-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 4.673 pagantes
Renda: R$ 48.023,00
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP)
Auxiliares: Giovani César Cansian e Flávio Lúcio Magalhães (ambos de SP)
Cartões amarelos: Ávalos, Luís Alberto e Heleno (S); Claudecir, Thiago e Somália (SC).
Cartões vermelhos: Alessandro (SC) e Wendel (S)
Gols: Wendell (10-2) e Giovanni (35-2).

SANTOS
Saulo; Paulo César (Flávio), Ávalos, Luís Alberto e Wendel; Fabinho, Heleno, Ricardinho e Giovanni; Cláudio Pitbull (Basílio) e Luizão (Élton).
Técnico: Nelsinho Baptista

SÃO CAETANO
Luiz; Thiago (Lei), Gustavo e Douglas; Alessandro, Claudecir (Germano), Zé Luís, Márcio Richardes (Mateus) e Triguinho; Somália e Dimba.
Técnico: Jair Picerni



Santos joga mal, mas volta a vencer no Brasileiro

O futebol ainda não foi convincente. Mesmo assim, com muita lentidão, o Santos interrompeu série de duas partidas sem triunfar no Campeonato Brasileiro e superou o São Caetano por 2 a 0 nesta terça-feira, na Vila Belmiro.

“O futebol foi um pouco melhor do que apresentamos no empate com o Fortaleza [no último sábado], mas é claro que faltou conjunto à equipe. Não conseguimos render tudo que podemos, mas vencemos o jogo e conseguimos tranqüilidade para trabalhar”, comemorou o treinador Nelsinho Baptista.

Apesar da vitória, o Santos tem motivos para ficar preocupado. A dupla de ataque contratada para o Campeonato Brasileiro, Luizão e Cláudio Pitbull, fracassou em sua segunda exibição. Nesta terça-feira, assim como no empate sem gols com o Fortaleza (no último sábado), os dois jogadores passaram em branco.

Entre os jogadores do setor ofensivo do Santos, mais uma vez o destaque foi Giovanni. O camisa 10, que havia ficado três semanas parado devido a uma lesão (voltou contra o Fortaleza), correu por todo o campo e criou as principais jogadas ofensivas dos donos da casa.

A vitória desta terça-feira leva o Santos a 48 pontos. Com isso, o time da Vila Belmiro ganha uma posição e sobe do sexto para o quinto posto na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Para o São Caetano, a derrota é preocupante. O time do ABC paulista acumula seu terceiro revés em cinco partidas com o técnico Jair Picerni (que também obteve uma vitória e um empate) e estaciona nos 36 pontos ganhos.

O time do ABC, que perdeu oito de suas últimas dez partidas no Campeonato Brasileiro, se mantém na 15ª colocação e vê a zona de rebaixamento para a Série B cada vez mais perto.

“Ficamos em situação complicada, mas ainda dependemos só das nossas forças. Temos condições de reagir e podemos escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Precisamos apenas seguir trabalhando e acreditando”, declarou o zagueiro Gustavo.

O Santos volta a campo no próximo sábado, às 18h10, quando encara o Juventude fora de casa. O São Caetano terá mais tempo para descansar e só jogará na terça-feira, contra o Internacional, no estádio Anacleto Campanella.

O jogo
As duas equipes apostaram em ataques pesados (Cláudio Pitbull e Luizão no Santos e Somália e Dimba no São Caetano) para o duelo desta terça-feira. Com isso, a movimentação na frente ficou limitada desde o início do confronto.

Esta situação se intensificou no Santos. Isso porque o volante Zé Luís marcou Giovanni individualmente e não deu espaço para o camisa 10. Assim, Ricardinho (que atuava muito recuado) ficou com toda a responsabilidade de armar a equipe da casa.

Sem criatividade no meio-campo, o Santos pouco produziu. E o São Caetano demonstrou muita lentidão nos contra-golpes. Com isso, o primeiro tempo ficou bastante pobre em emoção.

Os únicos lances de perigo foram criados quando Giovanni conseguiu se livrar de Zé Luís. Aos 42min, o camisa 10 recebeu passe de Ricardinho na direita e finalizou de primeira. Luiz defendeu com os pés no meio do gol.

No lance seguinte, o meia lançou na direita para Luizão, que se livrou de Thiago e cruzou rasteiro. Ricardinho, dentro da pequena área, concluiu de primeira e mandou a bola à esquerda de Luiz. “Demos um pouco de espaço para eles no finalzinho e isso não pode acontecer. Precisamos ter mais atenção”, avisou o lateral-esquerdo Triguinho, da equipe visitante.

Preocupado com a falta de criatividade do meio-campo, o técnico santista, Nelsinho Baptista, trocou o lateral-direito Paulo César, que passou o primeiro tempo inteiro fazendo lançamentos longos, por Flávio.

Entretanto, a modificação não deu mais vivacidade ao confronto. Santos e São Caetano seguiram apresentando a mesma lentidão do primeiro tempo e pouco produziram depois do intervalo. “A marcação da equipe adversária foi muito forte. Só tivemos um pouco mais de espaço quando a equipe deles se desgastou um pouco”, analisou o meia santista Ricardinho.

Com tanta morosidade, o gol só poderia acontecer em um lance inusitado. Aos 10min, Giovanni lançou rasteiro para Luizão na esquerda. O centroavante ajeitou para trás e encontrou Cláudio Pitbull, que tentou o domínio na coxa e deixou a bola escapar. Wendell ficou com a sobra e chutou de primeira para inaugurar o marcador.

O gol poderia ter mudado o panorama da partida. Contudo, Wendell trocou agressões com o lateral-direito Alessandro no minuto seguinte e as duas equipes ficaram com dez homens em campo. Assim, voltou à lentidão inicial.

A situação só mudou quando Nelsinho Baptista colocou o atacante Basílio em campo. O jogador deu mais velocidade ao Santos e abriu espaço para Giovanni marcar o segundo. O camisa 10 recebeu lançamento de Germano aos 35min, invadiu a área e chutou de pé direito para definir o placar da partida.

Santos esqueceu a crise, diz Giovanni

Meia do Santos diz que equipe entrou na Vila Belmiro exclusivamente para vencer o Azulão nesta terça-feira.

Autor de um gol na vitória do Santos por 2 x 0 sobre o São Caetano nesta terça-feira, Giovanni disse que sua equipe não entrou em campo motivada pela anulação do clássico com o Corinthians, por parte do STJD.

Antes da partida desta noite, na Vila Belmiro, parte do elenco admitiu abatimento pela decisão do Tribunal em relação ao escândalo do apito protagonizado pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho.

O camisa 10 do Peixe foi o maior destaque da equipe no duelo com o Azulão, e um dos principais jogadores santistas a reclamar da anulação do clássico.

“Nos preocupamos apenas em entrar em campo e vencer o São Caetano. Esquecemos os problemas extra-campo, precisávamos vencer este jogo”, disse o meia.

A vitória levou a equipe alvinegra temporariamente à quinta posição na tabela do Campeonato Brasileiro, onde agora soma 48 pontos. O líder é o Corinthians com 53.

“Esta vitória era como uma obrigação para nós. Foram dois jogadores expulsos, um de cada lado, e o campo ficou grande. Dificultou para os dois lados, mas soubemos superar os problemas”, comentou.