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Santos 3 x 0 Gimnasia y Esgrima

Data: 14/03/2007, quarta-feira, 21h45.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 8 – 3ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 6.955 pagantes
Renda: R$ 62.110,00
Árbitro: Ricardo Grance (PAR)
Auxiliares: Atilio Invernizzi e Manuel Bernal (ambos do PAR)
Cartões amarelos: Semino, San Esteban, Kletnicki (G); Antônio Carlos, Fábio Costa, Adaílton, Rodrigo Tiuí (S).
Gols: Marcos Aurélio (06-1), Cléber Santana (07-2) e Zé Roberto (25-2).

SANTOS
Fábio Costa; Denis, Adaílton, Antônio Carlos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana (Pedrinho) e Zé Roberto; Marcos Aurélio (Rodrigo Tabata) e Rodrigo Tiuí (Ávalos)
Técnico: Wanderley Luxemburgo

GIMNASIA Y ESGRIMA
Kletnicki; Semino, San Esteban, Gentiletti e Basualdo; Ormeño, Escobar (Romero), Cornejo (Dubarbier) e Pacheco; Leal (Silva) e Piergüidi
Técnico: Pedro Troglio



Santos vence e mantém 100% de aproveitamento na Libertadores

O Santos conquistou nesta quarta-feira sua terceira vitória (100% de aproveitamento) na fase de grupos da Taça Libertadores-2007 ao vencer o Gimnasia y Esgrima (Argentina) por 3 a 0, na Vila Belmiro.

O time da Baixada lidera o Grupo 8, que tem ainda o Defensor (Uruguai) e o Deportivo Pasto (Colômbia).

Logo aos 6min, o Santos abriu o placar. Marcos Aurélio recebeu lançamento longo e tocou na saída do goleiro Kletnicki e a bola ainda tocou em Basualdo antes de entrar.

Com a vantagem no placar logo no início da partida, o Santos teve mais tranqüilidade para tocar a bola e procurar espaços na defesa argentina.

Aos 32min, o Santos quase ampliou. O lateral Denis recebeu a bola dentro da área, completamente livre, e chutou para fora, por cima do travessão.

“Precisamos de um pouco mais de concentração no momento da finalização. Dominamos o primeiro tempo”, disse o meio-campista Zé Roberto, na saída para o intervalo.

Logo no início da etapa final, aos 7min, o Santos ampliou. Zé Roberto fez ótima jogada pela esquerda e tocou para Cléber Santana, que, dentro da área, chutou forte, no canto, sem defesa para o goleiro do Gimnasia.

Aos 25min, o Santos chegou ao terceiro gol, de muita categoria. Zé Roberto arrancou pela esquerda, ganhou na velocidade do zagueiro e tocou por cobertura na saída do goleiro.

O Santos quase ampliou aos 48min, mas Rodrigo Tabata desperdiçou uma cobrança de pênalti, Kletnicki defendeu.

Líder do Campeonato Paulista com 32 pontos, o Santos volta a campo no domingo, quando enfrenta o Ituano, fora de casa.


Santos 1 x 0 Defensor Sporting

Data: 01/03/2007, quinta-feira, 19h00.
Competição: Copa Libertadores – Grupo 8 – 2ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 9.409 pagantes
Renda: R$ 134.950,00
Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)
Auxiliares: Sergio Cagni e Juan Carlos Rebollo (ambos da ARG)
Cartões amarelos: Antônio Carlos (S), Martínez (D), Pereira (D)
Gol: Zé Roberto (03-2).

SANTOS
Fábio Costa; Denis, Adaílton, Antônio Carlos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana (Ávalos) e Zé Roberto, Marcos Aurélio (Jonas) e Rodrigo Tiuí (Pedrinho)
Técnico: Wanderley Luxemburgo

DEFENSOR SPORTING
Martín Silva; Ignacio Ithurralde, Williams Marínez e Martín Cáceres; Álvaro González, Maximiliano Pereira (Sebastián Ariosa), Fernando Fadeuille, Carlos Díaz (Carlos Morales) e Paulo Pezzolano (Diego de Souza); Danilo Peinado e Sebastián Fernández
Técnico: Jorge da Silva



Santos vence Defensor na Vila e segue 100% na Libertadores

Com grandes dificuldades, o Santos venceu por 1 a 0 o Defensor Sporting, do Uruguai, nesta quinta-feira, no estádio da Vila Belmiro, e manteve os 100% de aproveitamento na Taça Libertadores da América.

