Navegando Posts marcados como Zé Eduardo

Santos 3 x 0 Mirassol

Data: 19/01/2011 – 19h30
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 2ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 12.496 torcedores
Renda: R$ 303.905,00
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva
Cartões amarelos: Magal e Xuxa (M).
Gols: Maikon Leite (27-1); Zé Eduardo (02-2) e Zé Eduardo (30-2).

SANTOS
Rafael; Jonathan (Possebon), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano; Pará e Elano; Robson (Moisés); Maikon Leite (Keirrison) e Zé Eduardo
Técnico: Adilson Batista

MIRASSOL
Fernando Leal; Samuel (Otacílio), Gustavo, Dezinho e Renato (Diego); Jairo; Magal e Esley; Xuxa; Wellington Amorim e Marcelinho (Leandro Almeida)
Técnico: Ivan Baitello



Dupla reserva de atacantes brilha de novo e Santos vence fácil o Mirassol

Assim como na estreia diante do Linense, Zé Eduardo e Maikon Leite voltaram a comandar um triunfo do Santos. Desta vez, a vítima foi o Mirassol, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, pela segunda rodada do Campeonato Paulista. O alvinegro venceu o jogo por 3 a 0, com todos os gols marcados pelos atacantes com os dias contados no clube. Ainda sem Neymar, eles estão dando conta do recado.

Zé, autor de dois gols, é alvo do Genoa-ITA, e aguarda a oficialização de uma proposta para negociar a permanência, ou não, no Santos. Já Maikon Leite, que abriu o triunfo contra o Mirassol, tem ida agendada para o Palmeiras no dia 24 de junho. O alvinegro tenta arranjar maneiras de invalidar o pré-contrato.

“Já deixei claro e não vou falar toda a hora: o meu desejo é ficar. Acontece que tem uma proposta do Genoa (da Itália), e deixei claro que o que for melhor para o Santos, e para mim, será feito. Espero que me valorizem para que eu fique”, disse Zé Eduardo.

“Até o dia 23 de junho vou cumprir normalmente. Depois, o futuro a Deus pertence”, destacou Maikon Leite.

A partida foi disputada na capital, já que a Vila Belmiro está fechada devido às obras para troca de gramado. Com o triunfo, o Santos acumula agora 6 pontos em dois jogos. Já a equipe do interior do estado está com 3 pontos.

Na terceira rodada da competição, o Santos encara o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, domingo, às 17h. Já o Mirassol joga sábado, às 19h30, diante do Mogi-Mirim, fora de casa.

O duelo Santos x Mirassol marcou a reestreia de Elano pelo Santos, e o meia manteve o hegemônico histórico no Pacaembu. Ele venceu as seis partidas que disputou no local defendendo o alvinegro.

Elano foi participativo. Cobrou quase todos os lances de bola parada, e atuou os 90 minutos de jogo. O grande lance da principal contratação santista em 2011 foi o passe para o segundo gol do time, marcado por Zé Eduardo.

O gol em questão foi marcado logo no início do segundo tempo. Antes disso, na primeira etapa, Maikon Leite marcou o primeiro gol, aos 27 minutos. O atacante recebeu passe de Jonathan, que fez a estreia no Santos, driblou o goleiro, e tocou para o fundo do gol.

A equipe comandada por Adilson Batista não massacrou o adversário, e até levou alguns sustos, mas demonstrou extrema competência ofensiva, e já soma sete gols, em dois jogos no ano – venceu o Linense, por 4 a 1, na estreia.

Diante do Mirassol, Adilson foi mais precavido, armou o time no esquema 4-4-2, deixando Keirrison no banco. O atacante só foi colocado em campo, aos 33 minutos do segundo tempo, no lugar de Maikon Leite.

Pouco antes disso, aos 30 minutos, Zé Eduardo, fechou o triunfo santista marcando novamente. Ele e Maikon Leite dividem a artilharia do Santos no ano, com três gol cada. Com isso, o alvinegro está pressionado, e precisa lutar pela permanência da dupla, até então, considerada provisória.

Internacional 1 x 1 Santos

Data: 30/10/2010, sábado, 16h00.
Competição: Campeonato Brasileiro – 32ª rodada
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, RS.
Público: 29.565
Renda: R$ 459.005,00
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC).
Auxiliares: Carlos Berkenbrock e Marco Antônio Martins (ambos de SC).
Cartões amarelos: Guiñazu, D’Alessandro (I); Rodriguinho, Zé Eduardo (S).
Gols: Zé Eduardo (33-2) e Leandro Damião (36-2).

