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Atlético-GO 1 x 2 Santos

Data: 22/05/2010, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 3ª rodada
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia, GO.
Público: 4.669
Renda: R$ 137.380,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ).
Auxiliares: Cláudio José de Oliveira Soares e Marcelo Braz Mariano (ambos do RJ).
Cartões amarelos: Pituca, Róbston e Márcio Gabriel (A); Zé Eduardo, Alex Sandro, Arouca, Marcel e Felipe (S)
Cartão vermelho: Agenor (A).
Gols: Wesley (20-2), Zé Eduardo (26-2) e Boka (42-2).

ATLÉTICO-GO
Márcio; Márcio Gabriel (Juninho), Jairo, Gilson (Wescley) e Tiago Feltri; Agenor, Pituca, Ramalho e Róbston; Marcão e Keninha (Boka).
Técnico: Geninho

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley, Marquinhos e Zezinho (Rodriguinho); Zé Eduardo (Giovanni) e Marcel (Maikon Leite).
Técnico: Dorival Júnior



Santos bate Atlético-GO fora de casa e vence a primeira

Sem Robinho, Neymar, Paulo Henrique, André e Madson, time de Dorival fez 2 a 1 em Goiânia e manteve invencibilidade no Brasileirão.

Jogando sem boa parte de seus titulares, por conta de um episódio em que jogadores como Neymar, Paulo Henrique, André e Madson chegaram atrasados à concentração da equipe e foram imediatamente afastados, o Santos não se intimidou por atuar no Serra Dourada e derrotou o Atlético Goianiense, por 2 a 1, neste sábado. Robinho só deve voltar à equipe depois da Copa, pois já se apresentou à seleção brasileira que vai ao Mundial.

A partida, válida pela terceira rodada do Brasileirão, marcou a primeira vitória santista no torneio – antes o time havia empatado com Botafogo e Ceará. Na próxima rodada, o alvinegro praiano, que agora soma cinco pontos na competição, recebe o Guarani.

O jogo

Mesmo desfalcado de vários de seus titulares, casos de Paulo Henrique, Neymar e André – além do reserva Madson -, afastados por terem chegados atrasados à concentração na madrugada de quinta para sexta-feira, o Santos começou a partida dando sinais de que havia ido à Goiânia em busca de sua primeira vitória no campeonato.

Tanto que a primeira chance de gol do jogo foi dos santistas. Aos nove minutos, o meia Marquinhos quase surpreendeu o goleiro Márcio, ao bater direto uma cobrança de falta na lateral. Atento, o arqueiro do Atlético-GO evitou o gol.

Procurando dar sequência ao bom momento, o Peixe criou mais uma boa oportunidade aos 21, com Zé Eduardo. O meia-atacante, uma das novidades da equipe em Goiânia, fez boa jogada individual, driblando o seu marcador e cortando para o meio antes de finalizar, com força. Bem posicionado, Márcio novamente fez a defesa, antes do corte da zaga do Dragão.

Mas aos 26 foi a vez do Atlético-GO criar uma chance de gol. Os donos da casa desceram em rápido contra-ataque, até que a bola chegou ao lateral Tiago Feltri. O ala driblou Pará no domínio de bola, invadiu a grande área e bate com força para o gol. No reflexo, Felipe espalmou a bola para escanteio, evitando o gol dos goianos.

Antes do intervalo, o Dragão teve mais uma boa situação para abrir o placar. Aos 36, Marcão recebeu passe de Keninha, deixou Durval para trás e na hora da finalização, chutou cruzado, só que a bola saiu pela linha de fundo, próxima a trave direita de Felipe. Na volta para o segundo tempo, o técnico Geninho fez uma alteração, trocando um zagueiro por outro. Gilson deixou o confronto para a entrada de Wescley.

O Atlético-GO foi o primeiro time a fazer uma substituição no duelo, porém, foi o Alvinegro Praiano quem criou a primeira oportunidade de gol da etapa complementar. Aos cinco, Marquinhos cobrou a falta com força, a bola desviou na barreira e Márcio, outra vez, mostrou toda a sua agilidade para socar a bola e evitar o gol do Santos.

Bem na partida, Marquinhos mais uma vez resolveu tentar o gol. Com 13, o meia arriscou uma finalização de fora da área. Márcio se esticou todo para desviar a bola, que tocou na trave, assustando a torcida do Dragão.