A vitória de hoje foi a segunda seguida do time da Baixada (que já havia vencido por 1 a 0 a equipe colombiana do Deportivo Pasto), resultado que assegura a primeira colocação do Grupo 8, com seis pontos, três a mais do que o rival de hoje.

A equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo volta a jogar pela competição sul-americana no dia 14 de março, quando encara, novamente em casa, o Gimnasia y Esgrima, da Argentina. Pelo Estadual, o próximo confronto é domingo, contra o Paulista, na Baixada.

O time do litoral paulista demonstrou mais uma vez sua força quando joga em casa. Na quarta vez em que participa do torneio sul-americano em cinco anos, os santistas já disputaram 18 jogos em casa. Foram 13 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota –caiu diante do Atlético-PR em 2005 por 2 a 0.

O jogo

Diante de uma forte retranca uruguaia, o Santos iniciou a partida na busca de jogadas pelas laterais. Em uma delas, aos 8min, quase o time abriu o placar. Zé Roberto cruzou da esquerda e Marcos Aurélio cabeceou em cima do zagueiro, para depois novamente chutar o rebote em cima de um adversário.

Em outra jogada com origem pelos flancos, Zé Roberto recebeu passe da esquerda, dentro da área, e chutou cruzado, a bola passou muito próxima da trave esquerda do goleiro Martín Silva.

O gol santista saiu no início da segunda etapa em uma jogada de Zé Roberto, o destaque da partida. Aos 3min, o meio-campista recebeu a bola e se livrou da marcação uruguaia para chutar e não dar chances ao goleiro: 1 a 0.

A equipe brasileira ainda tomou um susto aos 7min, quando Fernandéz arriscou da entrada da área e Fábio Costa teve que fazer ótima intervenção.

Mas o Santos respondeu dois minutos depois. O atacante Marco Aurélio recebeu bola na esquerda e cortou para o meio, antes de chutar forte e obrigar o goleiro uruguaio a espalmar para fora.

Depois disso o time da Vila Belmiro se encolheu e passou a receber muita pressão dos uruguaios. A equipe brasileira tinha dificuldades em se aproximar da meta rival, mas soube cadenciar o jogo e administrar o tempo para conquistar a vitória.


Santos 1 x 0 Guaratinguetá

Data: 28/01/2007, 18h10.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 5ª rodada
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos, SP.
Público: 7.404 pagantes
Renda: R$ 78.112,00
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra
Auxiliares: Dante Mesquita Júnior e Marco Antônio de Andrade Motta Júnior
Cartões amarelos: Rodrigo Tabata e Pedro (S); Alexandre Pedalada (G).
Cartão vermelho: Carlinhos (G)
Gols: Zé Roberto (30-2).

SANTOS
Fábio Costa; Pedro, Ávalos, Domingos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Rodrigo Tabata (Cléber Santana) e Pedrinho (Zé Roberto); Jonas (Fabiano) e Rodrigo Tiuí.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

GUARATINGUETÁ
Edson Bastos; Carlinhos, Rafael Pedro e Jeci; Geovane, Magal, Ale, Leandro (Alexandre Pedalada), Nenê (Tobi) e Galego; Sandro Goiano (Vagner Carioca).
Técnico: Carlos Rabelo.



Santos vence Guaratinguetá e dispara na liderança do Paulista

O Santos venceu neste domingo o Guaratinguetá por 1 a 0, no estádio da Vila Belmiro, e manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista-2007.

O triunfo de hoje foi o quinto consecutivo do time do técnico Vanderlei Luxemburgo –antes havia vencido Barueri, São Caetano, Sertãozinho e Bragantino.