INTERNACIONAL
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu, Wilson Matias, D’Alessandro e Giuliano (Andrezinho); Rafael Sobis (Edu) e Alecsandro (Leandro Damião).
Técnico: Celso Roth

SANTOS
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca (Rodriguinho), Roberto Brum, Danilo e Alan Patrick (Marquinhos); Zé Eduardo e Neymar.
Técnico: Marcelo Martelotte



Inter e Santos empatam no Sul e vêem título mais distante

Empate no Beira-Rio deixou rivais a oito pontos do líder Fluminense faltando apenas seis rodadas para o final do Campeonato Brasileiro

Um resultado que não adiantou para ninguém. Com um empate por 1 a 1 no Beira-Rio, Internacional e Santos foram a 49 pontos, permaneceram com o quarto e quinto lugares na tabela de classificação e viram a distância para o líder Fluminense (que era de seis pontos antes da 32ª rodada) subir para oito pontos a apenas seis jogos do final do Brasileirão-2010.

Destaques da partida, os goleiros Renan e Rafael só foram superados no segundo tempo. Quando o jogo já parecia se encaminhar para um 0 a 0, Zé Eduardo abriu o placar para a equipe paulista aos 33 minutos, em belo chute no ângulo direito de Renan. A resposta dos anfitriões, porém, não demorou. E três minutos depois o empate veio com Leandro Damião, que havia entrado poucos minutos antes.

Na próxima rodada, o Internacional volta a jogar em Porto Alegre, recebendo o líder Fluminense às 19h30 de quarta-feira no Beira-Rio. Já o Santos joga no mesmo dia e horário contra o Vitória, na Vila Belmiro.

O jogo

Logo aos três minutos, o Inter exigiu uma ótima defesa do goleiro Rafael. Guiñazu recebeu cruzamento da direita de Rafael Sobis, dominou, invadiu área e chutou cruzado, mas o camisa um santista estava bem posicionado e conseguiu espalmar e afastar o perigo.

Não demorou e o Santos respondeu, dando trabalho também para o goleiro Renan, do Inter. Aos seis minutos, Neymar arrancou bem pela direita, tabelou com Zé Eduardo e saiu sozinho, cara a cara com o goleiro. Mas na hora da conclusão, o atacante santista acabou batendo fraco, o que facilitou a defesa.

Ainda antes dos quinze minutos, cada equipe teve mais uma ótima chance. Pelo Inter, D`Alessandro, Giuliano e Guiñazu fizeram bela troca de passes pela esquerda e Giuliano chutou colocado, mas a bola saiu acima da meta santista. Pouco depois o Santos respondeu com Danilo, que acertou chute forte da direita da grande área, bem defendido por Renan.

A primeira etapa seguiu com as duas equipes alternando bons momentos no ataque, mas sempre sofrendo com a forte marcação e, quando conseguiam concluir, as jogadas paravam nas mãos dos dois goleiros, ambos em tarde inspirada. Aos 30 minutos, o Santos perdeu o volante Arouca. Com dores na coxa esquerda, ele foi substituído por Rodriguinho.

Nos minutos seguintes, aconteceram os dois principais lances do primeiro tempo. Aos 34, Wilson Matias chutou no travessão santista. Rafael Sobis ainda pegou o rebote, mas chutou por cima do gol, desperdiçando a chance de abrir o placar para os anfitriões. E aos 39, Edu Dracena ganhou no alto do goleiro Renan e cabeceou. O lateral-direito Nei tirou de bicicleta, mas os jogadores santistas reclamaram muito, dizendo que a bola havia passado pela linha.

As equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo e o ritmo do jogo também permaneceu semelhante ao da primeira etapa. A primeira grande chance, novamente, foi do Inter. Kleber cruzou da esquerda, Bolívar subiu mais que a defesa santista para cabecear e o goleiro Rafael precisou se esticar muito para fazer a defesa.

Antes dos 20 minutos, o técnico Marcelo martelotte, do Santos, gastou as duas outras alterações às quais tinha direito, colocando Marquinhos no lugar de Alan Patrick e Alex Sandro no lugar de Léo. Do lado gaúcho, Celso Roth promoveu a entrada de Edu e Andrézinho e tirou Rafael Sóbis e Giuliano, respectivamente.