Melhores em campo no segundo tempo, os santistas abriram o placar, aos 20 minutos. Marquinhos puxou contra-ataque e tocou para Wesley, que tirou o seu adversário da jogada, antes de chutar com força e precisão no ângulo esquerdo de Márcio, que nada pôde fazer para evitar o gol.

O Peixe poderia ter ampliado a sua vantagem no minuto seguinte, só que a arbitragem alegou toque de mão de Marquinhos no lance, antes da finalização. Mas sem se deixar abater, os alvinegros finalmente chegaram ao segundo tento. Aos 26, Alex Sandro fez boa jogada pela esquerda e tocou para trás. Zé Eduardo concluiu com precisão, fazendo 2 a 0 para os visitantes.

Tentando dar mais poderio ofensivo a sua equipe, Geninho trocou o lateral direito Márcio Gabriel pelo atacante Juninho. Outra alteração no ataque foi a saída de Keninha para a entrada de Boka. No Alvinegro Praiano, Dorival Júnior – que já havia colocado Maikon Leite no lugar de Marcel – fechou um pouco mais o time, ao tirar o meia-atacante Zezinho, colocando o volante Rodriguinho em sua vaga. Giovanni também entrou em campo, substituindo Zé Eduardo.

Contudo, apesar da vantagem no placar e de ter ficado com um a mais em campo – Agenor foi expulso, aos 39 -, os santistas permitiram ao Atlético-GO pressionar em busca de um resultado melhor. Isto porque, aos 42, Boka descontou. Animados pelo gol, os goianos tentaram o empate, porém, o Santos conseguiu segurar a vantagem construída e conquistou a sua primeira vitória na Série A do Brasileiro 2010.

Jogos inesquecíveis


Após derrota no Olímpico por 4 a 3, gremistas provocam santistas e levam um verdadeiro “baile” como resposta.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) reportagem do Globo Esporte.

Santos 3 x 1 Grêmio

Data: 19/05/2010, quarta-feira.
Competição: Copa do Brasil – Semifinal – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 13.896 pagantes
Renda: R$ 592.975,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e Dibert Pedrosa Moises (ambos Fifa-RJ).
Cartões amarelos: Léo e Rodriguinho (S); Ozéia, Hugo, Rafael Marques, Victor, Edílson, Willian Magrão e Willian (G).
Cartões vermelhos: Jonas e Rafael Marques (G); Edu Dracena (S).
Gols: Ganso (06-2), Robinho (24-2), Rafael Marques (29-2) e Wesley (40-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodriguinho, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Madson), Robinho (Bruno Aguiar) e André (Marcel).
Técnico: Dorival Jr.

GRÊMIO
Victor; Edílson, Ozeia, Rafael Marques e Joílson; Adílson, Willian Magrão (William), Hugo (Leandro) e Douglas; Jonas e Borges.
Técnico: Silas



Com três golaços, Santos vence Grêmio e avança para final da Copa do Brasil

Com três golaços (Ganso, Robinho e Wesley), o Santos venceu o Grêmio por 3 a 1 em um jogo tumultuado e avançou para a final da Copa do Brasil pela primeira vez na sua história.

O time da Vila Belmiro avançou na competição por ter feito 6 a 5 no placar agregado, já que perdeu o primeiro jogo no Olímpico por 4 a 3. O Santos enfrentará o Vitória (que superou o Atlético-GO por 4 a 0) na final, que será disputada depois da Copa do Mundo.

A prova de que o duelo foi tumultuado foi a quantidade de expulsões da partida. No final do jogo, os gremistas Rafael Marques e Jonas, além do santista Edu Dracena, foram obrigados a sair de campo.

O jogo

O Santos começou pressionando o Grêmio, tentando abafar o rival. Porém, afobado, o time da casa passou a errar muitos passes contra um adversário que começou perigoso no ataque.

Para tentar conter o ímpeto do Santos e do ‘caldeirão’ da Vila Belmiro, o Grêmio também buscou com sucesso cadenciar os passes, além de explorar os contra-ataques.

O jogo ficou muito parelho, com as duas equipes chegando com perigo ao gol do adversário. O Grêmio perdeu uma chance clara com Borges (chutou na rede pelo lado de fora), mas o Santos respondeu com Neymar (Victor fez grande defesa).

Com Ganso pouco inspirado e bem marcado, o Santos teve muitas dificuldades contra o Grêmio. Como o time da Vila Belmiro conseguiu evitar as chances do rival gaúcho, a primeira etapa terminou sem gols.