O Santos tem um jogo a mais no Estadual pois não participará da rodada do meio de semana, já que na quarta-feira encara o Blooming, na Bolívia, pela seletiva da Taça Libertadores.

Com o resultado, o time da Vila Belmiro chegou a 15 pontos e disparou na liderança do Estadual, agora ficando cinco pontos à frente de Noroeste, São Paulo e Palmeiras, que estão logo a seguir.

Luxemburgo escalou um time ofensivo nesta tarde, já promovendo a estréia do meio-campista Pedrinho, que acertou sua transferência para o clube na última sexta-feira.

Pedrinho atuou no meio ao lado de Rodrigo Tabata, com Jonas e Rodrigo Tiuí formando dupla de ataque. Luxemburgo optou por poupar os meio-campistas Cléber Santana e Zé Roberto, que começaram o jogo no banco de reservas.

O jogo

Após um início disperso, o Santos criou sua primeira boa chance de gol somente aos 17min, quando Jonas tabelou com Rodrigo Souto e chutou forte, mas Édson Bastos fez boa defesa.

Mas o time não fazia uma boa atuação e chegou a passar por alguns apuros na primeira etapa. Em um deles, aos 22min, Nenê entrou dentro da área pela esquerda, mas foi interceptado pelo goleiro Fábio Costa na hora do chute.

O time da Vila Belmiro evoluiu no fim da primeira etapa, e aos 41min, Rodrigo Tabata cruzou da esquerda, mas Rodrigo Tiuí, livre, cabeceou mal. Três minutos depois, Domingos chutou de fora da área para boa defesa de Édson Bastos.

O Santos melhorou no segundo tempo e criou ótima chance logo aos 4min, com Pedrinho arriscando de fora da área, mas a bola novamente foi defendida pelo goleiro do Guaratinguetá.

Não contente com o rendimento de sua equipe, o técnico Vanderlei Luxemburgo fez três alterações: tirou Pedrinho, Rodrigo Tabata e Jonas para as entradas de Cléber Santana, Zé Roberto e Fabiano.

O rendimento da equipe aumentou, e o Santos marcou o gol da vitória aos 30min. Zé Roberto recebeu bola na direita e chutou para mais uma boa defesa de Édson Bastos, mas na seqüência do lance Kléber cruzou na cabeça do mesmo Zé Roberto, que estufou as redes: 1 a 0, placar que seria administrado até o final.

Grêmio Barueri 1 x 2 Santos

Data: 17/01/2007, quarta-feira, 21h45.
Competição: Campeonato Paulista – 1ª fase – 1ª Rodada
Local: Estádio Parque Antarctica, em São Paulo, SP.
Público: 9.469 pagantes
Renda: R$ 218.827,00
Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado (SP)
Auxiliares: Ednílson Corona e Marcelino Thomaz de Brito (ambos de SP)
Cartões amarelos: Anderson Marques, Giba, André Bilinha e Júlio (GB); Adaílton e Pedro (S).
Gols: Zé Roberto (25-2), Marcos Dias (35-2) e Antônio Carlos (43-2).

GRÊMIO BARUERI
Gilvan; Edylton, Anderson Marques, Fabio Luiz, Giba, Nenê Miranda (Zeziel), André Bilinha, Júlio, Luciano Gigante (Júlio César), Pedrão e Tiago Humberto (Marcos Dias).
Técnico: Marcelo Villar

SANTOS
Fábio Costa; Adaílton, Antônio Carlos, Ávalos (Jonas), Pedro, Maldonado (Rodrigo Tiuí), Cléber Santana, Zé Roberto, Kléber, Rodrigo Tabata (Rodrigo Souto) e Fabiano.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo



Com dificuldade, Santos vence o Barueri na estréia no Paulista

Vencedor da última edição do Campeonato Paulista, o Santos venceu o Barueri por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Parque Antarctica, em sua estréia no torneio estadual de 2007.

Apesar da vitória, o futebol apresentado pela equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo mantém a desconfiança sobre um time que perdeu muitos jogadores –o zagueiro Luiz Alberto e o atacante Reinaldo são os principais exemplos– e que apresentou reforços modestos.