Aos 24, mais um lance polêmico. Na ponta direita da grande área do Internacional, Neymar prendia a bola enquanto era agarrado pelo lateral Kleber. O atacante tentou tabelar com Marquinhos, mas ainda estava seguro pelo defensor e caiu dentro da área, mas o árbitro Paulo Godoy Bezerra ignorou e não marcou o pênalti.

Pouco menos de dez minutos depois, no entanto, os visitantes conseguiram o gol que abriu o placar. Zé Eduardo recebeu na esquerda do ataque santista, invadiu a área do Internacional e bateu com força no ângulo direito de Renan, que não teve chance de defesa.

Os últimos minutos foram de tudo ou nada para o Inter. Com Leandro Damião no lugar de Alecsandro, os donos da casa foram para cima buscando o gol de empate. E foi justamente o atacante recém-saído do banco quem empatou. Após cruzamento de Kleber da esquerda, ele cabeceou e Rafael não conseguiu evitar o gol que definiu o empate ruim para as duas equipes.

São Paulo 4 x 3 Santos

Data: 17/10/2010, domingo, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 30ª rodada
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo, SP.
Público: 23.791 pagantes
Renda: R$ 684.279,59
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Marcio Luiz Augusto (SP).
Cartões amarelos: Jean, Dagoberto, Richarlyson, Alex Silva e Ricardo Oliveira (SP); Danilo, Pará, Edu Dracena e Felipe Anderson (S).
Cartão vermelho: Richarlyson (SP).
Gols: Alan Patrick (04-1), Dagoberto (06-1), Dagoberto (16-1) e Pará (18-1, contra) e Zé Eduardo (20-1); Neymar (25-2) e Jean (47-2).

SÃO PAULO
Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas (Renato Silva) e Fernandinho (Diogo); Dagoberto (Marlos) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTOS
Rafael; Pará (Maranhão); Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Roberto Brum (Felipe Anderson), Danilo e Alan Patrick (Breitner); Zé Eduardo e Neymar.
Técnico: Marcelo Martelotte



Em clássico eletrizante, São Paulo vence o Santos por 4 a 3 no Morumbi

Partida teve cinco gols no primeiro tempo. Gol da vitória do São Paulo saiu aos 47 minutos do segundo tempo, com Jean, de cabeça.

São Paulo e Santos protagonizaram um verdadeiro espetáculo no Morumbi neste domingo. O clássico teve definição do resultado nos acréscimos do segundo tempo: 4 a 3 para o São Paulo. Dagoberto duas vezes, Pará, contra, e Jean, aos 47 minutos do segundo, marcaram os gols são-paulinos. Para o Santos, Alan Patrick e Zé Eduardo, no primeiro tempo, e Neymar, de pênalti, no segundo, descontaram.

Com o resultado, o Santos não conseguiu ultrapassar o Corinthians, terceiro colocado. O time da Vila Belmiro fica com 48 pontos, dois atrás do rival ao título. Já o São Paulo foi a 44 pontos e subiu uma posição na tabela. Está em 9º lugar, seis pontos atrás da faixa que dá a vaga à Libertadores de 2011.

O clássico do Morumbi começou com todos os ingredientes de um grande jogo. Com vontade de atacar, São Paulo e Santos foram logo se lançando ao gol adversário e esse ímpeto resultou em um verdadeiro espetáculo. Em 20 minutos de jogo, cinco gols.

Logo aos quatro minutos Neymar fez ótima jogada pelo lado esquerdo do ataque santista e rolou para Zé Eduardo chutar. O atacante acertou bem na bola, mas Rogério Ceni falhou. O goleiro são-paulino deu rebote e Alan Patrick tocou par ao gol.

O gol que poderia frear as pretensões do São Paulo só fez com que o time do Morumbi fosse mais ainda para o ataque. Com uma proposta ofensiva clara já na escalação de Paulo César Carpegiani, que optou pelo quarteto Lucas, Fernandinho, Dagoberto e Ricardo Oliveira, o São Paulo pressionou por todos os lados do ataque e conseguiu a virada de forma fulminante.