“Nós sabíamos da maneira que eles iam jogar. Tanto eu quanto meus companheiros erramos muitos passes. Agora é acertar no segundo tempo e fazer os gols”, disse Ganso na saída do intervalo. Segundo o Datafolha, o Santos errou 54 passes durante toda a partida, contra 38 do Grêmio.

Já o atacante Jonas saiu reclamando do suposto pênalti sofrido em lance com o zagueiro Edu Dracena. O jogador teve que trocar a sua camisa, pois ela ficou toda rasgada. “Brincadeira isso. O Dracena me puxou quando eu ia fazer o gol”, declarou.

“Pedi para adiantar a marcação. Quero ver o Santos jogando no campo do adversário e com mais tranquilidade”, disse o técnico santista Dorival Júnior na volta do intervalo. “Temos que manter a postura, pois o jogo está bom para nós. Se não levarmos gols nos 15min iniciais vai ficar mais fácil para a gente”, respondeu o treinador gremista Silas.

Mas os comandados de Dorival aparentemente ouviram melhor as suas instruções do que os de Silas, porque o Santos partiu para cima do Grêmio no segundo tempo e criou uma bela chance de gol com Robinho (Victor espalmou) até achar o seu aos 6min.

Ganso, até então apagado no jogo, caminhou pela esquerda e encheu a bomba, acertando o ângulo de Victor e abrindo o placar para o Santos.

Após o gol do Santos, o Grêmio ficou irritado com as marcações do árbitro Marcelo de Lima Henrique e deu sinais de descontrole. O time da casa, por sua vez, parecia mandar no jogo.

E com outro golaço, o Santos obteve uma vantagem mais confortável na partida. André ligou rapidamente para Robinho, que viu o goleiro Victor adiantado e tocou por cobertura aos 24min.

Mas cinco minutos depois, o Grêmio reagiu: Douglas cobrou falta na cabeça de Jonas. O goleiro Felipe deu rebote e Rafael Marques (em impedimento) marcou, recolocando o time gaúcho na briga pela vaga na final.

Depois do gol do Grêmio, os dois técnicos resolveram mexer. Silas colocou Willian no lugar de Willian Magrão e foi para o ataque. Dorival trocou André por Marcel.

O Santos perdeu outra boa chance de gol em ótima intervenção de Victor. Aos 35min, Neymar cruzou na cabeça de Robinho, que testou a queima-roupa e o goleiro espalmou.

Cinco minutos depois, saiu o gol que confirmou a classificação do Santos. Wesley saiu rapidamente no contra-ataque, fintou Adílson e Victor e tocou de esquerda para o gol vazio. Marcel ainda perdeu um gol feito, mas a classificação era do time da casa, para delírio dos torcedores que chegaram até a gritar olé.




Vídeos: (1) O vídeo que irritou os santistas e (2) a resposta em campo.



Santistas citam fita com provocação gaúcha como motivação e deixam campo esbravejando

Uma fita com uma provocação de um locutor gaúcho foi exibida aos jogadores do Santos minutos antes da semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio, na Vila Belmiro. O narrador fez brincadeira com os santistas, e teve o áudio reproduzido em uma edição de imagem elaborada pela comissão técnica alvinegra.

Após a vitória santista por 3 a 1, e a classificação à final da competição nacional, os jogadores santistas deixaram o campo demonstrando rancor com a atitude do locutor.

“Mostram uma porção de imagens, e tinha um narrador falando que íamos aprender a dançar o ‘elimination’. Foi uma postura infeliz, e isso acabou nos motivando. Mas está aí a resposta. Nada contra o Grêmio, que tem grandes jogadores, mas essa pessoa foi infeliz e esqueceu que ainda tinha o jogo aqui da Vila Belmiro ”, disse Robinho, que citou de maneira equivocada o locutor Pedro Ernesto, da “rádio Gaúcha”, de Porto Alegre, como o autor da provocação. Na verdade, a brincadeira foi ao ar na “rádio Bandeirantes” de Porto Alegre, ouça abaixo o áudio:

Além disso, circulou no You Tube um vídeo feito por torcedores do Grêmio. O material diz que o verdadeiro futebol é o praticado pelo tricolor gaúcho. O vídeo alterna gols e faltas duríssimas cometidas pelos jogadores gremistas.