Para esta temporada, a diretoria trouxe os zagueiros Antônio Carlos (ex-Juventude) e Adaílton (ex-Rennes), o lateral-direito Pedro e o volante Vinícius, ambos do Iraty, e o volante Rodrigo Souto (ex-Figueirense).

O atacante Marcos Aurélio, que seria o sexto reforço do time, ainda vive um imbróglio judicial com o Atlético-PR, clube que defendeu no último Campeonato Brasileiro, e não tem condições legais de estrear.

A necessidade de aumentar o poder ofensivo do Santos ficou evidente na partida de hoje. Mesmo com um time mais técnico, a equipe da Vila Belmiro teve dificuldades para atacar com perigo e permitiu ao Barueri realizar um jogo equilibrado.

Estreante na primeira divisão estadual, o clube da Grande São Paulo aproveitou a empolgação de novato e atuou de uma forma bastante ofensiva. Com velocidade, o clube do técnico Marcelo Vilar teve sua primeira chance de gol aos 21min e só não abriu o marcador graças a uma boa saída do goleiro Fábio Costa.

Três minutos depois, Zé Roberto recebeu lançamento pela esquerda e bateu cruzado. Gilvan deu rebote e dividiu com Rodrigo Tabata para evitar o gol santista.

Diante da necessidade de buscar ao menos um gol, Luxemburgo abriu mão do esquema com três zagueiros e voltou para o segundo tempo com Jonas no lugar de Ávalos. Mesmo com dois atacantes –apenas Fabiano havia iniciado o jogo–, o Santos continuou criando poucas oportunidades.

Para vencer, o atual campeão paulista contou com o meio-campista Zé Roberto, um dos poucos jogadores diferenciados de seu elenco, que recebeu passe de Fabiano e chutou cruzado para vencer Gilvan, aos 25min da etapa final.

Dez minutos depois, o Barueri se aproveitou de uma falha da defesa santista para empatar o jogo. Em jogada pela esquerda, Pedrão cruzou para Marcos Dias, totalmente livre de marcação, tocar para as redes de Fábio Costa.

Aos 43min, no entanto, o experiente zagueiro Antônio Carlos, 37, que atuou no Juventude no último Campeonato Brasileiro, aproveitou cruzamento em cobrança de falta pela esquerda e subiu para, de cabeça, garantir os três pontos do Santos.

Corinthians 0 x 3 Santos

Data: 05/10/2006, quinta-feira, 20h30.
Competição: Campeonato Brasileiro – 27ª rodada
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP.
Público: 21.143
Renda: R$ 342.650,00
Árbitro : Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Ana Paula da Silva Oliveira (ambos Fifa-SP)
Cartões amarelos: Magrão, Marquinhos, Marcus Vinícius e Marcelo Mattos (C); Wellington Paulista, Ronaldo, Zé Roberto, Maldonado, Leandro e Kléber (S).
Cartões vermelhos: Magrão (C); Zé Roberto (S).
Gols: Kléber (40-1); Leandro (34-2) e Zé Roberto (35-2).

CORINTHIANS
Marcelo; Marinho, Marquinhos (Ramon) e Marcus Vinícius; Rosinei, Renato (Rafael Moura), Marcelo Mattos, Roger, Magrão e César; Amoroso.
Técnico: Emerson Leão

SANTOS
Fábio Costa (Felipe); Denis, Ronaldo, Luiz Alberto e Kléber; Maldonado, Cleber Santana, André Luiz (Rodrigo Tabata) e Zé Roberto; Rodrigo Tiuí e Wellington Paulista (Leandro).
Técnico: Wanderley Luxemburgo



Santos confirma supremacia, vence Corinthians e mantém metas

O Corinthians bem que tentou, mas o Santos foi mais eficiente. Com um futebol competitivo e excelente aproveitamento das oportunidades criadas, a equipe da Vila Belmiro superou o rival da capital por 3 a 0 nesta quinta-feira, no Pacaembu. Com isso, confirmou seu histórico positivo em clássicos nesta temporada e se manteve na briga por uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem e até pelo título do Campeonato Brasileiro de 2006.