Aos seis minutos, Miranda fez ótima jogada na direita, se livrou da marcação de Danilo e mandou para o meio da área. Ricardo Oliveira cabeceou fraco em direção à pequena e Dagoberto se antecipou à chegada do goleiro Rafael para tocar também de cabeça para o gol.

A arma do treinador são-paulino para intimidar o envolvente ataque santista era clara. Atacar com mais força. E no primeiro tempo, o São Paulo se deu bem com essa postura. Dagoberto, Lucas e Fernandinho formavam um trio que se movimentava muito à frente da área santista deixando os volantes Roberto Brum e Arouca vendidos na marcação. Mais à frente, Ricardo Oliveira fez bem o papel de pivô e criou mais problemas para a defesa santista.

O gol da virada do São Paulo, aos 16 minutos do primeiro tempo aconteceu assim. Ricardo Oliveira saiu um pouco da área e lançou Fernandinho pelo lado esquerdo do campo de ataque são-paulino. O atacante fez ótima jogada para cima de Pará que não freou o avanço do são-paulino. Fernandinho tocou a bola rasteira para Ricardo Oliveira lançar para Dagoberto tocar de cabeça. Rafael saiu mal do gol mais uma vez e o atacante fez mais um, seu sexto gol no Brasileirão.

Dagoberto também teve participação decisiva no terceiro gol são-paulino. Dois minutos depois de conseguir a virada para sua equipe, o atacante conduziu a bola com habilidade e entrou na área santista. O lateral-direito Pará chegou firme para impedir o chute de Dagoberto, mas acabou se dando mal. O santista tocou a bola no ângulo do gol de Rafael e fez contra.

A blitz são-paulina, que chegou a três gols em 12 minutos, parou ali. Com o placar favorável, o São Paulo diminuiu o ritmo. Só não esperava que logo aos 20 minutos o Santos já voltasse com tudo e diminuísse a desvantagem. Pará tentou se redimir e puxou o ataque santista pelo lado direito. O lateral passou bem por Miranda e cruzou rasteiro para Zé Eduardo marcar o segundo gol santista.

O começo de jogo veloz e com as duas equipes abertas deu lugar a duas equipes mais cautelosas. O primeiro tempo terminou com os rivais mais comedidos no ataque.

No segundo tempo, Carpegiani deixou um pouco a ousadia no vestiário e voltou com um jogador do seu trio de meias a menos. Lucas foi substituído pelo zagueiro Renato Silva. E com isso o Santos cresceu. Com a mesma postura do primeiro tempo, o Santos foi melhor no reinício de jogo.

Com um zagueiro a mais, o São Paulo atraiu o Santos. Richarlyson perdeu a cabeça aos 12 minutos e foi expulso. Com um a mais, o Santos pressionou e conseguiu o empate aos 25 minutos. Neymar invadiu a área e foi derrubado por Alex Silva. Ele mesmo bateu o seu primeiro pênalti desde a polêmica em que se envolveu na partida contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro e que culminou na demissão de Dorival Júnior. Firme, no ângulo, Neymar marcou.

Dois minutos depois, Ricardo Oliveira fez boa jogada pelo lado esquerdo da defesa santista e cruzou rasteiro para o meio da área. Dagoberto fez o corta-luz para Jean, mas o lateral desperdiçou uma chance clara. Chutou muito longe do gol.

O lateral teve a chance de se redimir aos 47 minutos do segundo tempo e não falhou. Marlos cruzou da direita e Ricardo Oliveira, livre, cabecear para grande defesa de Rafael. No rebote, Jean só teve o trabalho de empurrar para o gol e coroar a vitória são-paulina, a terceira em três jogos de Carpegiani à frente do time.

No próximo domingo, o São Paulo enfrenta o Ceará no Castelão, em Fortaleza. Já o Santos encara o Prudente na Vila Belmiro também no domingo. Pará será o desfalque pelo terceiro cartão amarelo recebido no Morumbi.

Santos 2 x 0 Atlético-PR

Data: 09/10/2010, sábado, 18h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 29ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 8.417 pagantes.
Renda: R$ 230.165,00
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ).
Cartões amarelos: Neymar, Maranhão e Arouca (S); Rhodolfo (A).
Gols: Maranhão (18-2) e Zé Eduardo (20-2).

SANTOS
Rafael; Pará (Maranhão), Vinicius Simon, Durval e Léo; Arouca, Roberto Brum, Danilo (Alex Sandro) e Alan Patrick (Breitner); Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Marcelo Martelotte.