“Fizeram um vídeo menosprezando o nosso time, dizendo que o verdadeiro futebol não é o que nós jogamos, mas a violência deles. Mostramos que o verdadeiro futebol é o nosso, com alegria”, disse Neymar.

“Vocês precisam só ouvir o que o cara falou. Tem que aprender a respeitar o Santos. Foi mexer com a gente e se deu mal”, esbravejou Léo.

Dorival Júnior buscou minimizar o teor da fita. “O que eu vejo é que no futebol o importante é o trabalho de campo. Vídeo, palestras, essas coisas são complementos. Com certeza o Silas também preparou alguma coisa e exibiu para seus jogadores”, comentou Dorival.

As declaração do treinador Silas chamando Neymar de “cai-cai” também foi respondida particularmente pelo atacante alvinegro.

“Todo mundo disse o que quis. O técnico deles (Silas) também falou um monte. Quem fala muito não faz nada”, desabafou Neymar.

O duelo de volta da semifinal começou a esquentar logo após o encerramento do primeiro jogo no estádio Olímpico quando presidente gremista, Duda Kroeff, festejou a vitória de virada por 4 a 3 provocando o adversário. “É de garra, que mostramos para o Brasil inteiro. O Santos agora sabe com quem está lidando. Vamos para lá para ganhar de novo”, disse Duda

“Tem que falar para o presidente do Grêmio que nós sabemos jogar futebol, e respeitar os outros. Menosprezaram e falaram muita besteira com os meninos da Vila. Respondemos dentro de campo”, destacou Paulo Henrique Ganso.

O zagueiro Edu Dracena também se mostrou rancoroso, e aproveitou a vitória santista para se vingar. “Os caras falaram muita coisa antes do jogo. Nós apresentamos o nosso cartão de visita, e agora eles vão voltar eliminados”, provocou Edu Dracena.


Vídeos: (1) Melhores momentos e (2) Reportagem do Globo Esporte.

Santos 3 x 1 Atlético-MG

Data: 05/05/2010, quarta-feira.
Competição: Copa do Brasil – Quartas de final – Jogo de volta
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 14.245 pagantes
Renda: R$ 278.478,00
Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Adson Márcio Lopes Leal (BA) e Belmiro da Silva (BA).
Cartões amarelos: Ricardinho, Diego Tardelli e Fabiano (A); Neymar (S).
Cartão vermelho: Fabiano (A)
Gols: André (16-1), Neymar (43-1) e Correa (45-1); Wesley (04-2).

SANTOS
Felipe; Pará, Durval, Edu Dracena e Léo (Alex Sandro); Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Zé Eduardo), Robinho e André (Marquinhos).
Técnico: Dorival Júnior.

ATLÉTICO-MG
Aranha, Carlos Alberto, Werley, Jairo Campos e Júnior (Marques); Zé Luis, Fabiano, Correa (Evandro) e Ricardinho (Leandro); Muriqui e Diego Tardelli.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Santos vence Atlético-MG, garante vaga à semifinal e volta a festejar na Vila

No duelo dos campeões estaduais nas quartas de final da Copa do Brasil, o Santos prolongou a comemoração pelo título paulista ao vencer o Atlético-MG, por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, e classificar-se à semifinal da competição. O placar agregado do confronto foi 5 a 4 para os santistas.

André, Neymar e Wesley foram os responsáveis pelos gols do Santos. O Galo marcou o seu com Correa, mas precisava de outro gol para levar a decisão da vaga aos pênaltis.

Na semifinal, o Santos encara o Grêmio. A ordem de mando das duas partidas será definida na tarde de quinta-feira. Do outro lado da chave, Atlético-GO e Vitória disputam uma vaga à final. A decisão da competição só acontecerá após a Copa do Mundo.

O clima de rivalidade era evidente no confronto após as provocações dos santistas a Vanderlei Luxemburgo durante a semana . O treinador foi recebido com hostilidade pela torcida santista. Os gritos de “mercenário” apimentavam ainda mais o duelo.

Com o 3 a 2 para o Atlético-MG, no jogo de ida, no Mineirão, o Santos entrou em campo precisando de uma vitória simples para passar de fase. Determinado, o time pressionou a saída de bola atleticana e aplicou um sufoco no início do jogo. O Galo sobrevivia na base dos “chutões” e pouco aparecia no campo ofensivo.