“Vencer um clássico é sempre importante. Isso nos dá mais moral para a seqüência do Campeonato Brasileiro e mostra que o Santos tem condições de enfrentar qualquer equipe de igual para igual. Hoje [quinta-feira] nós fomos inteligentes, chegamos ao ataque na hora certa e matamos o jogo quando tivemos as chances”, comemorou o centroavante Leandro, que substituiu Wellington Paulista no intervalo e marcou o segundo gol dos visitantes.

A vitória desta quinta – a sétima em oito clássicos nesta temporada – mantém as chances de o Santos conquistar o título do Campeonato Brasileiro. A equipe da Vila Belmiro chegou a 46 pontos e ascendeu à terceira posição da tabela, a sete pontos do líder São Paulo e a dois do segundo colocado Grêmio. “Estamos vivos. Ainda tem muita coisa pela frente até o fim do ano e nós temos plenas condições de chegar ao título. O resultado contra o Corinthians mostrou isso”, disse o lateral-esquerdo Kléber.

Além de ter mantido suas chances de conquistar o Campeonato Brasileiro e de ter confirmado seu histórico positivo em clássicos desta temporada, o Santos conseguiu apagar um trauma nesta quinta-feira. No ano passado, na última vez em que havia enfrentado o Corinthians no Pacaembu, a equipe da Vila Belmiro (então dirigida por Nelsinho Baptista) foi goleada por sonoros 7 a 1.

O desempenho acima da média do ataque corintiano naquela partida, porém, é coisa do passado. Nesta quinta-feira, apesar de ter sido superior em grande parte do clássico, o time da casa não conseguiu marcar diante do Santos e confirmou a condição de pior ataque do Campeonato Brasileiro (com apenas 25 gols marcados em 27 partidas). “Perdemos gols demais, principalmente no primeiro tempo. Eu mesmo tive uma chance clara. Esse é o tipo de detalhe que faz diferença em um clássico”, lamentou o meio-campista Rosinei.

Com o ataque em queda (não marca mais de uma vez num mesmo jogo do Brasileiro desde o triunfo por 2 a 1 sobre o Fluminense no dia 16 de agosto, na estréia de Emerson Leão), o Corinthians voltou a ser assombrado pelo rebaixamento à segunda divisão. A equipe do Parque São Jorge estacionou nos 32 pontos e está na 16ª posição da tabela, a última entre os que não estão na zona de risco.

O retorno à briga contra o rebaixamento significa uma grande frustração para as pretensões do treinador Emerson Leão, que sofreu sua segunda derrota à frente do Corinthians (ambas no Pacaembu). Quando foi contratado, o comandante alvinegro fez planos para uma ascensão rápida e para brigar até por uma vaga na Copa Libertadores de 2007.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, Corinthians e Santos entrarão em campo neste domingo. O time do Parque São Jorge jogará mais cedo, às 16h, contra o Goiás (no Serra Dourada). Depois, às 18h10, a equipe do litoral receberá o Grêmio na Vila Belmiro.

O jogo

Insatisfeito com a produção ofensiva do Corinthians nas últimas partidas, o técnico Emerson Leão apostou em uma alteração inusitada. O comandante alvinegro escalou sua equipe com três zagueiros e Amoroso isolado na frente. “Mas não é por causa disso que vamos ser menos agudos. A idéia é atacar o Santos desde o começo, com chegada constante dos homens de trás”, disse o volante Magrão antes do início do clássico desta quinta.

Em campo, o Corinthians justificou as palavras de Magrão e foi mais incisivo que o Santos desde o início do jogo. Com muita movimentação no meio-campo, a equipe do Parque São Jorge conseguiu acuar os visitantes no Pacaembu. O problema é que, na hora de concluir, os mandantes sentiram falta de um homem com mais presença de área.

Foi isso que aconteceu aos 13min e aos 18min, em dois lances iniciados por Amoroso. Em ambos, o camisa 10 saiu da área, levou um zagueiro com ele e lançou no meio para Rosinei. O volante conduziu com liberdade, mas errou a conclusão (no primeiro Felipe fez grande defesa; no outro, o meio-campista bateu à esquerda da meta).