ATLÉTICO-PR
João Carlos, Elder Granja, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Olberdam (Clayton), Branquinho e Paulo Baier (Netinho); Iván González e Nieto (Thiago).
Técnico: Sérgio Soares



Santos vence o Atlético-PR e mantém sonho do título brasileiro

Com um jogo a menos, santistas ganham em casa e sobem três posições na classificação. Neymar deu assistência e sofreu pênalti.

O Santos venceu o Atlético-PR por 2 a 0, neste sábado, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, subiu três posições na classificação, e continua sonhando com o título da competição. A vitória contou com a “estrela” do técnico interino Marcelo Marcelo Martelotte, que colocou Maranhão na vaga de Pará. Um minuto depois de entrar no jogo, o lateral santista fez o gol que abriu o marcador.

Maranhão ainda deu a assistência para Neymar, que invadiu a área e sofreu o pênalti. O camisa 11, que brigou com Dorival Júnior porque foi proibido de bater um pênalti na competição, não quis bater e foi ao local da cobrança apenas para dar apoio a Zé Eduardo, que bateu e marcou o segundo gol do Santos.

Com a vitória diante do Atlético-PR, o Santos chega a 45 pontos e ultrapassa o adversário deste sábado na tabela de classificação, chegando a quarta colocação. Porém, os santistas podem cair uma posição nesta rodada, já que o Internacional, que soma 44 pontos, joga neste domingo, contra o Atlético-MG, em Porto Alegre.

Depois de enfrentar os paranaenses, o Santos joga contra o Internacional-RS, na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), na Vila Belmiro (jogo adiado da 13ª rodada, a pedido do clube gaúcho, que disputava a fase final da Copa Libertadores da América). Já o Atlético-PR joga contra o Goiás, no próximo sábado, em Curitiba.

O jogo

A partida começou com bastante velocidade e o Atlético-PR saindo para o ataque. Em cinco minutos, a bola chegou duas vezes dentro da área para o centroavante Nieto finalizar. Porém, o atacante foi travado na primeira oportunidade e chutou por cima do gol na segunda tentativa.

Aos dez minutos, o Santos chegou ao ataque pela primeira vez. Alan Patrick tocou para Léo, que viu Zé Eduardo livre na marca do pênalti. O atleta dividiu com Paulinho e caiu dentro da área. O atacante pediu pênalti, mas o juiz não marcou. Um minuto depois, o mesmo Zé Eduardo recebeu na direita e fez o gol, mas estava em posição de impedimento.

Os donos da casa só voltaram a assustar o goleiro João Carlos aos 24 minutos. Roberto Brum chutou de fora da área, a bola desviou na zaga, mas o goleiro se recupera e espalma para escanteio. Aos 27 minutos, Danilo deixa o campo lesionado para a entrada de Alex Sandro. Dois minutos depois, o Atlético-PR deu o troco. Barnquinhos chutou forte de fora da área e Rafael salvou o Santos, jogando a bola para escanteio.

Porém, no contra-ataque do escanteio, Neymar fez a jogada mais bonita do jogo. O camisa 11 driblou três marcadores, chutou rasteiro e o goleiro defendeu com os pés. Após a saída de Danilo, o Santos perdeu na marcação e no apoio ao ataque do lado direito. Sendo assim, o Atlético forçou as jogadas pelo esquerdo do ataque e quase abriu o marcador no final do primeiro tempo, com dois cruzamentos do lado esquerdo, que foram cortados pela zaga santista.

O segundo tempo começou como o primeiro, com muita velocidade das duas equipes. Logo no inicio, Gonzáles dribla o zagueiro Durval e cai na área. O atacante pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir o jogo. O Santos respondeu aos dez minutos. Alex Sandro invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado rasteiro, a bola passou raspando a trave.

Aos 17 minutos, Martelotte tirou Pará para a entrada de Maranhão. Um minuto depois, brilhou a “estrela” do interino. O lateral tabelou com Neymar e chutou rasteiro para abrir o marcador. Logo em seguida, aos 19 minutos, Maranhão voltou a tabelar com Neymar do lado direito. O camisa 11 invadiu a área e foi derrubado. O árbitro marcou o pênalti.