Com tanta pressão aplicada, o time da Vila chegou ao primeiro gol, aos 16 minutos, justamente em uma roubada de bola no campo defensivo do Atlético. Ganso foi o responsável pelo desarme. O meia rolou para Neymar na ponta esquerda da área, em posição irregular, e o camisa 11 cruzou para André desviar para o gol.

Após o gol sofrido, o Galo passou atuar com mais jogadores à frente da linha do meio-de-campo. Precisando de gols, o time comandando por Luxemburgo passou a assustar e chegou perto de marca o primeiro, aos 34 minutos, quando Diego Tardelli chutou a bola na trave.

O panorama do jogo mudou completamente, e o Santos passou a aproveitar os contra-ataques. Em um deles, puxado por Pará, aos 43 minutos, Robinho recebeu a bola na direita da área, e rolou para Neymar completar para o gol vazio.

A torcida santista estava animada, e preparada para festejar no intervalo. Porém, Correa diminuiu em chute forte de fora da área, aos 45 minutos, e deixou o estádio calado. O placar parcial de 2 a 1 garantia a classificação santista, pelos gols marcados fora de casa.

Para o segundo tempo, Vanderlei Luxemburgo sacou Ricardinho e colocou Leandro para ganhar velocidade. Rapidez quem teve foi o Santos, que marcou o terceiro logo aos 4 minutos. Wesley aproveitou passe de Edu Dracena, a surpresa na grande área, e chutou forte no meio do gol.

Luxa, então, partiu para nova substituição, colocando Evandro no lugar de Correa. Sem ver resultados práticos, o treinador atleticano gastou a última alteração aos 20 minutos, com a entrada de Marques no lugar de Júnior.

O Atlético-MG pouco ameaçava o Santos. O adversário, porém, era perigoso nos contra-ataques. Robinho perdeu a chance de carimbar a classificação, aos 31 minutos, ao perder ótima chance na frente de Aranha.

A tarefa santista de segurar o resultado foi facilitada com a expulsão de Fabiano, aos 37 minutos. O time mandante teve tranquilidade para tocar a bola nos minutos finais, e esperar o fim do jogo para festejar novamente.

Luxa desabafa, revela ameaça de morte por ajudar Robinho e diz que não volta ao Santos

Vanderlei Luxemburgo fez um pronunciamento após a desclassificação do Atlético-MG frente ao Santos. O treinador demonstrou profunda chateação pelas provocações dos santistas na véspera da partida, e pela maneira como foi recebido na Vila Belmiro. Luxa vê ingratidão por parte de seus ex-comandados, e elegeu Robinho como o principal vilão.

Luxemburgo comentou ter participado da formação do atleta, e o protegido em algumas oportunidades. O técnico revelou ter recebido ameaça de morte em Santos por evitar contatos de Robinho com um criminoso da cidade.

“O Robinho puxou um coro provocativo, e nunca vi tamanha ingratidão. Vocês sabem o que é “12”?. É uma arma. E foi dessa maneira que fui ameaçado por tentar protegê-lo. Em 2004, ele estava com muita amizade com um bandido, que depois foi preso, aqui de Santos. Ele ficava toda hora falando com ele no celular, e um dia, proibi ele de atender aos telefonemas. Esse bandido foi atrás de mim para tirar satisfação. Disse que tinha que fazer isso para deixar o Robinho pensando apenas no futebol”, revelou Luxa.

“Na época do sequestro da mãe dele (novembro de 2004) eu sempre fiquei do lado, dando apoio. Acho que não merecia esse tratamento. Me doei ao máximo”, complementou.

Luxemburgo já havia demonstrado sua irritação com Robinho ao comentar o episódio em que o atacante Robinho abaixou a bermuda de Diego na concentração da seleção brasileira, durante a preparação para o Pré-Olímpico de 2004. Após o jogo, o santista também deu demonstrou chateação pela lembrança.

“Fiz uma brincandeira com o Ney(mar), e o Vanderlei apelou sem necessidade. Não fiz isso para incentivar briga. Ele interpretou de maneira errada. Paciência”, disse Robinho.

Vanderlei Luxemburgo não foi cumprimentado por nenhum jogador santista antes ou depois da partida contra o Atlético-MG. Como também foi hostilizado por torcedores, que gritavam “mercenário” em sua entrada no estádio, o treinador tomou uma decisão radical.