Com o Corinthians melhor, o Santos foi mais eficiente. Aos 40min, Kléber aproveitou uma falta cometida por Marcelo Mattos em Dênis na meia direita e colocou a bola no ângulo esquerdo de Marcelo, que nada pôde fazer. “Eles começaram criando mais, mas nós conseguimos tranqüilizar o jogo e mostramos experiência. Depois, abrimos o placar e mudamos totalmente o panorama da partida”, analisou o zagueiro santista Luiz Alberto.

Realmente, o gol do Santos desmoronou a estrutura armada pelo Corinthians. A equipe do Parque São Jorge havia planejado sua estratégia tática em constantes trocas de posições no meio-campo, mas passou a errar muitos passes e facilitou o trabalho da marcação do time do litoral. A evolução dos visitantes também foi motivada por uma alteração tática do técnico Vanderlei Luxemburgo, que deu mais liberdade a Cléber Santana pela direita e abriu Zé Roberto pela esquerda.

Aos poucos, porém, o Corinthians conseguiu recuperar o controle do jogo. O técnico Emerson Leão abandonou o esquema 3-6-1 e voltou ao tradicional 4-4-2, com Ramón e Rafael Moura nos lugares de Marquinhos e Renato (respectivamente). A mudança tática dos donos da casa foi seguida por um recuo excessivo do Santos, que se fechou no campo de defesa.

Com mais posse de bola e diante de um adversário fechado, porém, o Corinthians encontrou muita dificuldade para criar. A equipe alvinegra trocou passes lateralmente, mas não conseguiu criar oportunidades contundentes. Na melhor delas, aos 27min, Magrão recebeu um cruzamento da esquerda, completamente livre, mas deixou a bola escapar ao tentar dominar no peito e foi travado na hora de concluir.

Assim como havia feito no primeiro tempo, porém, o Santos foi mais eficiente que o Corinthians em um momento de pressão dos donos da casa. Kléber lançou Zé Roberto na esquerda e o camisa 10 cruzou rasteiro para Leandro bater de primeira, no canto direito baixo do goleiro Marcelo.

Com o gol, o Corinthians não apenas esmoreceu, mas se desestabilizou. O time da casa se perdeu totalmente na marcação e deu espaço para Zé Roberto selar a vitória dos visitantes aos 35min. O camisa 10 recebeu passe de Rodrigo Tabata no meio, entre os zagueiros da equipe mandante, e tocou na saída de Marcelo para definir o placar.

“O Corinthians ficou perdido depois dos nossos gols, que aconteceram muito rápido. Sinceramente, não deu para entender o que aconteceu. Parece que eles perderam a cabeça e resolveram trocar o jogo por agressões”, comentou o atacante santista Leandro sobre o fim da partida.

O novo Cavalieri?

A participação do goleiro Fábio Costa no clássico desta quinta-feira durou apenas seis minutos. O camisa 1 do Santos tentou cortar um cruzamento de Roger em uma falta cobrada da meia-direita do Corinthians, se chocou no ar com o companheiro Cléber Santana e sofreu uma lesão nos ligamentos do ombro ao cair.

Sem condições de continuar em campo, Fábio Costa abriu caminho para a entrada do goleiro Felipe, de apenas 18 anos, que fez seu terceiro jogo como profissional no Santos. “Fico muito feliz por ter conseguido ajudar meus companheiros e ainda mais feliz por saber que eu fui elogiado”, comemorou o suplente da meta do time da baixada, que foi apontado como um dos grandes destaques do clássico.

Com a boa apresentação, Felipe lembrou muito a trajetória de outro goleiro de um time paulista. No dia 16 de julho deste ano, no clássico contra o Corinthians, o palmeirense Marcos sofreu uma lesão logo aos 2min de jogo e foi substituído por Diego Cavalieri, que assumiu a meta da equipe alviverde e foi um dos destaques.

Aproveitando a ausência de Marcos, Diego Cavalieri tem sido titular do Palmeiras até agora. O antigo titular já voltou a treinar, mas ainda não recuperou a condição de titular no time paulista.