A torcida pediu para Neymar fazer a cobrança. O atleta foi a marca do pênalti apenas para dar apoio ao atacante Zé Eduardo, que bateu e fez o segundo o gol do Santos. Após sofrer dois gols, o técnico Sérgio Soares fez duas substituições: tirou Paulo Baier e Nieto para as entradas de Thiago e Netinho, respectivamente. No Santos, saiu Alan Patrick para a entrada de Breitner. Nos minutos finais, os paranaenses ainda fizeram mais uma alteração: Clayton entrou na vaga de Olberdam. No entanto, o Atlético não conseguiu o empate e viu o jogo acabar com a torcida santista gritando olé.

Fluminense 0 x 3 Santos

Data: 06/10/2010, quarta-feira, 19h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 28ª rodada
Local: Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, RJ.
Público: 11.723 pagantes
Renda: R$ 313.515,00
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF) (Fifa-RS).
Auxiliares: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Marrubson Freitas (DF).
Cartões amarelos: Valencia, Andre Luis e Rodriguinho (F); Vinícius Simon, Léo e Roberto Brum (S).
Gols: Zé Eduardo (11-2), Zé Eduardo (29-2) e Zé Eduardo (42-2).

FLUMINENSE
Rafael; Marquinhos, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Valencia, Marquinho (Andre Luis) e Conca; Rodriguinho e Washington (Fred).
Técnico: Muricy Ramalho

SANTOS
Rafael; Pará, Vinícius Simon, Durval e Léo; Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick (Alex Sandro); Neymar e Zé Eduardo (Felipe Anderson).
Técnico: Marcelo Martelotte



Em noite de Zé Eduardo, Santos vence o líder Fluminense dentro do Engenhão

Zé Eduardo marcou os três gols na vitória por 3 a 0 sobre o líder do Brasileiro, que jogou em seus domínios. Derrota do Corinthians manteve Flu na ponta

O Santos já está classificado para a Copa Libertadores do ano que vem e tem poucas chances de conquistar o título do Campeonato Brasileiro este ano. Mas nem assim deve ser tratado como um adversário qualquer e pode se transformar num termômetro para quem tem maiores aspirações. Nesta quarta-feira, no Engenhão, o Fluminense sofreu com talento dos “Meninos da Vila” e saiu do estádio com uma derrota por 3 a 0, com direito à dancinha de Neymar e Zé Eduardo, autor dos três gols.

O Fluminense segue com 52 pontos, e teve a liderança ameaçada, pois o Corinthians, com 49, ainda jogaria contra o Atlético-MG, em Minas Gerais, na sequência da rodada. Porém, o time mineiro ganhou de virada, por 2 a 1, e manteve o Flu na ponta. Entretanto, o Corinthians tem um jogo a menos, pois enfrenta o Vasco em partida adiada do primeiro turno, no próximo dia 13.

O jogo

No gramado melhorado do Engenhão, a expectativa era de um jogo aberto, com chances de gols para os dois lados. Apesar da disposição ofensiva, a primeira boa oportunidade apareceu apenas aos sete minutos. Rodriguinho recebeu lançamento pela direita e chutou cruzado para boa defesa de Rafael. O jogo ganhou em emoção, mesmo que o Santos faça mera figuração no Campeonato Brasileiro no momento.

O goleiro Rafael, do Santos, teve trabalho para segurar o ataque do Fluminense. Aos 12, ele fez ótima defesa em cobrança de falta de Marquinho. No contra-ataque, a resposta em jogada de Alan Patrick, que o Rafael do Fluminense salvou.

Zé Eduardo fazia o papel de centroavante no time santista e dava trabalho aos zagueiros do Fluminense. Aos 25, ele chutou com perigo, depois da jogada de Alan Patrick e Neymar. A chance mais clara de gol caiu justamente nos pés de Conca. O argentino ficou livre em cobrança de escanteio de Marquinho, substituto de Deco, machucado, mas chutou por cima, aos 28.

Zé Eduardo pelo Santos e Carlinhos pelo Fluminense ainda tiveram boas chances de marcar, mas desperdiçaram. O primeiro tempo ficou no 0 a 0, com Fred na expectativa do momento de ser chamado pelo técnico Muricy Ramalho, depois da lesão sofrida no dia 25 de julho, que o deixou fora dos gramados por mais de dois meses.