“Nunca vi tanta ingratidão no futebol. Já estou decidido de que nunca mais volto ao Santos. Só virei à Vila como treinador adversário. Minha história nesse clube terminou hoje”, declarou Luxa, que teve quatro passagens como técnico do Santos. A última delas foi na temporada passada.

“Eles (jogadores do Santos) mostraram serem mesmo moleques. A molecagem dentro de campo, ganhando como fizeram hoje, é válida. A desrespeitosa, fora de campo, não. Eu não sou moleque como eles, e mereço respeito”, finalizou Luxa.

Ainda em campo, Neymar chegou a pedir, por intermédio de repórteres, desculpas ao treinador.

“Gostaria de dizer para o Vanderlei que ele foi como um pai para mim enquanto esteve aqui, e não tive a intenção de desrespeitá-lo. Quero pedir desculpas”, disse Neymar.


Vídeos: (1) Melhores momentos, (2) Reportagem do Globo Esporte e (3) do Fantástico.

Santo André 2 x 3 Santos

Data: 25/04/2010, domingo.
Competição: Campeonato Paulista – Final – Jogo de ida
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público total: 33.354
Renda: R$ 1.770.150,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Alberto Poletto Masseira.
Cartões amarelos: Rômulo e Toninho (SA); Wesley (S).
Cartão vermelho: Toninho (SA)
Gols: Bruno César (35-1); André (13-2), Wesley (17-2), Wesley (25-2) e Rodriguinho (38-2).

SANTO ANDRÉ
Júlio César; Cicinho, Cesinha, Toninho e Rômulo; Alê, Gil, Branquinho (Pio) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes
Técnico: Sérgio Soares.

SANTOS
Felipe; Pará (Madson), Edu Dracena, Durval e Léo; Wesley, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique (Zé Eduardo); Neymar (André) e Robinho.
Técnico: Dorival Júnior



Sem Neymar, Santos acorda, vira sobre o Santo André e amplia vantagem

Com 45 minutos de bom futebol no Pacaembu, na tarde deste domingo, o Santos aumentou a vantagem sobre o Santo André na disputa pelo título do Campeonato Paulista. Depois de um primeiro tempo irreconhecível, no qual sucumbiu diante da forte marcação adversária e sofreu um gol, a equipe da Baixada Santista acordou na etapa final e virou o placar para 3 a 2.

Neymar, uma das principais estrelas dos Meninos da Vila, saiu machucado no intervalo. André o substituiu, e o time de Dorival Júnior mudou o panorama da partida. Com o resultado, o Santos pode até perder por um gol de diferença no próximo domingo, no mesmo Pacaembu, que levantará a taça do Paulistão pela 18ª vez na sua história.

Bruno César abriu o placar aos 35min do primeiro tempo, André empatou aos 13min e Wesley virou com dois gols, aos 17min e aos 25min. O Ramalhão diminuiu, mesmo com um homem a menos, aos 38min, com Rodriguinho.

“Tínhamos uma vantagem, aumentamos, mas o Santo André provou ser forte”, comentou o lateral-esquerdo Léo, na saída do gramado. “Jogamos mal no primeiro tempo e levamos uma bronca do Dorival. Vocês [jornalistas] não imaginam o que escutamos. Com o Pacaembu todo nosso, não pode acontecer. Voltamos melhor, com movimentação, e viramos.”

“Perdemos muitos gols. Falaram que iriam golear fácil durante a semana, mas suaram para ganhar da gente. Marcamos forte, e tomamos gols em contra-ataques. Eu avisei que não podia dar espaço no contra-ataque”, respondeu o goleiro Júlio César, do outro lado.

“No segundo tempo, o Santos foi a cara de todo o campeonato. Se terminasse 3 a 1, seria muito melhor. Nossa equipe tem de aprender a cadenciar o jogo, não só ir para o ataque. Fica o aprendizado para o segundo jogo”, analisou Edu Dracena, criticando os alvinegros pelo gol sofrido no final.

O jogo

Com menos de cinco minutos, Santos e Santo André já tiveram três boas chances de abrir o placar. A primeira foi da equipe alvinegra. Neymar passou pelo marcador e tocou para Robinho. O camisa 7 rolou, Wesley invadiu a área e chutou forte. Júlio César espalmou.

O time do ABC respondeu em uma cobrança de escanteio. Felipe saiu mal do gol, e Toninho cabeceou por cima. Um minuto depois, Rodriguinho invadiu a área e bateu. O camisa 1 santista mandou pela linha de fundo.

O Santos passou a errar muitos passes no ataque, e o Santo André demonstrou mais eficiência para chegar ao gol de Felipe. O goleiro do time alvinegro realizou importantes defesas – a principal delas em um chute cruzado de Branquinho pelo lado direito do ataque.

Aos 29min, Neymar invadiu a área e caiu após disputa com o zagueiro do ABC. Depois de ser atendido fora de campo, voltou e os adversários pediram um amarelo por simulação. O árbitro Paulo César de Oliveira preferiu advertir o zagueiro Toninho por reclamação.

Na sequência do lance, Edu Dracena cometeu falta perto da área. Bruno César bateu no canto de Felipe. O goleiro do Santos pulou, mas não alcançou: 1 a 0.

A equipe do técnico Sérgio Soares continuou melhor, e Nunes desperdiçou a melhor chance de ampliar aos 45min. O camisa 9 recebeu na cara de Felipe e chutou para fora.

“Fomos superiores, mas não podemos vacilar. Precisamos voltar mais focados. Se terminar assim, está bom! Vamos seguir explorando a nossa velocidade”, comentou Branquinho na saída para o intervalo.

“Eles estão marcando muito forte, e a gente precisa se desvencilhar dessa marcação. É uma final, com os dois melhores times da competição. Temos condições de reverter a situação”, opinou o zagueiro Edu Dracena.

“O time se comportou bem, fechou o espaço e não deu espaço para o Santos criar. Se eles criaram, foi pouco, e tivemos mais chances”, opinou Sergio Soares. Entretanto, a história foi outra na etapa final.

Com um problema no olho, que atrapalhava sua visão, Neymar foi substituído no retorno para o segundo tempo por André. E o Santos despertou.

Apoiado pela torcida, o conjunto da Baixada Santista passou a pressionar. Ganso passou a buscar mais o jogo e comandou a linha ofensiva.

Aos 13min, o camisa 10 recebeu na área, foi ao fundo e cruzou no segundo pau. André apareceu sozinho e cabeceou para as redes.

Quatro minutos depois, André iniciou contra-ataque com um passe de calcanhar para Wesley. O camisa 9 tocou para Robinho, recebeu na frente, invadiu a área e bateu no canto direito de Julio Cesar: 2 a 1.

Aos 25min, Pará fez a assistência nas costas de Rômulo. Novamente Wesley invadiu a área e chutou cruzado. Júlio César ainda tocou na bola, mas não evitou o terceiro gol santista.

Aos 29min, Toninho foi expulso após falta em André. Apesar da vantagem no placar e numérica em campo, o Santos recuou e viu o time andreense crescer.

Aos 38min, Rômulo foi ao fundo e cruzou para trás. Gil pegou de primeira e acertou a trave. No rebote, Rodriguinho diminuiu: 3 a 2.

Santos 3 x 2 Paulista

Data: 04/03/2010, quinta-feira, 21h00.
Competição: Campeonato Paulista
Local: Estádio Dr. Jayme Cintra, em Jundiaí, SP.
Público: 8.033 pagantes
Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Herman Brumel Vani
Cartões amarelos: Willian Rocha e Bruno Formigone (P)
Gols: Barboza (02-1) e Wesley (26-1); Ganso (07-2), Julinho (11-2) e Robinho (24-2).

PAULISTA
Vinicius; Lucas, Eli Sabiá, William Rocha e Julinho (Rafael Martinho); Bruno Formigone, Rai, Baiano (Carlão) e Emerson (Marquinhos); Felipe Azevedo e Barboza
Técnico: Wagner Lopes

SANTOS
Felipe; Roberto Brum (Rodrigo Mancha), Edu Dracena, Durval e Léo (Madson); Arouca, Wesley, Marquinhos e Paulo Henrique; Neymar (Robinho) e André
Técnico: Dorival Júnior



Em partida difícil, Robinho desequilibra e Santos bate Paulista

Líder do Paulistão saiu atrás, foi pressionado mas conseguiu a nona vitória seguida no torneio graças ao camisa 7

Em uma partida equilibrada, o Santos conseguiu a sua nona vitória consecutiva no Campeonato Paulista – a décima no total na temporada. Mesmo com dificuldades, o Peixe contou com a atuação decisiva de Robinho, que começou a partida contra o Paulista de Jundiaí, nesta quinta-feira, no Estádio Jayme Cintra, no banco de reservas. O atacante entrou em campo na parte final do jogo e desequilibrou, marcando o gol do triunfo de 3 a 2 sobre o Galo da Japi.