Empolgação tricolor

E Fred voltou para o segundo tempo na vaga de Washington, ovacionado pela torcida do Fluminense no Engenhão. “O Fred vai te pegar”, cantavam os tricolores, que se empolgaram com a presença do atacante no time e passaram a apoiar os jogadores. Aos três minutos, ele deu bom passe de calcanhar para Conca, que chutou nas mãos de Rafael.

Mas a festa pela volta de Fred durou pouco. Aos 11 minutos, em ótimo passe de Alan Patrick, Neymar chutou duas vezes na trave e, na sobra, Zé Eduardo, com uma bicicleta improvisada conseguiu mandar a bola para o fundo da rede de Rafael e assim colocar o Santos na frente.

Aos 13, Rodriguinho quase empatou o jogo, depois do cruzamento de Marquinho. Depois, aos 17, o Fluminense balançou a rede, mas o zagueiro Leandro Euzébio estava impedido e a jogada foi anulada pelo assistente Enio Ferreira de Carvalho. Carlinhos acertou a trave aos 21 e a torcida cresceu com o time no jogo.

Mas, apesar da pressão do Fluminense, quem fez o gol foi o Santos. Aos 29 minutos, Zé Eduardo aproveitou a bobeira da defesa e chutou sem chance para o goleiro Rafael. Aos 42, o mesmo Zé Eduardo fez mais um em jogada de Alex Sandro, garantindo a vitória do Santos, que chega aos 42 pontos, com um jogo a menos, e colocando a liderança do rival no Campeonato Brasileiro a perigo.

Neymar quebra o silêncio para elogiar Zé Eduardo; ‘dancinhas’ estão de volta

Mudo desde o episódio que culminou com a saída de Dorival Júnior, Neymar deu as primeiras declarações após a vitória do Santos contra o Fluminense, por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, no Engenhão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante utilizou o momento para elogiar o companheiro Zé Eduardo, autor dos três gols.

“Hoje deu tudo certo. O Zé (Eduardo) fez três gols e a gente está em casa. Ele joga muito”, disse o agora monossilábico jovem.

Com a insistência dos repórteres, Neymar ainda respondeu uma pergunta sobre a possibilidade de título antes de deixar o gramado do Engenhão. “O Santos está muito bem na competição. Agora, vamos aproveitar”, se limitou a dizer Neymar.

Aos poucos, Neymar vai voltando a sorrir. Na partida diante do Fluminense o que também ficou marcado foi o retorno da tradicional comemoração com “dancinhas” dos santistas.

No segundo gol do alvinegro, o camisa 11 se uniu ao autor Zé Eduardo para realizar uma coreografia. A maneira de comemorar gols marcou o Santos no primeiro semestre. Desde a saída de André e Robinho os jogadores haviam deixado de festejar os tentos dessa forma.

“A ‘dancinha’ voltou. Tem que voltar a alegria de sempre. Esse é o time do Santos. Conversava isso com o Neymar”, destacou Zé Eduardo.

Autor dos três gols, Zé Eduardo celebra nova função: ‘Jogo inesquecível’

Jogando como centroavante, Zé Eduardo correspondeu. O camisa 9 fez os três gols da vitória santista contra o Fluminense, na noite desta quarta-feira, no Engenhão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, e deixou o campo emocionado. Essa foi a primeira vez na carreira que o atacante conseguiu tal feito.

“Foi um jogo inesquecível. A melhor partida de minha vida. Nunca tinha feito isso. Agora é só agradecer a Deus”, destacou Zé Eduardo.

Com não poderia ser diferente, o novo centroavante do time gostou de atuar na posição. Isso só aconteceu devido à ausência de Marcel, vetado pelo departamento médico do clube na antevéspera da partida.

“Tinha exercido com o Dorival poucas vezes essa função pela carência de um centroavante. Hoje fui feliz. Venho trabalhando forte, e foi um jogo para se elogiar”, disse o novo camisa 9.

Zé Eduardo é um dos jogadores mais festejados do elenco. Com jeito “brincalhão”, o atacante sempre é alvo de gozações dos companheiros. Os apelidos são diversos. Alguns foram criados pelo próprio jogador, que, por exemplo, se autodenomina como “Zé do Gol”.

“Zé do gol não. Sou o Zé Eduardo, um cara que trabalha forte. O Marcelo (Martelotte) me deu oportunidade, confiança, e estou conseguindo corresponder”, disse o atacante com discurso humilde.