Com mais uma vitória na competição, os santistas seguem líderes absolutos do Paulistão.

O jogo

O Paulista de Jundiaí começou a partida tentando surpreender os visitantes. E com bastante velocidade, principalmente na troca de bolas, conseguiu o seu objetivo para o início do jogo: abrir o placar.

Logo aos dois minutos, após um passe vindo da direita para Felipe Azevedo, a zaga do Santos vacilou e a bola sobrou para Barboza. Com tranquilidade, o avante tocou na saída do goleiro Felipe, inaugurando o marcador para o Galo da Japi.

Animado com a vantagem no placar, o Paulista quase ampliou. Após levantamento da esquerda, novamente Barboza apareceu frente a frente com Felipe, mas acabou errando a bola e desperdiçando a oportunidade de anotar o segundo gol de sua equipe.

Procurando reagir, o Peixe assustou aos 10 minutos. Wesley desceu pela direita, cortou a marcação, só que na hora da finalização, o arremate foi desviado pela zaga jundiaiense, saindo pela linha de fundo. Mas se na primeira Wesley não marcou, na segunda chance, o meia não perdoou. Outra vez em boa jogada pela direita, Wesley recebeu a bola, limpou o zagueiro rival e bateu com perfeição, no canto direito de Vinícius, deixando tudo igual no Jayme Cintra: 1 a 1.

Depois do gol de empate dos santistas, o Paulista ainda teve duas oportunidades para ir ao intervalo em vantagem. Na primeira, aos 37, o lateral direito Lucas soltou a bomba de fora da área e quase surpreendeu Felipe. Na segunda, aos 44, Emerson puxou um rápido contra-ataque e serviu o zagueiro Eli Sabiá. O defensor, ex-Santos, chutou a bola na rede, mas pelo lado de fora, quase marcando o segundo gol dos jundiaienses.

Sem apresentar o futebol de jogos anteriores, o Alvinegro Praiano voltou diferente para o segundo tempo. Com mais consistência em campo, o Santos conseguiu a virada, logo no começo da etapa complementar. Na última de uma sequência de três escanteios, aos sete, Paulo Henrique se antecipou ao arqueiro Vinícius e de cabeça, mandou a bola para o fundo das redes, marcando o segundo gol do time da Vila Belmiro. Este foi o quinto tento de Ganso no Paulistão.

No entanto, quando parecia que o Peixe teria mais tranquilidade para jogar, com a vantagem no marcador, o Galo da Japi não desistiu e foi buscar o empate. Aos 11, depois de uma cobrança de escanteio, a zaga santista afastou parcialmente e, no bate-rebate, a bola sobrou para Julinho empatar o confronto.

Robinho desequilibra – Se a partida estava difícil, com o Paulista em cima dos visitantes e buscando o terceiro gol, o técnico Dorival Júnior resolveu ousar. O treinador sacou o jovem Neymar e promoveu a entrada de Robinho, que começou o duelo no banco de reservas, pois chegou ao Brasil apenas nesta quinta, pela manhã, após participar da vitória da seleção brasileira sobre a Irlanda, por 2 a 0, na última terça, em Londres.

A substituição do artilheiro alvinegro no Estadual deixou alguns torcedores insatisfeitos, mas na prática, a alteração deu resultado. Como Neymar não conseguiu repetir diante do Galo da Japi a exibição de jogos anteriores, coube ao ‘Rei das Pedaladas’ resolver a disputa.

E ele o fez, aos 24 minutos. Robinho recebeu um passe de costas para Willian Rocha, fez o rodopio, gingou duas vezes na frente do defensor e chutou. Antes de entrar, a bola bateu no travessão: 3 a 2 para o Santos em Jundiaí. Este foi o quarto gol do camisa 7 no Campeonato Paulista.

Inspirado, Robinho quase deixou a sua marca mais uma vez. Aos 32, depois de um cruzamento vindo da direita, o atacante tentou completar para o gol, porém, levou azar e a bola acabou explodindo no travessão.

O Peixe ainda teve uma boa chance para balançar as redes rivais com o zagueiro Durval, mas um zagueiro do Galo da Japi evitou o gol. Desta forma, com o ‘Rei das Pedaladas’ segurando o ímpeto adversário, os santistas garantiram mais uma vitória e a liderança isolada do Estadual.